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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Kingsman (2015)


Fim do ano se aproximando e os maníacos por listas, como eu, começam a catalogar seus preferidos do ano. Aguardem uma lista dessas por aqui. Até lá, compartilho minha animação com este longa, provavelmente o filme mais divertido do ano - certamente, o que mais me divertiu. 

A trama resgata os exageros e o divertimento das histórias de espionagem que tanto nos cativaram. A pegada mais séria do gênero, iniciada pela refilmagem de A Identidade Bourne em 2002, não me desagrada de maneira nenhuma. Há espaço tanto para os filmes mais sérios e para os filmes mais extrovertidos. Assim, não faço coro aos críticos que receberam KINGSMAN como uma salvação do gênero ou qualquer outra coisa nesse sentido. 

O filme tem um ritmo muito bom, com a direção sempre muito boa do inglês Matthew Vaughn e um elenco perfeito - Michael Caine, o novato Taron Egerton, Samuel L. Jackson, Mark Strong, um irreconhecível Mark Hammil e o espetacular Colin Firth (rouba todas as cenas, um dos maiores atores de sua geração, com certeza). 

Muita gente já comentou, mas preciso destacar a cena da igreja, uma das sequências mais espetaculares e eletrizantes do ano, melhor que qualquer cena de ação dos filmes de super herói deste ano. Arrisco dizer aqui que as cenas de ação de Kingsman só ficam atrás das sequências imbatíveis de MAD MAX.

KINGSMAN é um daqueles filmes que te deixam com um sorriso gigantesco durante e após sua projeção. Estou pronto para um segundo filme!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Vingadores - A Era de Ultron (Avengers - Age of Ultron, 2015)



Vamos falar de A ERA DE ULTRON? Mas serei sucinto, porque não aguento essa mesmice de opiniões que assola a internet a respeito de um lançamento. Imaginem então quando se trata dessa divertida e gigantesca aventura da Marvel, que vem mandando muito bem na criação de seu universo particular de heróis, heroínas, aliens e guaxinins falantes. A meu ver, o mundo dos blockbusters está em ótimas mãos, com imensas cenas de ação, bom humor, muita fantasia e filmes extremamente divertidos e lotados de entretenimento.

O segundo filme da equipe de heróis expande ainda mais o universo, com novos vingadores (Feiticeira Escarlate, Mercúrio e uma surpresa muito agradável, que rouba todas as cenas que participa), um ótimo vilão (e muitas palmas para James Spader, pelo ótimo trabalho de voz, apesar de achar que os momentos de comédia envolvendo o vilão podem ter atrapalhado na criação de uma ameaça mais assustadora) e as ótimas sequências de ação – destaco o duelo entre Hulk e Homem de Ferro, além da longa cena final, muito parecida com a ameaça de Zod no último filme do Superman (mas no filme da DC, a destruição era bem mais impressionante).

Anyway, divertido à beça, OS VINGADORES – A ERA DE ULTRON é um daqueles filmes que despertam minha vontade de fazer cinema algum dia da minha vida - especialmente quando todos os heróis aparecem em sequência numa mesma cena arrebentando uma caralhada de robôs vilões, perto do final da obra. E, só por isso, garante um lugar cativo comigo. Eu poderia pensar em defeitos, mas não estou afim. Foi muito divertido e mal posso esperar pelos próximos filmes da Marvel!

domingo, 9 de março de 2014

RoboCop (2014)



Vamos falar logo sobre esse remake antes de desanimar e acabar não escrevendo nada sobre. Pessoalmente, desde que li a primeira notícia sobre a refilmagem do clássico de 1987, me enchi de preconceito. O primeiro trailer sepultou qualquer esperança, mas ainda fui aos cinemas conferir a versão do bom diretor brasileiro José Padilha, que dirige bem o filme, mas orquestra cenas de ação fracas e não memoráveis. A escolha do elenco foi interessante, mas o protagonista – que ator inexpressivo! Sem cenas marcantes, vilões ameaçadores, furos do roteiro, trilha sonora poderosa (a clássica música de Basil Poledouris toca uma vez durante o filme) e com 108 minutos que parecem 180, o ROBOCOP de Padilha guarda de atrativo apenas os bons efeitos visuais e ótimo som (a sessão em que fui quase me deixou surdo). 

