domingo, 12 de julho de 2026
Fantasia Film Festival 2026 - Pôster
quarta-feira, 25 de março de 2026
Fúria Silenciosa (Silent Rage, 1982)
Com o recente falecimento da lenda Chuck Norris, decidi buscar na "Locadora do Luca" (nome carinhoso da minha filmoteca) algum filme dele para celebrar seu legado. Encontrei nada menos do que 13 filmes com sua participação, sendo 11 deles como protagonista.
O DVD de FÚRIA SILENCIOSA sempre me chamou a atenção, porque se tratava de um título lançado pela Columbia, não tão fácil de se achar nas Lojas Americanas daqui da minha cidade. Aliás, eu consegue esse filme através da internet, na compra de alguns outros dvds realmente meio complicados de se achar, principalmente se você estiver procurando exemplares que não foram de locadoras (cujos discos e capas geralmente estão em estado sofrível de conservação). Lembro-me que em tal lote, vieram filmes como Testemunha Muda (que estou com vontade de rever há algum tempo) e Psicose 3 e 4 - títulos que acrescentaram muito ao meu acervo.
De qualquer maneira, já tinha passado da hora de dar uma conferida neste estranho e surpreendente filme do mestre Norris, um tributo muito merecido a uma literal lenda do cinema de ação. É curioso como o carateca abraçou uma carreira de integridade artística ímpar, tal qual alguns astros da Hollywood clássica, cujas interpretações pareciam sempre encarnar na própria personalidade deles, acrescentando uma certa profundidade até mesmo nos personagens mais simples.
Em FÚRIA SILENCIOSA, temos um xerife de uma pequena cidade no Texas enfrentando a ameaça de um assassino quase que imortal, literalmente. Por mais que possa parecer estranho, a presença de Norris é maravilhosa como elemento maior que os clichês que a história reserva - um cruzamento de filmes slasher com o mito literal de Frankenstein. O que poderia soar deslocado ou bizarro, torna-se um exercício curioso de um astro emprestando suas melhores características em qualquer filme que seja.
O diretor Michael Miller (cuja carreira, conforme eu verifiquei no IMDB, é recheada de curiosos filmes, incluindo diversos telefilmes baseados nos livros da autora Danielle Steel, os quais eu certamente irei atrás) consegue criar ao longo da obra um ótimo clima de tensão, com um trabalho de câmera que lembra demais os primeiros filmes da série Halloween e Sexta Feira 13. Foram alguns momentos em que me pegue apreensivo com o súbito aparecimento do assassino na tela, em boa performance do ator Brian Libby, sem praticamente nenhuma fala, mas com ótima presença em tela. Também gosto de Toni Kalem como o par romântico de Norris - as cenas de romance entre os dois nunca mais se repetiram em outros filmes de Norris, por protesto de fãs mais conservadores do astro!
No final das contas, FÚRIA SILENCIOSA é um ótimo entretenimento, além de exemplificar todo o justíssimo status que seu astro conquistou ao longo dos anos. Vai fazer muita falta, senhor Norris.
terça-feira, 24 de março de 2026
Trailer da Semana: The Furious/ Huo zhe yan (2025)
Pela madrugada, que trailer absurdamente fantástico foi esse que acabei de assistir? Sabe quando aqueles letreiros, com críticas entusiasmadas (e quase sempre meio fakes) aparecem para instigar plateias mais afoitas? Pois é, nesse caso parece que o entusiasmo não é só golpe de marketing - tem algo de muito similar na atmosfera de The Furious (ou Huo zhe yan), com o maravilhoso The Raid, provavelmente a última grande obra de artes marciais lançada ao longo dos recentes anos. O trailer promete muita pancadaria de classe, câmeras mirabolantes (aquela moto em primeira pessoa) e uma história bem simples, na medida certa para nós que curtimos esse tipo de entretenimento. Estou pronto para isso!
quinta-feira, 19 de março de 2026
Desventuras de um Cinéfilo: Será que meu desânimo com o Oscar vai durar para sempre?
