Vamos falar logo sobre esse remake antes de desanimar
e acabar não escrevendo nada sobre. Pessoalmente, desde que li a primeira
notícia sobre a refilmagem do clássico de 1987, me enchi de preconceito. O
primeiro trailer sepultou qualquer esperança, mas ainda fui aos cinemas
conferir a versão do bom diretor brasileiro José Padilha, que dirige bem o
filme, mas orquestra cenas de ação fracas e não memoráveis. A escolha do elenco
foi interessante, mas o protagonista – que ator inexpressivo! Sem cenas
marcantes, vilões ameaçadores, furos do roteiro, trilha sonora poderosa (a
clássica música de Basil Poledouris toca uma vez durante o filme) e com 108
minutos que parecem 180, o ROBOCOP de Padilha guarda de atrativo apenas os bons
efeitos visuais e ótimo som (a sessão em que fui quase me deixou surdo).
E olha que não pretendo nem ficar na birra de comparar esse filme com o original. Acontece que este remake é uma obra de ação/ficção bastante medíocre e esquecível, com um agravante: já foi contada de uma maneira absolutamente superior e incrível há quase 30 anos. Fiquem com o original, porque este aqui será esquecido em pouco tempo.
Louvando-se o competente trabalho do elenco, destacando os sempre talentosos e sempre desvalorizados Gary Oldman e Abbie Cornish, vale enaltecer Robocop como um resgate daquele famoso herói da década de 1980, que nunca conseguia, no quesito fãs, se destacar tal como o Batman ou o Homem Aranha. Mas agora, voltando à tona e em grande estilo, traz consigo bagagem para emplacar novos filmes do gênero e alcançar um bom patamar, que engrandece vingadores, guardiões e outros, e que decreta o desgaste e a decadência de outros heróis, como o Super-Homem.
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