E olha que não pretendo nem ficar na birra de comparar esse filme com o original. Acontece que este remake é uma obra de ação/ficção bastante medíocre e esquecível, com um agravante: já foi contada de uma maneira absolutamente superior e incrível há quase 30 anos. Fiquem com o original, porque este aqui será esquecido em pouco tempo.

sábado, 16 de março de 2013

4 filmes e 4 resenhas curtinhas - o que eu andei assistindo nestes tempos...

Django Unchained (2012)

O mais recente filme de Tarantino é um oceano de ideias, quase todas muito boas, mas reunidas inadequadamente ao longo da fita. É como se o Tarantino tivesse escrito todo o roteiro em dois dias, sem muitos reparos, e corresse para filmá-lo logo. Obviamente que eu me diverti bastante vendo a obra, com Jamie Foxx perfeito em seu papel e Christoph Waltz inesquecível como o dentista caçador de recompensas. Há de lembrarmos também a performance perfeita de Leonardo DiCaprio, como um odioso dono de escravos e seu parceiro de negócios encarnado por Samuel L. Jackson.

Não vou comentar muito sobre esse filme, pois há zilhões de textos por aí dissecando a obra, mas devo dizer que DJANGO UNCHAINED é um bom filme, com tudo o que a grife Tarantino pode oferecer de melhor (personagens marcantes, excelentes diálogos, visual incrível, referências cinéfilas e muitas participações especiais). Contudo, falta o brilhantismo e a sensação de “quero mais” de outras obras do diretor.

Habemus Papam (2011)
Interessante e adequada comédia para os tempos de conclave e novo papa que vivemos, Habemus Papam é um filme do diretor Nanni Moretti, um exercício intrigante sobre a natureza humana dos cardeais que podem “governar” o mundo católico após a eleição do pontífice. Apesar da ousadia em algumas cenas (como os cardeais rezando no início do conclave para não serem eleitos), a obra se mantém um pouco idealista demais ao pintar todos os padres como seres inocentes e até um pouco infantis em relação ao mundo real. Nanni Moretti parece ter uma visão ainda muito romantizada de um universo cheio de escândalos desprezíveis. Sendo assim, Habemus Papam é um filme interessante, mas deveras omisso.

Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, 2013)
Esse é um filhote da saga juvenil crepúsculo, com um pouco mais de estilo e riqueza visual. Mas é só isso mesmo, porque o roteiro é de um constrangimento ímpar, com seus furos e péssimas soluções. O casal principal sabe atuar, mas a estória não ajuda nada. Sem falar nas atuações constrangedoras de Jeremy Irons e Emma Thompson, exageradas e caricatas. Nem a trilha sonora, que costuma se destacar nesse tipo de filme ajuda. Bem fraquinho, mesmo.

Reféns (Trespass, 2011)
Olha que eu já defendi Nicolas Cage aqui no blog diversas vezes, mas Reféns é uma merda indefensável. Uma trama ridícula, completamente inverossímil, sobre um assalto na casa de um negociador de joias. Péssimos personagens, péssimo roteiro, péssimos diálogos, péssima direção e absolutamente nada de positivo em relação a essa bomba completa. Me escapa a razão de terem gasto um dólar que fosse para filmar um filme tão deficiente e incrivelmente ruim. A vontade de jogar o dvd fora após o término do filme foi grande...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Evidências de um Crime (Cleaner, 2007)


Sábado à noite é sempre um momento muito peculiar da semana inteira, especialmente se você ainda for jovem. Afinal, há duas alternativas: ou você sai com seus amigos para farrear, ou você fica em casa e encara uma sessão de cinema proporcionada pela tv aberta. Bem, quando eu era mais jovem, eu não tinha o hábito de sair muito, por isso eu costumava assistir com meu pai um daqueles policiais e thrillers que passavam (e ainda passam, mas não com a mesma frequência de antes) no Supercine, uma das mais charmosas sessões de cinema da tv Globo.

