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sábado, 19 de outubro de 2024

Pôster: Karate Kid Legends (2025)



Juro para vocês: considerei por muito tempo que essa produção era boato, quase uma fanfic para os fãs mais entusiasmados da série Cobra Kai (eu me incluo entre eles, aliás). Contudo, eis aí um pôster maravilhosamente anacrônico, uma overdose "synth" anos 80 que consigo enxergar, com certeza, nas saudosas locadoras e seus neons refletidos em vidros chuvosos. A temporada dos filmes mais esperados de 2025 já começou.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Police Story (1985)




(Sugiro fortemente que você vá até o final da postagem e clique no link do youtube para ouvir a música tema do filme enquanto você lê esse pequeno texto).

Há muitos anos, quando valia a pena garimpar algum filme na televisão aberta, assisti a esse filme numa tediosa noite de domingo. Era um garoto ainda, mas já conhecia o grande Jackie Chan, principalmente de suas produções norte-americanas. Assim, não é de se estranhar que eu não tenha entendido POLICE STORY muito bem; afinal, essa é uma das produções do lutador antes de conquistar Hollywood com sua fórmula eficiente de filmes de luta e comédia...

E quando assisti a esse POLICE STORY, foi um choque tremendo. Onde estavam as coreografias que beiravam a comédia? E o “sidekick” – “Cadê o Chris Tucker”?  No lugar desses elementos, assisti a um filme meio sombrio, cheio de pancadaria brutal, com ritmo e humor amalucados e um Jackie Chan que apanhava demais e batia em seus inimigos com raiva... Era meu primeiro contato, um tanto traumático, com o cinema sério de ação chinês.


Os anos passaram, a maturidade aparenta ter chegado e revejo POLICE STORY com novos olhos. Trata-se de um dos filmes de luta mais brutais que já assisti, tamanha a quantidade de ossos quebrados, torções, atropelamentos, pessoas atravessando vidros e muitas outras maneiras criativas de nocautear um ser humano; a grande sensação do ano passado The Raid (cuja crítica ainda estou devendo, apesar de já tê-lo assistido três vezes) parece pagar tributo direto à saga do Jackie Chan.

Além do primor nas cenas de luta, nada como destacar as cenas de ação do filme, como uma inacreditável e eletrizante destruição de uma favela (logo no início do filme) e o show de Chan (que também dirige o filme), tanto nas artes marciais e habilidades físicas quanto nas cenas dramáticas. Não me lembro de ter assistido outro filme dele cujo personagem apanhe tanto.

Definitivamente, um clássico do cinema de ação que precisava ter assistido. Posso confirmar: é um filme foda, cheio de ação, porrada e violência pra quem curte uma pegada mais bruta. Vou procurar os outros filmes da série pra assistir e dar uma comentada por aqui. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Shaolin (2011)


Na lista de produções mais esperadas para o ano de 2011, Shaolin era uma das minhas grandes apostas. Para quem viu o espetacular trailer lançado durante o ano passado (assistam ao trailer aqui), era compreensível meu entusiasmo. Muitas cenas de ação, visual incrível e um elenco invejável prometiam um grande filme. Infelizmente, tudo isso ficou na promessa.


Talvez eu esteja sendo muito injusto. E isso é provável, afinal minhas expectativas estavam muito altas e, por isso, minha decepção foi grande.


A verdade é a seguinte: Shaolin entrega grandiosas cenas de ação, lutas incríveis e visual espetacular. Quando digo espetacular e incrível, é porque tais cenas estão no padrão blockbuster de Hollywood, não devendo em nada para um Transformers da vida ou, mais coerente com o filme em questão, O Último Samurai.



Além do visual incrível, tem-se belas atuações, especialmente de Andy Lau e Nicholas Tse, como os dois irmãos protagonistas do filme. E há a participação de Jackie Chan, um ator que gosto muito, num papel onde pouco se explora suas habilidades marciais, com um personagem mais denso e interessante que os tipos interpretados por ele em seus filmes ocidentais, onde ele ficou preso a um estereótipo (felizmente esquecido na refilmagem de Karate Kid).


Afinal, o que deu errado em Shaolin?


Busquei essa resposta durante alguns dias para escrever essa crítica. Depois de pensar bastante sobre o filme, cheguei a seguinte conclusão: o roteiro do filme é muito ruim. Sim, a culpa de eu não ter gostado de Shaolin reside em seu fraquíssimo roteiro, lotado de soluções fáceis e situações risíveis.



A trama de Shaolin centra-se, basicamente, na busca pelo poder entre irmãos, que resulta em muito sofrimento para a população chinesa. Esta busca abrigo e proteção das tropas reais nos arredores de um templo Shaolin. Basicamente, esta é a trama do filme, pois eu não quero dar spoilers...


O caso é que o roteiro apoia-se em seus primeiros trinta minutos nessa disputa de poder entre os irmãos. Após uma previsível reviravolta, o texto foca suas atenções sobre a morte de um determinado personagem, que influenciará na vida dos dois irmãos de maneira decisiva. Neste ponto, o filme decola, pois a interpretação de Andy Lau, bastante desesperado, é explosiva e convincente. E por fim temos o conflito entre os irmãos, num clímax literalmente explosivo, que se resolve de uma maneira óbvia e cômica por sua obviedade.


Sem falar nos outros eixos dramáticos que o roteiro busca, como a presença do colonizador ocidental, sempre malvado e oportunista, e o personagem que não confia em si mesmo e no fundo é muito forte. Enfim, são tipos e situações tão comuns e previsíveis que prejudicam o filme.



Contudo, repito que o filme é muito bonito, num aspecto puramente visual. Parece aqueles presentes com uma embalagem muito bonita que, quando abrimos, descobrimos ser uma meia ou um botão. O resultado é decepcionante.


Ao final da projeção, fica a forte impressão que este foi um filme dirigido por um daqueles vazios diretores de Hollywood, como Michael Bay que orquestra cenas de ação como ninguém, mas falha miseravelmente no quesito emoção. Shaolin se salva de ser um destes blockbusters bestas por ter um momento dramático muito interessante em seu desenrolar. Mas passa muito perto de ser uma película tão vazia como qualquer filme da franquia Piratas do Caribe, por exemplo.