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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Vingadores - A Era de Ultron (Avengers - Age of Ultron, 2015)



Vamos falar de A ERA DE ULTRON? Mas serei sucinto, porque não aguento essa mesmice de opiniões que assola a internet a respeito de um lançamento. Imaginem então quando se trata dessa divertida e gigantesca aventura da Marvel, que vem mandando muito bem na criação de seu universo particular de heróis, heroínas, aliens e guaxinins falantes. A meu ver, o mundo dos blockbusters está em ótimas mãos, com imensas cenas de ação, bom humor, muita fantasia e filmes extremamente divertidos e lotados de entretenimento.

O segundo filme da equipe de heróis expande ainda mais o universo, com novos vingadores (Feiticeira Escarlate, Mercúrio e uma surpresa muito agradável, que rouba todas as cenas que participa), um ótimo vilão (e muitas palmas para James Spader, pelo ótimo trabalho de voz, apesar de achar que os momentos de comédia envolvendo o vilão podem ter atrapalhado na criação de uma ameaça mais assustadora) e as ótimas sequências de ação – destaco o duelo entre Hulk e Homem de Ferro, além da longa cena final, muito parecida com a ameaça de Zod no último filme do Superman (mas no filme da DC, a destruição era bem mais impressionante).

Anyway, divertido à beça, OS VINGADORES – A ERA DE ULTRON é um daqueles filmes que despertam minha vontade de fazer cinema algum dia da minha vida - especialmente quando todos os heróis aparecem em sequência numa mesma cena arrebentando uma caralhada de robôs vilões, perto do final da obra. E, só por isso, garante um lugar cativo comigo. Eu poderia pensar em defeitos, mas não estou afim. Foi muito divertido e mal posso esperar pelos próximos filmes da Marvel!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Snowpiercer (2014)



Na lista de “ame-o ou deixe-o” de 2014, Snowpiercer é uma obra de ficção distópica, baseada em uma história em quadrinhos (Le Transperceneige), com uma sinopse matadora: no futuro, nosso planeta está assolado por uma nova era glacial e os últimos habitantes da Terra se encontram numa locomotiva, em movimento perpétuo, sendo que os últimos vagões abrigam os menos favorecidos em condições desumanas – como que em castas. E para os habitantes do fundo do trem, o maior objetivo é chegar a frente do trem, para tomar seu controle e desfrutarem de condições mais justas como os passageiros da dianteira.

Apesar da demora em seu lançamento e diversos boatos sobre brigas entre estúdio e produtor (desmentidas pelo diretor em entrevistas como essa), SNOWPIERCER sofre bastante com seu ritmo irregular. A primeira hora de filme é espetacular, me deixou maluco. Porém, o decorrer da projeção foi me causando muito desinteresse e, quando percebi, o final do filme foi tão entediante e esquecível...

A escolha do elenco foi soberba – Chris Evans, Tilda Swinton, John Hurt, Jamie Bell, Ed Harris e o espetacular Kang-ho Song – todos excelentes em seus papeis, cativantes, apesar de representarem uns arquétipos típicos de filmes de sobrevivência e resistência: o líder que não quer ser líder (Evans), seu meio que afobado braço direito (Bell), o sábio da resistência (Hurt), o misterioso que não sabemos se podemos confiar (Song) e por aí vai...

O que mais gosto na primeira hora de SNOWPIERCER é a estranheza e choque que o diretor Joon-ho Bong expressa em suas cenas. Existe um quê de alegoria, tipo um circo bizarro que nos encanta, provoca risos e nos choca ao mesmo tempo. Esses sentimentos são despertados principalmente no início do filme, quando conhecemos o trem, suas condições desumanas para os passageiros da traseira, punições àqueles que se revoltam de maneira óbvia em relação as condições do trem... Enquanto assistia, me peguei encantado com esse universo distópico já representado na história do entretenimento, porém nunca dessa maneira.


Considerei, afinal, um filme interessante, de extremo potencial e acima da média, apesar do desapontamento com o epílogo (quando justificativas demais são dadas e algumas mortes são absolutamente banalizadas, o que me tirou da aura de estranheza e me levou para a aura de julgamento em relação a inverossimilhança de momentos do roteiro – cheio de furos notáveis, quando você para pra pensar). Mesmo assim, o entretenimento funciona muito bem e SNOWPIERCER merece ser descoberto pelo público em geral. Quem sabe eu não me anime com uma versão do diretor?