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| A melhor coisa deste ano foi a premiação nas categorias de atores principais. E convenhamos que não há melhor forma de se comemorar o Oscar do que ir "destruir" um autêntico podrão! |
Acho um tanto assustador olhar para mim ao longo dos últimos anos e perceber como muitas coisas que me preenchiam já não o fazem mais. Eu me lembro de como a noite do Oscar já foi algo importante: assistir os filmes da temporada, dar os meus "pitacos", torcer e, quase sempre, continuar a sonhar meu sonho mais louco. Aos poucos, porém, tudo isso foi se diluindo a tal ponto de que no último domingo, pelo segundo ano consecutivo, não tive vontade alguma de assistir a cerimônia.
E olha que eu até tentei neste ano - assisti a vários filmes que concorriam e, cá entre nós, tinha até um favorito pessoal cuja chance de vencer era bem remota - Hamnet. Acompanhei as análises em diversos canais do Youtube e até falei bastante sobre isso na minha vida real, muito longe do meu querido e abandonado blog. Mas no fundo, sentia que não conseguia resgatar aquela excitação, aquela vontade de acompanhar e a sensação de pertencimento. Não estava ali.
Foram vários sinais: desde o plano malfadado de acompanhar o anúncio dos indicados enquanto almoçava num local especial (meu carro quebrou justamente no dia), o cansaço ao encarar uma sessão dupla de filmes indicados e ter ignorado todas as premiações anteriores a essa, de forma não planejada - tudo passou voando por mim.
Tenho uma certa desconfiança de onde isso tudo começou: provavelmente após a constrangedora premiação de Melhor Filme de Moonlight, superando o incrivelmente superior La La Land. De uma certa forma, há até algum tipo de beleza cósmica na maneira como isso ocorreu, de forma estranha e inadequada, como algo enfiado goela abaixo, um momento inesquecível a ser esquecido. Maior que a decepção e o choque daquilo foi a sensação de rachadura num certo idealismo que eu tinha sobre a premiação ser sobre a arte do cinema em si.
Sei que isso pode soar como algo meio imaturo, mas o golpe na ocasião foi forte para eu assimilar. Um filme que literalmente me fez sonhar, sair dançando por aí, sedento por esperança e devidamente alimentado com a possibilidade de um dia ser capaz de produzir algo que provocasse tal efeito em outra pessoa foi preterido por uma obra supostamente realista e sensível em aspectos que iam muito além do mundo do cinema.
Dali em diante, sinceramente, até tivemos bons anos de premiações, excelentes filmes concorrendo ao Oscar, alguns prêmios de fato emocionantes - mas quando me lembro de que é noite de Oscar, aquele momento fatídico de 2017/2018 vem a minha mente.
Como esquecer também o vergonhoso prêmio de Will Smith, que agrediu um colega de trabalho no palco e, depois disso, foi aplaudido como se nada tivesse acontecido? Nenhuma fala, nenhum protesto - simplesmente uma sensação de abuso e conivência da classe artística. O pior de tudo? Após a premiação, foi ligada a máquina trituradora de carreiras de cancelamento, ao invés de se pensar numa justa punição...
A mesma classe que fez beicinho não aplaudindo o diretor Elia Kazan quando levou um Oscar Honorário - a premiada deste ano Amy Madigan, nascida em 1950, puxou um protesto na ocasião, apropriando-se do ressentimento típico daqueles que imaginam o que é uma verdadeira perseguição (ela disse que o pai dela foi vítima do McCarthismo, trabalhando analista político/ jornalista, bem distante da esfera de Hollywood). Nada como a seletividade e estar do lado de uma certa galera, não é mesmo?
Nesse ponto, confesso que me pergunto: e agora? "From despair to where?" Como será no próximo ano?
Confesso que se existe um traço da minha personalidade que luto para não ser apagado é a esperança. Talvez eu ainda fique enfastiado com as campanhas de Oscar iminentemente políticas (vocês devem saber do que eu estou falando), os enfadonhos acenos politicamente corretos e até a torcida contra ou a favor que se forma diante de algo. Contudo, ainda sonho para que Hollywood recupere algo que realmente se perdeu ao longo desses anos: a aura.
A aura é curiosa porque diante da impenetrabilidade dela, há um certo atiçamento, o despertar de um desejo de se sentir pertencente àquilo ou ao menos para se lutar por, quem sabe, um dia, fazer parte daquilo. É como aquela roupa bonita na vitrina, tão perto e tão longe, acessível de maneira fácil ou, na maioria das vezes, difícil.
