segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Kingsman (2015)
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Os Vingadores - A Era de Ultron (Avengers - Age of Ultron, 2015)
domingo, 9 de março de 2014
RoboCop (2014)
Vamos falar logo sobre esse remake antes de desanimar
e acabar não escrevendo nada sobre. Pessoalmente, desde que li a primeira
notícia sobre a refilmagem do clássico de 1987, me enchi de preconceito. O
primeiro trailer sepultou qualquer esperança, mas ainda fui aos cinemas
conferir a versão do bom diretor brasileiro José Padilha, que dirige bem o
filme, mas orquestra cenas de ação fracas e não memoráveis. A escolha do elenco
foi interessante, mas o protagonista – que ator inexpressivo! Sem cenas
marcantes, vilões ameaçadores, furos do roteiro, trilha sonora poderosa (a
clássica música de Basil Poledouris toca uma vez durante o filme) e com 108
minutos que parecem 180, o ROBOCOP de Padilha guarda de atrativo apenas os bons
efeitos visuais e ótimo som (a sessão em que fui quase me deixou surdo). sábado, 16 de março de 2013
4 filmes e 4 resenhas curtinhas - o que eu andei assistindo nestes tempos...
O mais recente filme de Tarantino é um oceano de ideias,
quase todas muito boas, mas reunidas inadequadamente ao longo da fita. É como
se o Tarantino tivesse escrito todo o roteiro em dois dias, sem muitos reparos,
e corresse para filmá-lo logo. Obviamente que eu me diverti bastante vendo a
obra, com Jamie Foxx perfeito em seu papel e Christoph Waltz inesquecível como
o dentista caçador de recompensas. Há de lembrarmos também a performance
perfeita de Leonardo DiCaprio, como um odioso dono de escravos e seu parceiro
de negócios encarnado por Samuel L. Jackson.
Interessante e adequada comédia para os tempos de
conclave e novo papa que vivemos, Habemus Papam é um filme do diretor Nanni Moretti, um exercício intrigante sobre a natureza humana dos cardeais que podem
“governar” o mundo católico após a eleição do pontífice. Apesar da ousadia em
algumas cenas (como os cardeais rezando no início do conclave para não serem
eleitos), a obra se mantém um pouco idealista demais ao pintar todos os padres
como seres inocentes e até um pouco infantis em relação ao mundo real. Nanni
Moretti parece ter uma visão ainda muito romantizada de um universo cheio de escândalos
desprezíveis. Sendo assim, Habemus Papam é um filme interessante, mas deveras
omisso.
Olha que eu já defendi Nicolas Cage aqui no blog diversas
vezes, mas Reféns é uma merda indefensável. Uma trama ridícula, completamente
inverossímil, sobre um assalto na casa de um negociador de joias. Péssimos
personagens, péssimo roteiro, péssimos diálogos, péssima direção e
absolutamente nada de positivo em relação a essa bomba completa. Me escapa a razão de terem gasto um dólar que fosse para filmar um filme tão deficiente e incrivelmente ruim. A vontade de
jogar o dvd fora após o término do filme foi grande... sábado, 22 de janeiro de 2011
Evidências de um Crime (Cleaner, 2007)

Sábado à noite é sempre um momento muito peculiar da semana inteira, especialmente se você ainda for jovem. Afinal, há duas alternativas: ou você sai com seus amigos para farrear, ou você fica em casa e encara uma sessão de cinema proporcionada pela tv aberta. Bem, quando eu era mais jovem, eu não tinha o hábito de sair muito, por isso eu costumava assistir com meu pai um daqueles policiais e thrillers que passavam (e ainda passam, mas não com a mesma frequência de antes) no Supercine, uma das mais charmosas sessões de cinema da tv Globo.
É estranho, mas sinto certo carinho pelos filmes exibidos no Supercine. Talvez por que eu passei parte de meus sábados noturnos vendo obras como este Evidências de um Crime - um thriller comum, sem muitos atrativos e com uma reviravolta não muito surpreendente em seu desfecho; em suma, um típico filme do Supercine ...
Então, acho que nem preciso dizer que gostei de Evidências de um Crime (mais uma tradução bisonha de título de filme). Trata-se de mais um roteiro sobre queima de arquivos, corrupção na polícia e traições. Contudo, a obra nos reserva algumas coisas bacanas, as quais tentarei apontar neste texto.
Acompanhamos Tom (Samuel L. Jackson) um ex-policial, viúvo, com uma filha adolescente, que trabalha num serviço incomum: ele possui uma empresa de limpeza especializada em limpar ambientes onde pessoas morreram – especialmente, cenas de crimes. Tom filosofa sobre seu trabalho, afirmando como ele ajuda na superação do sofrimento das pessoas, removendo manchas e sujeiras, para que a vida siga em frente.
A obra lembrou-me, neste aspecto o excelente filme mexicano Bajo la Sal, que eu comentei ano passado (clique aqui para ler a resenha). No thriller mexicano, o personagem principal era um rapaz que trabalhava numa funerária – ocupação que exerceu uma influência decisiva sobre a natureza do rapaz e para a própria trama da estória. Em Evidências de um Crime, o trabalho de Tom norteia a obra inteira, revelando seu isolamento, assim como ocorria na obra do México.Tom é chamado para realizar a limpeza de mais uma cena de crime. Ele faz seu trabalho normalmente, apesar de não ter encontrado ninguém em casa (a chave estava debaixo de um vaso de flores) e, quando retorna no dia seguinte para devolver a chave que esquecera no bolso, ele descobre que a dona da casa (Eva Mendes) não contratou seus serviços.
Para piorar a situação, o marido desta mulher, ligado a um esquema de corrupção a polícia, acabou de desaparecer. O desaparecido iria testemunhar contra um chefão da policia, queimando muita gente com suas provas. E um dos que seriam prejudicados seria o próprio Tom, que se envolveu com os corruptos para dar um fim no assassino de sua esposa.

A polícia ainda não está atrás dele, mas quando investigarem o caso a fundo, é óbvio que desconfiarão de Tom, afinal, além de ter motivo (descobririam sua sujeira na época em que era policial), ele limpou a cena do crime. Tom associa-se então ao seu ex- parceiro (Ed Harris) e à mulher do falecido para investigar sobre este assassinato.
O argumento é interessante, mas não há como negar que o desenrolar da obra não impressiona. Nesse sentido, Evidencias de um Crime é uma obra muito convencional. Mas esquecer das qualidades da obra seria muita negligência de minha parte.
É fato que Evidências de um Crime não é uma obra memorável. Mas eu garanto que ela irá entreter os fãs de thrillers, nem que sejam por míseros 90 minutos de um sábado à noite. E, muitas vezes, é disso que precisamos.


