domingo, 20 de março de 2016

14th Rondo Hatton Classic Horror Award




A blogosfera brasileira até pode ter perdido muito de sua força, mas no mundo da língua inglesa, existe um vibrante universo de blogs, sites, revistas e podcasts sobre o cinema de horror em geral. E uma das celebrações mais legais deste cenário é o prêmio Rondo Hatton Classic Horror Award, que celebra sua décima quarta edição neste ano de 2016!

Este é o meu primeiro ano votando; por este motivo, votei em poucas categorias, justamente por desconhecer vários dos indicados, o que já torna um motivo a mais pra você conferir o site oficial da votação e conhecer muitas fontes de conteúdo de qualidade. Qualquer pessoa pode votar, por meio de um simples email. Deixarei o site em destaque abaixo:


Quem tiver curiosidade, dá uma conferida, mas vai logo porque os votos serão recebidos até o dia 10 de abril de 2016. Quem sabe em alguns anos o Midnight Drive-In não esteja concorrendo em alguma categoria? Sonhar nunca é demais, meus amigos!

sábado, 19 de março de 2016

A Grande Aposta (The Big Short, 2015)



Março tá meio parado por aqui, não? Por isso, mando um texto rapidinho de A GRANDE APOSTA, um dos indicados ao Oscar de melhor filme da última edição, que levou o (justo) prêmio de roteiro adaptado. Dirigido por Adam McKay, cuja filmografia predomina boas comédias (como O Âncora), a temática da obra é sobre a grave crise financeira iniciada no mercado imobiliário norte americano e alguns personagens reais que enxergaram as falhas e apostaram contra o sistema.

Não é um filme fácil de se assistir. Mesmo com o tom de humor que predomina durante a projeção, é uma obra por vezes difícil de se acompanhar. Mas o esforço é válido, principalmente com as vinhetas e participações especiais surpreendentes que permeiam a obra. Além disso, o filme inteiro tem uma edição frenética, quase escalafobética, que exprime a loucura do mercado financeiro, de uma maneira geral. 

E o risco de dar errado e o filme se restringir a uma aula mais moderninha de Telecurso, módulo economia, é afastado com performances acima da média de um elenco muito bem escolhido. Christian Bale e Brad Pitt se destacam, mas eu amei o trabalho de Steve Carrell - complexo, nervoso e passional. 

O tom ácido do filme também ajuda - é como se McKay tivesse noção de todo o drama da crise imobiliária (pessoas perdendo seus imóveis, desemprego, empresas inteiras falindo), mas observasse tudo isso com um riso irônico e ácido no canto da boca. Eu gostei muito, mas tenho noção de que este é um daqueles "ame ou odeie". De qualquer forma, é um filme que merece ser visto, nem que seja para se conhecer um pouco mais sobre o funcionamento da caótica economia mundial.

sábado, 5 de março de 2016

The Witch - Alternative Posters

Em breve sai o meu texto sobre este filmaço. Enquanto isso, fiquem com essas artes maravilhosas, não oficiais de um artista chamado Midnight Marauder (visitem o blog dele aqui). Ele tem alguns trabalhos bem bacanas, vale uma conferida.






sexta-feira, 4 de março de 2016

Midnight Express #004 - Três resenhas pequeninas para não deixar esses filmes passarem em branco

Concussion (2015) - Até que me surpreendi positivamente com este quase telefilme em estrutura. E não falo isso como demérito, de jeito nenhum. Will Smith, numa atuação muito competente e o próprio enredo sobre o médico que descobriu os impactos das pancadas no futebol americano sobre a saúde mental dos atletas me cativou o suficiente e me prendeu durante a projeção - mesmo após uma noite inteira de trabalho na faculdade (cheguei a acreditar que dormiria durante a sessão, enquanto comprava o ingresso). Apesar da direção sem estilo e o andamento sem criatividade, serve como um drama decente e um bom trabalho de Smith.



Deuses do Egito (2016) - Não sei não, mas acho que ando com bastante boa vontade. Este é um daqueles blockbusters de pior qualidade possível - roteiro anêmico, edição e montagem epiléptica, direção fraca - tantos deméritos e eu ainda assim  me diverti o suficiente com o filme. Olhando com um pouco mais de critério, faço coro a totalidade das críticas negativas. Mas ainda assim me diverti com o carnavalesco filme do diretor Alex Proyas (que não acerta um filme realmente bom faz tempo).

À Prova de Balas (1996) - Um dos meus subgêneros favoritos - filmes de duplas policiais - mas este exemplar foi um dos mais fraquinhos que já assisti. Damon Wayans e Adam Sandler funcionam muito bem juntos e James Caan sempre faz aquele vilãozinho pilantra eficiente. Mas a quantidade de imbecilidades no roteiro, com diálogos nonsense e situações realmente estúpidas, ajudam a afundar este filme no esquecimento. Recomendado para fãs hardcore deste tipo de filme ou para quem quiser uma sessão realmente datada dos anos 90 numa madrugada de insônia. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Deadpool (2016)



É uma maravilha quando certos filmes abraçam um princípio fundamental do cinema pipoca - diversão. Certos filmes existem apenas como escapismo, aquela diversão de duas horas que te faz esquecer de tudo e todos. Isso não é um demérito, de maneira nenhuma. Ainda mais nessa realidade de filmes baseados em histórias em quadrinhos que querem ser gigantescos demais, sérios demais, longos demais...

DEADPOOL funciona que é uma beleza. Funciona como diversão escapista, como adaptação de HQ, como comédia e filme de ação. Eu realmente me diverti bastante durante a projeção, principalmente pela entrega de um material honesto, feito para um público adulto, com centenas de diálogos espertos, criativas cenas de ação e violência e atuações calibradas. Aquela história de "papel da vida de um ator" se encaixa à perfeição em Ryan Reynolds, perfeito como o falastrão protagonista; é notável como ele está a vontade e adorando interpretá-lo.

A história não reserva grandes surpresas, mas é essa "simplicidade" que me agradou mais. Eu gosto bastante dos filmes de super-heróis, de uma maneira geral, mas o gigantismo e a pretensão de muitos deles geralmente me incomoda. É bacana ver a Marvel interligando os filmes entre si, mas era muito mais bacana quando não parecia tão forçado - o que derrubou alguns filmes (Homem de Ferro 3, Os Vingadores - A Era de Ultron).

São enxutos 108 minutos de diversão. Impossível não rir com algumas tiradas desse personagem. Forte candidato a melhor adaptação de história em quadrinhos dos últimos anos. Tomara que mantenham o tom na inevitável sequência.