Espero não soar mórbido, mas ao longo dos últimos anos, o momento da premiação que mais me aproxima dessa sensação é o In Memoriam; mesmo de forma muitas vezes apressada, canhestra e por vezes esquecendo nomes relevantes, a homenagem aos que se foram, com uma brevíssima lembrança de seus trabalhos nos remete aos grandes filmes que já nos fizeram sonhar e como Hollywood já foi, sim, uma literal fábrica de sonhos.
Enquanto escrevo essas linhas, porém, olho para os últimos 8-9 anos de premiações e vejo alguns grandes filmes: vejo Oppenheimer, Coringa, A Baleia, Parasita, Três Anúncios para um Crime, Green Book, Era Uma Vez em Hollywood, Duna, Nada de Novo no Front, OS Fabelman, Top Gun Maverick, Os Rejeitados... Sim, tivemos alguns grandes filmes prestigiados e lembrados ao longos do tempo.
Acompanharei a Temporada do próximo ano, como sempre faço, aliás. Sei que provavelmente teremos A Odisseia do Christopher Nolan, por lá. Já existem conversas sobre alguns filmes, mas tudo muito precoce. Cá para nós, não tenho nenhuma pressa nisso. Tem tantos lançamentos interessantes neste ano, tanto festival legal por vir... Ainda mantenho meus sonhos, mas no final é mais sobre o caminho do que o destino em si.
segunda-feira, 9 de março de 2026
Pôster: Backrooms (2026)
Acho curioso como as lendas da internet (as conhecidas Creepypastas) geram mais desconforto que a imensa maiorias dos últimos filmes de terror lançados nos cinemas (especialmente em circuito comercial). Um vídeo bizarro do Youtube de Analog Horror tem um efeito similar em minha mente ao saudoso hábito de locar fitas desconhecidas ou ao se deparar com um filme incomum na televisão. Oriundo de um curta-metragem espetacular (assista aqui), BACKROOMS é um daqueles filmes que me deixam pensando se será saudável assistir numa tela gigante de cinema, principalmente considerando o efeito do material original em mim. Acho que esse eu não posso deixar passar.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Corra que a Polícia Vem Aí! (The Naked Gun, 2025)
Se um dia eu imaginasse, ao longo desses últimos anos, que o filme que me levaria a retomar este blog (sendo retomar uma palavra bem deslocada, considerando que é apenas uma postagem, depois de um longo tempo), nunca cogitaria que seria um reboot da franquia CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ. Mas, sinceramente, até que faz sentido.
Pare pra pensar: há muito se observa uma grande decadência das comédias nas salas de cinema; um gênero cuja parte do sucesso vem através do exagero e dos riscos da ofensa, acabou afundando no tsunami politicamente correto que abarcou o mundo todo, atingindo, principalmente, o mundo do entretenimento. Óbvio que o humor ainda estava presente em vários filmes, mas você consegue se lembrar da última pura e simples comédia que, porventura, você tenha assistido numa telona?
Procurando deixar quaisquer narrativas de lado, minha impressão pessoal é de que a comédia andou muito tímida ao longo dos últimos anos. Existia, naturalmente, o humor, numa penca de filmes, mas o besteirol puro e simples, sem amarras, daquele tipo que te deixa constrangido, chocado e chacoalhando o corpo com risadas - realmente não me recordo do último grande lançamento nesse estilo.
Por isso, até que faz sentido eu sair do meu comodismo, preguiça e procrastinação para dizer que eu me diverti bastante com esse reboot. Bastante mesmo!
Veja bem, não é um filme perfeito e tem alguns momentos realmente esquisitos e constrangedores num sentido ruim para comédias (quando só é esquisito). Mas eu não posso deixar de celebrar o esforço em se buscar aquele mesmo espírito anárquico, as piadas imbecis e até uma porção de tiradas inteligentes e homenagens bem sacadas (como a cena em que os personagens atuais - filhos dos personagens da trilogia original - fazem uma homenagem aos seus pais numa espécie de altar dentro da delegacia, incluindo uma esperta referência ao personagem interpretado pelo O. J. Simpson no passado).
