quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Central Intelligence (2016)

Além de The Nice Guys, outro filme de duplas policiais deste ano foi esta parceria entre Dwayne "The Rock" Johnson e Kevin Hart que reserva algumas piadas boas e situações engraçadas, mas nenhuma cena de ação realmente digna de respeito. Aliás, o que salva mesmo o filme é a presença sempre cativante de Dwayne Johnson, que atualmente transforma quase tudo o que toca em ouro. E Kevin Hart acaba meio que sobrando, principalmente porque sua melhor gag (a cena da pirueta) já era entregada de bandeja no trailer.

Logicamente estou exagerando, mas The Rock tem um carisma de outro planeta e seu personagem, apesar da truculência nas cenas de luta, é uma pessoa doce e com feridas psicológicas advindas do bullying sofrido durante o Ensino Médio (exemplificada numa ótima cena inicial). E o personagem de Hart é a típica promessa dos tempos de escola que não se concretizou, o homem frustrado. São personagens que não são absolutamente profundas, mas possuem densidade o bastante para provocarem simpatia. A abordagem é inocente, mas me agradou o suficiente - CENTRAL INTELLIGENCE parece até um filminho da Disney desvirtuado, com a mensagem familiar, mas seus tiroteios e algumas piadas mais sujas pelo caminho. Se você comprar essa inocência, pode até se divertir. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Trailer: Don't Breathe (2016)


Grupo de delinquentes juvenis resolve roubar a casa de um militar reformado e cego. E, logicamente, as coisas não vão sair da maneira como eles esperam. Uma trama simples, mas que se bem conduzida pode render algo muito bom, mesmo o trailer já indicando alguns clichês bobinhos. Não importa: ver Stephen Lang num papel de destaque, entregando mais um vilão foda, já merece minha atenção. Toda a torcida aqui em casa para ele ser o Cable no próximo filme do Deadpool!




segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Pôster: Rings


Tal qual o pôster anterior que eu postei, o trailer não me impressionou, mas captou-me o interesse suficiente para assistir esta nova incursão ocidental na franquia da maldita Sadako e sua fita amaldiçoada. Ainda não consegui assistir ao último filme oriental da franquia, mas quem sabe os americanos não acertam a mão mais uma vez, como fizeram em O Chamado? 

Pôster: Blair Witch


E, subitamente, há pouco mais de um mês, descobrimos que teríamos um terceiro filme da série A Bruxa de Blair. O trailer não levantou muito minhas expectativas (o que pode ser muito bom), mas captou minha atenção e minha vontade de assistir esse filme. 

Hardcore Henry (2016)



Há alguns meses, postei aqui no blog o trailer deste filme, expressando excitação para o lançamento desta obra. HARDCORE HENRY (que antes se chamava só Hardcore) apostava todas suas fichas na "novidade" da câmera em primeira pessoa - o filme todo é conduzido pelos olhos do protagonista, tal qual aqueles jogos de tiro em que você enxerga o revólver do personagem e a ação se dá como se você fosse o personagem principal. 

E funciona? Em alguns momentos, sim. O filme é absolutamente frenético e sem noção, cheio de cenas de ação criativas e amalucadas. Mas essas cenas são prejudicadas em vários momentos, justamente por serem bastante confusas - a câmera treme e balança tanto que você fica perdido em meio a ação. 

A primeira meia hora do filme flui que é uma beleza, com um bom ritmo e tudo mais. Mas depois disso, o filme começa a tentar dar umas explicações da trama e a obra fica extremamente arrastada, principalmente porque a tal trama é mega fraca. Apesar do carisma de Sharlto Copley, o filme não consegue se sustentar e só captou meu interesse novamente em seu final, com a cena de enfrentamento entre o protagonista e o vilão boboca, que reserva boas surpresas. 

Dirigido pelo cara que fez o videoclipe na mesma estética de primeira pessoa da banda Biting Elbowns (que explodiu na internet há alguns anos), não atinge o mesmo resultado bombástico de seu trabalho anterior. A impressão que eu tenho é de que essa câmera em primeira pessoa só funciona bem para o mundo dos jogos ou curta-metragens. Além de cansativa e realmente provocar dores de cabeça, HARDCORE HENRY falha com sua pífia trama. Mas não deixa de ser um curioso exercício cinematográfico.