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quarta-feira, 25 de março de 2026

Fúria Silenciosa (Silent Rage, 1982)

Com o recente falecimento da lenda Chuck Norris, decidi buscar na "Locadora do Luca" (nome carinhoso da minha filmoteca) algum filme dele para celebrar seu legado. Encontrei nada menos do que 13 filmes com sua participação, sendo 11 deles como protagonista.

O DVD de FÚRIA SILENCIOSA sempre me chamou a atenção, porque se tratava de um título lançado pela Columbia, não tão fácil de se achar nas Lojas Americanas daqui da minha cidade. Aliás, eu consegue esse filme através da internet, na compra de alguns outros dvds realmente meio complicados de se achar, principalmente se você estiver procurando exemplares que não foram de locadoras (cujos discos e capas geralmente estão em estado sofrível de conservação). Lembro-me que em tal lote, vieram filmes como Testemunha Muda (que estou com vontade de rever há algum tempo) e Psicose 3 e 4 - títulos que acrescentaram muito ao meu acervo.

De qualquer maneira, já tinha passado da hora de dar uma conferida neste estranho e surpreendente filme do mestre Norris, um tributo muito merecido a uma literal lenda do cinema de ação. É curioso como o carateca abraçou uma carreira de integridade artística ímpar, tal qual alguns astros da Hollywood clássica, cujas interpretações pareciam sempre encarnar na própria personalidade deles, acrescentando uma certa profundidade até mesmo nos personagens mais simples.

Em FÚRIA SILENCIOSA, temos um xerife de uma pequena cidade no Texas enfrentando a ameaça de um assassino quase que imortal, literalmente. Por mais que possa parecer estranho, a presença de Norris é maravilhosa como elemento maior que os clichês que a história reserva - um cruzamento de filmes slasher com o mito literal de Frankenstein. O que poderia soar deslocado ou bizarro, torna-se um exercício curioso de um astro emprestando suas melhores características em qualquer filme que seja. 

O diretor Michael Miller (cuja carreira, conforme eu verifiquei no IMDB, é recheada de curiosos filmes, incluindo diversos telefilmes baseados nos livros da autora Danielle Steel, os quais eu certamente irei atrás) consegue criar ao longo da obra um ótimo clima de tensão, com um trabalho de câmera que lembra demais os primeiros filmes da série Halloween e Sexta Feira 13. Foram alguns momentos em que me pegue apreensivo com o súbito aparecimento do assassino na tela, em boa performance do ator Brian Libby, sem praticamente nenhuma fala, mas com ótima presença em tela. Também gosto de Toni Kalem como o par romântico de Norris - as cenas de romance entre os dois nunca mais se repetiram em outros filmes de Norris, por protesto de fãs mais conservadores do astro!

No final das contas, FÚRIA SILENCIOSA é um ótimo entretenimento, além de exemplificar todo o justíssimo status que seu astro conquistou ao longo dos anos. Vai fazer muita falta, senhor Norris. 

In Memorian: Chuck Norris (1940-2026)

 


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Os Mercenários 2 (The Expendables 2, 2012)




 Eu não sou fã de comentar filmes tão recentes porque os comentários acabam se repetindo pela blogosfera e imprensa em geral. Sobre Os Mercenários 2, não há muita coisa pra dizer que já não tenha sido dita por alguém. O filme é foda, com muita ação, melhor que o primeiro filme, cheio de truculência e cenas inacreditáveis.

Simon West soube, realmente, dirigir esse filme muito bem. Trata-se do melhor filme dele, desde sua estreia com o fantástico Com Air – lá em 1997.Os Mercenários 2 tem muita ação bem filmada, explosões, corpos mutilados por balas de calibre imenso e muita porrada. Nada de edição epiléptica, o que temos aqui são cenas de luta onde os golpes são completamente visualizados, tornando tudo mais realista. West conseguiu uma redenção fantástica de sua carreira que andava bem mal.