Outro trunfo é a escalação de Liam Neeson como Frank Drebin Jr - ele está ótimo no papel, mantendo a cara séria que o Leslie Nielsen fazia e tornava tudo mais engraçado. No caso do irlandês, o fato de estarmos tão acostumados com ele fazendo papel de vingador inclemente torna hilário vê-lo falando bobagens sozinho dentro do carro da polícia ou sofrendo com uma dor de barriga quando aborda um suspeito no trânsito. Além disso, se tem uma coisa que eu gosto nesse filme são os diálogos cheio de duplo sentido - imagino que realizar a dublagem de um filme assim seja bem complexo.
Também gosto muito das performances de Pamela Anderson, Paul Walter Hauser (surpreendentemente contido) e Danny Huston (ator pouco lembrado em conversas cinéfilas e sempre muito eficiente nos seus papeis). Minha impressão é de que todos eles conseguiram entender o tom de atuação numa comédia desse naipe - não são necessárias caras e bocas, porque os diálogos e as situações já são "nonsense" o suficiente.
E por falar em "nonsense", preciso comentar sobre o ponto que menos me agradou no filme: seu ritmo. Pra começo de conversa, os oitenta e cinco minutos do filme são um alívio num mundo onde uma grande parcela dos maiores lançamentos ultrapassam, desnecessariamente, as duas horas de duração. Contudo, em CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ temos uma bizarra sequência envolvendo um boneco de neve que, mesmo durando parcos cinco minutos, é tão deslocada e estranha que afeta consideravelmente a pegada do filme. A partir dela, há alguns lampejos de boas ideias, mas o filme parece literalmente correr (perdoem o trocadilho) para a resolução do plano boboca do vilão (que não faz o menor sentido e é requentado de outras obras, como o primeiro Kingsman).
Mesmo assim, o saldo é positivo. Precisamos de mais filmes como CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ. Precisamos rir mais, precisamos do exagero de Hollywood, de atores que não se levam tão a sério, de riscos narrativos; talvez eu esteja exagerando ao considerar um reboot como um projeto de risco, mas no mundo atual de ofendidos de plantão, há alguma coragem em resgatar um besteirol clássico. Adoraria ver uma continuação deste aqui.
sábado, 19 de outubro de 2024
Pôster: Karate Kid Legends (2025)
segunda-feira, 11 de março de 2024
Oscar 2023 - Encerrando ciclos e alimentando a esperança
domingo, 10 de março de 2024
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
Os favoritos de 2023
segunda-feira, 2 de outubro de 2023
Os Mercenários 4 (Expend4bles, 2023)
quinta-feira, 29 de junho de 2023
Pôster: Hidden Strike (2023)
sábado, 17 de junho de 2023
Sangue no Sarcófago da Múmia (Blood from the Mummy's Tomb, 1971)
Mais um sábado à noite ocupado da melhor forma possível: com um ótimo filme, diretamente da minha videoteca. Neste caso, temos um DVD do saudoso selo Darkside, distribuído pela London Films, responsável por trazer indispensáveis filmes de terror para nossas coleções. Estou em busca de todos estes filmes para minhas estantes.
Tem uma boa quantidade de resenhas pela internet, em língua portuguesa, de excelente qualidade, revelando detalhes da trama e uma série de curiosidades (algumas mórbidas), sobre essa produção. Destaco os textos dos blogs Reminiscências de Um Lorde Velho, La Dolce Vita e o clássico Boca do Inferno.
Para uma produção tão conturbada, acredito que Sangue no Sarcófago da Múmia faz um belo trabalho como entretenimento despretensioso. Uma equipe de egiptólogos acabam amaldiçoados após descobrirem a tumba da rainha Tera, uma diabólica nobre egípcia. Não só os egiptólogos, mas a filha de um deles, a bela Margaret, que guarda uma notável semelhança com a rainha, começa a apresentar um comportamento, no mínimo estranho.
É preciso destacar Valerie Leon, gata demais no papel, vestindo um biquini egípcio estonteante em alguns momentos. Como ela mesma lamenta no documentário extra que acompanha o DVD, ela se arrependeu de não ter feito a cena de nudez na ocasião.
