segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Kingsman (2015)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A Origem (Inception, 2010)

Não me recordo o autor, mas existe um aforismo que resume muito bem o que Christopher Nolan fez em seu último filme: "A única forma de se conhecer um limite é ultrapassando-o". Nolan fez isto sobre todos os prismas possíveis numa obra cinematográfica: desde os pôsteres da campanha publicitária até a trilha sonora – Nolan implodiu a nossa limitada visão de filme inteligente com esta verdadeira maravilha. Não sei se revolucionário é uma palavra muito forte para o filme, mas inesquecível encaixa-se com precisão.
Seria muita ousadia da minha parte tentar esboçar uma sinopse digna para a obra. Basta sabermos que o filme mexe com o universo dos sonhos, todas as suas nuances e possibilidades. Consegue ser uma obra onírica (especialmente em seu visual, absolutamente inovador) e racional (com seu roteiro simplesmente perfeito), sé que isto é possível.
E o mais interessante é que A Origem é um filme inteligente, elaborado e divertido. Trata-se do entretenimento perfeito e, porque não, o filme perfeito.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Harry Brown
Acabo de assistir a Harry Brown (idem, 2009) e estou impressionado. Impressionado pelo fato desse filme ainda não ter chamado a atenção de boa parte da crítica, sendo que a obra se encaixa, pelo menos para mim, entre um dos melhores filmes do ano passado. Trata-se de um filme de ação com tintas dramáticas sobre um homem que perde tudo e resolve cobrar os culpados por isso.
Harry Brown (Michael Caine) é um aposentado com uma vida extremamente solitário. Sua rotina resume-se em visitar a sua esposa no hospital e encontrar num pub seu amigo Leonard (David Bradley) para jogarem xadrez. Harry vê sua vida colapsar quando sua mulher e seu amigo morrem, quase que sucessivamente. Sua mulher já estava à beira da morte, porém Leonard foi atacado por um bando de drogados que o esfaquearam.
Filmes sobre vigilantes não são mais novidades no cinema. Nesse Harry Brown, infelizmente o roteiro peca ao seguir alguns clichês óbvios, porém essa falha é perdoada justamente pelo tratamento realista que o personagem recebe. Harry Brown é um idoso e possui problemas de saúde que irão o atrapalhar em sua vingança pessoal. Esse choque de realidade é um dos grandes trunfos de Harry Brown.
Aliás, Harry Brown é um filme de ação do subgênero vingança. De certa forma, ele dá uma renovada no gênero, pois temos um protagonista frágil e decadente – características que eu não me lembro de ter percebido em nenhum outro personagem de filmes sobre vigilantes. É interessante que ao final de filmes sobre justiceiros e vigilantes, nós sempre nos perguntamos se era certo o protagonista se igualar aos bandidos para conseguir a justiça. Em Harry Brown, a pergunta que surge é muito mais assustadora: será que existia outra saída para Harry? Ele perdeu tudo tão repentinamente que sair matando bandidos pode ter sido a única coisa que lhe restou...
Para mim, esse é o motivo que me agrada tanto filmes sobre vigilantes: além de você ver os bandidos serem julgados da maneira como merecem, também nos questionamos sobre o preço que o protagonista paga para obter justiça.
Nesse sentido, Harry Brown figura-se entre os melhores filmes de 2009. Não é apenas um filme de ação; é um forte drama sobre um homem que perdeu tudo e está disposto a tomar a vida daqueles que fizeram isso com ele. Assista-o seguido de Gran Torino e/ou Sentença de Morte. Satisfação garantida.