É estranho, mas sinto certo carinho pelos filmes exibidos no Supercine. Talvez por que eu passei parte de meus sábados noturnos vendo obras como este Evidências de um Crime - um thriller comum, sem muitos atrativos e com uma reviravolta não muito surpreendente em seu desfecho; em suma, um típico filme do Supercine ...

Então, acho que nem preciso dizer que gostei de Evidências de um Crime (mais uma tradução bisonha de título de filme). Trata-se de mais um roteiro sobre queima de arquivos, corrupção na polícia e traições. Contudo, a obra nos reserva algumas coisas bacanas, as quais tentarei apontar neste texto.

Acompanhamos Tom (Samuel L. Jackson) um ex-policial, viúvo, com uma filha adolescente, que trabalha num serviço incomum: ele possui uma empresa de limpeza especializada em limpar ambientes onde pessoas morreram – especialmente, cenas de crimes. Tom filosofa sobre seu trabalho, afirmando como ele ajuda na superação do sofrimento das pessoas, removendo manchas e sujeiras, para que a vida siga em frente.

A obra lembrou-me, neste aspecto o excelente filme mexicano Bajo la Sal, que eu comentei ano passado (clique aqui para ler a resenha). No thriller mexicano, o personagem principal era um rapaz que trabalhava numa funerária – ocupação que exerceu uma influência decisiva sobre a natureza do rapaz e para a própria trama da estória. Em Evidências de um Crime, o trabalho de Tom norteia a obra inteira, revelando seu isolamento, assim como ocorria na obra do México.

Tom é chamado para realizar a limpeza de mais uma cena de crime. Ele faz seu trabalho normalmente, apesar de não ter encontrado ninguém em casa (a chave estava debaixo de um vaso de flores) e, quando retorna no dia seguinte para devolver a chave que esquecera no bolso, ele descobre que a dona da casa (Eva Mendes) não contratou seus serviços.

Para piorar a situação, o marido desta mulher, ligado a um esquema de corrupção a polícia, acabou de desaparecer. O desaparecido iria testemunhar contra um chefão da policia, queimando muita gente com suas provas. E um dos que seriam prejudicados seria o próprio Tom, que se envolveu com os corruptos para dar um fim no assassino de sua esposa.


A polícia ainda não está atrás dele, mas quando investigarem o caso a fundo, é óbvio que desconfiarão de Tom, afinal, além de ter motivo (descobririam sua sujeira na época em que era policial), ele limpou a cena do crime. Tom associa-se então ao seu ex- parceiro (Ed Harris) e à mulher do falecido para investigar sobre este assassinato.

O argumento é interessante, mas não há como negar que o desenrolar da obra não impressiona. Nesse sentido, Evidencias de um Crime é uma obra muito convencional. Mas esquecer das qualidades da obra seria muita negligência de minha parte.

A maior destas qualidades seria, com certeza, a atuação de Samuel L. Jackson. O homem mostra seu excelente trabalho nesta obra, fazendo-nos esquecer de cagadas em sua carreira como Spirit, Triplo X e O Cara. Harris e Mendes são os coadjuvantes sem muito destaque. Participa ainda da obra Luiz Guzmán, que também está ótimo como o detetive (oficial) encarregado das investigações.
A direção da obra ficou com o finlandês Renny Harlim, que já foi muito cogitado em Hollywood e agora mostra seu talento em filmes menores como este aqui. E pensar que este cara dirigiu dois filmes de ação muito divertidos nos anos 90: Duro de Matar 2 e Risco Máximo.

É fato que Evidências de um Crime não é uma obra memorável. Mas eu garanto que ela irá entreter os fãs de thrillers, nem que sejam por míseros 90 minutos de um sábado à noite. E, muitas vezes, é disso que precisamos.