Não se trata de um filme assustador, mas tem um clima intrigante e algumas extravagantes cenas de maior violência gráfica. Certamente, um bom exemplar, muito acima da maioria dos filmes de gênero lançados atualmente.
O Perigo Alienígena (Alien Siege, 2005)
O Mensageiro (The Postman, 1997)
Uma estranha nostalgia se apoderou de mim quando consegui finalmente colocar minhas mãos neste esquecido filme do senhor Kevin Costner. Eu me lembrava, com aquela confortável saudade, da colossal fita dupla nas prateleiras da locadora, bem como do pôster que me lembrava a arte de um livro, com o protagonista em um sobretudo surrado e o visual mendicante. Estava ciente, porém, das toneladas de críticas massacrantes sobre a obra, mas a nostalgia é sempre mais forte, pelo menos no início.
E bastaram pouco mais de uma hora dos filme, de seus 178 minutos de duração, para que a magia da nostalgia se dissipasse e todas aquelas resenhas ficasse martelando em minha mente - mais do que opiniões, pareciam avisos proféticos de queridos amigos aos quais desprezei. Curiosamente, apesar de sentir na pele as suas três horas de duração, de alguma forma fui hipnotizado a continuar progredindo naquela história.
Antes de continuar, porém, é preciso citar que de todos os aspectos canhestros deste filme, sem dúvida Kevin Costner leva o caneco como o mais abjeto deles. Seu personagem é um verdadeiro messias, responsável por preservar a cultura, a racionalidade, as comunicações, o civismo, a nação e a civilização. A personagem feminina principal precisa dele para procriar - é mole? Não apenas sobre o personagem em si, mas esse aspecto messiânico tomou conta de toda produção, com Costner dirigindo a obra, empregando seus filhos, atuando no corte da obra... a coisa toda chega a ser inacreditável, especialmente ao se pensar que esse filme veio pouco tempo depois do folclórico Waterworld.
Para quem não lembra, Waterworld foi um filme do Kevin Costner muito conhecido pelo fracasso de bilheteria e as dificuldades em geral da produção. Contudo, ao contrário do filme de 97, Waterworld é divertido e despretensioso, passando até por um justo revisionismo atual (tem uma edição bonitona em blu-ray, lançada há pouco tempo, pela Arrow).
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| Nem comento muito na crítica, mas a direção de arte deste filme é um caos! |
Afinal, sobre o que é o filme? Costner interpreta um errante num futuro pós apocalíptico que, após encontrar as vestes e a bolsa (intactas) de um esqueleto (!) de carteiro, resolve entregar essas cartas pelas cidades/fortificações que restaram nos Estado Unidos. Sua iniciativa e seu caráter exemplar serão os ingredientes necessários para o renascimento da grande nação americana.
Basicamente é isso. Tem um vilão interpretado pelo Will Patton completamente esquecível. O Tom Petty aparece fazendo umas gracinhas. E no final do filme, 30 anos depois de encararmos um EUA devastado, a civilização parece ter voltado ao normal, homenageando o protagonista com uma estátua, afinal ele foi o responsável pela salvação da civilização.
Não deixa de ser fascinante toda a ruindade por trás de O Mensageiro. No final das contas, não tenho nenhum arrependimento de ter colocado esse filme na minha coleção, apesar de achar uma pena que o DVD não tenha nenhum extra de bônus. A nostalgia que fica é a dos estúdios hollywoodianos que pareciam ser mais corajosos e financiavam essas loucuras e não as mesmices e babaquices que inundam os cinemas atualmente.
sábado, 3 de junho de 2023
Desventuras de um Cinéfilo - Algumas reflexões sobre o fechamento de uma Lojas Americanas
minha experiência pessoal com a Lojas Americanas. Entretanto, como negar que uma parte de seu público (os colecionadores de filmes) acabou sendo negligenciada com suas decisões, diminuindo a frequência de comparecimento e consumo de outros produtos dessas lojas?
domingo, 28 de maio de 2023
Fantasia Film Festival 2023 - Pôster
Na boa, se alguém me desse a escolha de acompanhar qualquer festival de cinema do mundo, seria o Fantasia Film Festival. Lógico que tem a ver com um maravilhoso Diário de Viagem do cineasta Dennisson Ramalho, publicado na saudosa Cine Monstro, quando o mesmo apresentou o seu espetacular curta metragem, Amor Só de Mãe, para as plateias canadenses. Desde então, todo ano eu acompanho o line-up e fico namorando esse sonho.