O elenco, como sempre, está ótimo. De todos os mercenários, meu preferido ainda é o Dolph Lundgren, engraçado e letal como Gunner. O cara está muito bem nesse papel e é de longe o mais carismático. Stallone me pareceu bem envelhecido nesse filme – um ar cansado que poderia ser ou de seu personagem ou dele mesmo. Schwarzenegger e Willis, com mais tempo em cena, dão um show de diversão – são os donos da cena mais engraçada do filme, quando os dois usam um carrinho Smart para atacar uns bandidos. Sem falar que o diálogo entre os dois é cheio de brincadeiras com antigos filmes dos mesmos – sensacional!

 Outro destaque, que me impressionou positivamente, foi o novato Liam Hemsworth como o mais novo mercenário. O cara atuou bem, seu personagem é interessante e o ator parece compreender muito bem seu lugar ao lado de todas essas lendas da ação.

Van Damme está demais como o vilão. A grande pena pra mim foi seu pouco tempo em ação – eu gostaria de vê-lo em mais cenas, porque nas poucas em que aparece, ele sempre mantém uma aura de ameaça constante. Scott Adkins como seu braço direito também dá um show, mesmo tendo umas 4 falas no filme inteiro! Sem falar Adkins luta demais e o embate entre ele e o brucutu inglês Jason Statham é o melhor do filme, com um final bem violento. Se Hollywood for um lugar justo, teremos Adkins atuando e protagonizando mais filmes de ação.


Óbvio que Chuck Norris tem um parágrafo só pra ele. Porque esse cara é sensacional e toda a lenda que envolve sua pessoa é mantida no filme. A primeira cena em que ele aparece é fantástica – ele despacha uns 50 caras e um tanque! Uma pena que não estará no terceiro filme da série...

Infelizmente, um revés da produção foi seu trailer, que revelava muitas cenas de ação que seriam ainda mais bacanas se reveladas somente na sessão de cinema. Mas isso é só um detalhe. O que importa é que Os Mercenários 2 é um filmaço, divertido demais e que você precisa conferir agora. Larga o computador e vá pro cinema!

sábado, 28 de abril de 2012

Invasão U.S.A. (Invasion USA, 1985)


O filme responsável por tornar Chuck Norris um mito do cinema de ação, Invasão USA é um verdadeiro balaço cinematográfico (!!), cheio de violência, tiros, explosões frases de efeito, vilões sádicos, um herói casca grossa e todos os ingredientes que um bom filme de ação pode trazer.

Analisar Invasão USA é uma tarefa bem besta, porque a razão de existir desse filme resume-se em uma palavra: diversão. Não há o que analisar. A trama é absurda, há vários furos de roteiro (como a incrível habilidade de Chuck Norris aparecer sempre na hora certa para evitar mais um atentado) e várias situações provocam o riso. A direção do filme ficou nas mãos de Joseph Zito.

Mas como filme de ação, Invasão USA é um espetáculo. A primeira meia hora do filme é bem chatinha, mas depois que Matt Hunter (Norris) finalmente resolve acertar as contas com o terrorista Rostrov (Richard Lynch ) o filme melhora muito. E há um número muito grande de cenas incríveis, como a do shopping center, com tiroteio e uma bela perseguição de carro, com direito a uma dublê bem louca.  

O fiapo de estória envolve Hunter caçando Rostrov e seu séquito de terroristas, que estão barbarizando as ruas de Miami. Os bandidos são dos mais inescrupulosos: colocam bombas em igrejas, matam criancinhas e explodem casas em bairros domiciliares. Caberá ao super agente da CIA eliminar esses vilões, sem qualquer piedade.

Enfim, uma obra absolutamente amalucada e divertida, que só poderia ter sido lançada nos anos 80 mesmo. Definitivamente, um clássico da ação e da diversão. 

OBS - Tentarei postar todos os dias deste feriado; por isso, me aguardem!