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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Vingadores - A Era de Ultron (Avengers - Age of Ultron, 2015)



Vamos falar de A ERA DE ULTRON? Mas serei sucinto, porque não aguento essa mesmice de opiniões que assola a internet a respeito de um lançamento. Imaginem então quando se trata dessa divertida e gigantesca aventura da Marvel, que vem mandando muito bem na criação de seu universo particular de heróis, heroínas, aliens e guaxinins falantes. A meu ver, o mundo dos blockbusters está em ótimas mãos, com imensas cenas de ação, bom humor, muita fantasia e filmes extremamente divertidos e lotados de entretenimento.

O segundo filme da equipe de heróis expande ainda mais o universo, com novos vingadores (Feiticeira Escarlate, Mercúrio e uma surpresa muito agradável, que rouba todas as cenas que participa), um ótimo vilão (e muitas palmas para James Spader, pelo ótimo trabalho de voz, apesar de achar que os momentos de comédia envolvendo o vilão podem ter atrapalhado na criação de uma ameaça mais assustadora) e as ótimas sequências de ação – destaco o duelo entre Hulk e Homem de Ferro, além da longa cena final, muito parecida com a ameaça de Zod no último filme do Superman (mas no filme da DC, a destruição era bem mais impressionante).

Anyway, divertido à beça, OS VINGADORES – A ERA DE ULTRON é um daqueles filmes que despertam minha vontade de fazer cinema algum dia da minha vida - especialmente quando todos os heróis aparecem em sequência numa mesma cena arrebentando uma caralhada de robôs vilões, perto do final da obra. E, só por isso, garante um lugar cativo comigo. Eu poderia pensar em defeitos, mas não estou afim. Foi muito divertido e mal posso esperar pelos próximos filmes da Marvel!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013)




Algumas impressões sobre Homem de Ferro 3, tentando escapar das repetitivas ideias e opiniões da crítica generalizada. Sim, é um bom filme, com elenco bem escalado e ótimas cenas de ação. Entretanto, não percebi nenhuma evolução no desenvolvimento do personagem nos cinemas (como o trailer – muito dramático – prometia), tornando a aventura nada imperdível. A diversão ainda é um dos trunfos da franquia, mas a direção sem nenhum estilo de Shane Black (o gênio roteirista de um dos meus filmes preferidos de todos os tempos – Máquina Mortífera) me decepcionou bastante – afinal, o trailer, a direção de Black e a escolha do vilão Mandarim (prefiro nem comentar sobre as escolhas do roteiro relativas a esse vilão, pois, mesmo não sendo conhecedor das HQs do heroi, sei que o personagem sofreu alterações drásticas demais relativas a sua história original) pareciam convergir numa trama um pouco mais sombria, o que definitivamente não é o caso.

Observar esse passo demasiado seguro no terceiro filme de uma série já consagrada, com um protagonista adorado no mundo pop, foi um tanto quanto frustrante. Contudo, essas foram considerações pós-filme, pois durante a projeção obtive diversão genuína, não há como negar. Quem sabe os produtores comecem a arriscar mais num sexto filme da série?

sábado, 24 de julho de 2010

Sherlock Holmes (2009)


Sherlock Holmes é o blockbuster perfeito: divertido, inteligente, premiado e lucrativo. E todos esses adjetivos não são empregados em vão para este filme, pois a obra é tudo isso e muito mais.


A escolha de Guy Ritchie mostrou-se um grande acerto, pois o cara é, para mim, um baita diretor, com uma linguagem cinematográfica muito original (não há como negar: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes é um dos filmes mais legais da década de 90). Apesar de seu estilo, em Sherlock Holmes, estar bem mais discreto, ele ainda imprime sua marca pessoal na obra efetivamente, em detalhes como a narração em off de Holmes (dialogando com o expectador), as cenas de luta e a câmera lenta.


Outro ponto de destaque é a escolha do elenco: Robert Downey Jr está excelente como o detetive vitoriano e Jude Law não fica atrás com seu Watson. Mark Strong e Rachel McAdams também estão ótimos, mas sem o destaque da dupla principal.



O filme conta com uma belíssima direção de arte, reproduzindo uma Londres vitoriana suja, perigosa e desagradável. Não há a beleza do campo retratada nas obras de Jane Austen; aqui temos a Inglaterra industrial que conhecemos pelos livros de história. Esse visual, atraente e sombrio contribui para a trama que envolve uma seita sobrenatural, um assunto de bastante interesse dos ingleses no século XIX, que atraiu pessoas como o próprio Conan Doyle - um dos aspectos mais interessantes do roteiro.


A trilha sonora merece um parágrafo à parte. Composta pelo alemão Hans Zimmer e lembrada no Oscar, trata-se da música mais original da última temporada, misturando música cigana e irlandesa, ao som de diversos instrumentos como banjos e percussão africana. É agitada, inteligente e cativante como a obra (clique aqui para escutar o tema do filme no Youtube).


O filme conta com um roteiro bem amarrado e inteligente que só entrega a resolução do mistério ao final, podendo frustrar os expectadores afoitos em solucionar a trama da obra. Apenas Holmes consegue decifrar o enigma que envolve o filme. Tal enigma é digno de uma boa história de Holmes.


Sherlock Holmes é um excelente início de franquia, uma obra acima da média, que acerta em todos os pontos. Recomendadíssimo!