A primeira onda de filmes anunciados me empolga por um motivo curioso: a maioria dos anunciados eu não conheço! Para mim, quanto mais lacunas cinéfilas para preencher, melhor. O grande homenageado dessa edição será o cineasta Larry Kent, figura canadense reverenciada por David Cronenberg e Atom Egoyan, que está completando 90 anos de idade!
Mais informações serão publicadas por aqui, em breve. Quem sabe, num futuro próximo, não será a vez do meu diário de viagem diretamente de Montreal.
domingo, 23 de abril de 2023
Quatro Mulheres e Um Destino (Bad Girls, 1994)
Sendo muito franco, seria mentira eu não informar que parte dessa bagunça das filmagens não se reflete no ritmo errático e o fiapo de enredo que, honestamente, desperdiça um elenco que, como bem apontou Roger Ebert em sua resenha, estava no topo de suas carreiras. Vejamos:
- Madeline Stowe, que vinha de um filme do Robert Altman (Short Curts) e em seguida entregaria o cultuado Os Doze Macacos.
- Mary Stuart Masterson, três anos antes integrou o elenco do premiado Tomates Verdes Fritos.
- Andie MacDowell, que também vinha de Short Curts e do badalado Quatro Casamentos e um Funeral.
- Drew Barrymore, dois anos mais tarde estaria no clássico Pânico e sedimentaria sua carreira.
Não deixa de ser curioso um elenco tão interessante (e tão anos 90, convenhamos) tentando (e conseguindo) tirar leite de pedra de um script tão raso e bagunçado. As beldades estão ótimas como as prostitutas que sobrevivem no Velho Oeste à base de bala, sofrendo todo tipo de injustiça que mulheres num período como esse poderiam sofrer: acusações falsas, estupro, tortura, desigualdade perante a justiça - um infame catálogo de violências.
E mesmo assim, há muita sensualidade, bom humor e uma leveza geral na trama, dando um gosto de aventura para o filme. Entretanto, pela própria violência do ambiente e de certas situações, o filme me parece inadequado para o público mais jovem, o que deve ter sido um dos motivos da modesta bilheteria: bobo para o público adulto e inadequado para o público mais infantil.
Isso é muito interessante, pois parte da conturbada produção se explica por esse desalinhamento entre estúdio e direção artística. Originalmente, o filme seria dirigido por Tamra Davis e o roteiro focaria mais sobre a violência contra a mulher no Velho Oeste. Em artigo do site Grantland, é apontado que num dos primeiros tratamentos do roteiro, uma das protagonistas arrancaria a genitália de um bandido durante uma sessão de sexo oral! O estúdio Fox não ficou muito satisfeito com o rumo geral da obra, demitindo diretora e reescrevendo o roteiro, o que levou a criação de um clima meio difícil durante as filmagens. Drew Barrymore quase pulou fora após a demissão de Davis, por ser amiga pessoal da diretora. Jonathan Kaplan (diretor do aclamado Acusados de 1991) foi o contratado para conduzir as filmagens e "segurar a rebordosa".
Deixando-se de lado e com expectativas mais modestas, creio que QUATRO MULHERES E UM DESTINO é um eficiente exemplar daquele renascimento do Western dos anos 90 (na leva de Silverado, Maverick, Rápida e Mortal). Óbvio que ficam algumas indagações e curiosidades relacionadas ao projeto original, mas ainda assim eu mentiria se não lhes dissesse que este filme me divertiu durante sua projeção.
sexta-feira, 31 de março de 2023
Desventuras de um Cinéfilo: Há 24 anos, Matrix chegava aos cinemas
Vida longa a esse clássico que volta e meia eu assisto e confirmo sempre a minha mesma opinião desde sempre: Matrix é uma obra prima!































