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sábado, 1 de junho de 2013

À Beira do Abismo (Man on a Ledge, 2012)




Tenho uma leve birra com o ator Sam Worthington - por isso minha má vontade com esse filme. Entretanto, superada minha limitação, confesso que gostei bastante de À Beira do Abismo, um correto thriller sobre um homem que resolve se jogar de um prédio em New York e a negociação da polícia para evitar que o mesmo efetive sua ameaça. Não há novidades, mas o elenco bem dirigido e a trama redondinha ajudam a entreter. Sem falar na presença de dois atores que sempre gostei: Ed Harris (sempre executando bem um papel de canalha) e o sumido William Sadler (o vilão do divertido Duro de Matar 2). Trata-se de um filminho curto, sem surpresas ou grandes destaques, mas que entretém de maneira eficiente. Se for passar o sábado em casa, é uma boa pedida para esquecer o mundo por pouco mais de uma hora e meia.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Evidências de um Crime (Cleaner, 2007)


Sábado à noite é sempre um momento muito peculiar da semana inteira, especialmente se você ainda for jovem. Afinal, há duas alternativas: ou você sai com seus amigos para farrear, ou você fica em casa e encara uma sessão de cinema proporcionada pela tv aberta. Bem, quando eu era mais jovem, eu não tinha o hábito de sair muito, por isso eu costumava assistir com meu pai um daqueles policiais e thrillers que passavam (e ainda passam, mas não com a mesma frequência de antes) no Supercine, uma das mais charmosas sessões de cinema da tv Globo.

É estranho, mas sinto certo carinho pelos filmes exibidos no Supercine. Talvez por que eu passei parte de meus sábados noturnos vendo obras como este Evidências de um Crime - um thriller comum, sem muitos atrativos e com uma reviravolta não muito surpreendente em seu desfecho; em suma, um típico filme do Supercine ...

Então, acho que nem preciso dizer que gostei de Evidências de um Crime (mais uma tradução bisonha de título de filme). Trata-se de mais um roteiro sobre queima de arquivos, corrupção na polícia e traições. Contudo, a obra nos reserva algumas coisas bacanas, as quais tentarei apontar neste texto.

Acompanhamos Tom (Samuel L. Jackson) um ex-policial, viúvo, com uma filha adolescente, que trabalha num serviço incomum: ele possui uma empresa de limpeza especializada em limpar ambientes onde pessoas morreram – especialmente, cenas de crimes. Tom filosofa sobre seu trabalho, afirmando como ele ajuda na superação do sofrimento das pessoas, removendo manchas e sujeiras, para que a vida siga em frente.

A obra lembrou-me, neste aspecto o excelente filme mexicano Bajo la Sal, que eu comentei ano passado (clique aqui para ler a resenha). No thriller mexicano, o personagem principal era um rapaz que trabalhava numa funerária – ocupação que exerceu uma influência decisiva sobre a natureza do rapaz e para a própria trama da estória. Em Evidências de um Crime, o trabalho de Tom norteia a obra inteira, revelando seu isolamento, assim como ocorria na obra do México.

Tom é chamado para realizar a limpeza de mais uma cena de crime. Ele faz seu trabalho normalmente, apesar de não ter encontrado ninguém em casa (a chave estava debaixo de um vaso de flores) e, quando retorna no dia seguinte para devolver a chave que esquecera no bolso, ele descobre que a dona da casa (Eva Mendes) não contratou seus serviços.

Para piorar a situação, o marido desta mulher, ligado a um esquema de corrupção a polícia, acabou de desaparecer. O desaparecido iria testemunhar contra um chefão da policia, queimando muita gente com suas provas. E um dos que seriam prejudicados seria o próprio Tom, que se envolveu com os corruptos para dar um fim no assassino de sua esposa.


A polícia ainda não está atrás dele, mas quando investigarem o caso a fundo, é óbvio que desconfiarão de Tom, afinal, além de ter motivo (descobririam sua sujeira na época em que era policial), ele limpou a cena do crime. Tom associa-se então ao seu ex- parceiro (Ed Harris) e à mulher do falecido para investigar sobre este assassinato.

O argumento é interessante, mas não há como negar que o desenrolar da obra não impressiona. Nesse sentido, Evidencias de um Crime é uma obra muito convencional. Mas esquecer das qualidades da obra seria muita negligência de minha parte.

A maior destas qualidades seria, com certeza, a atuação de Samuel L. Jackson. O homem mostra seu excelente trabalho nesta obra, fazendo-nos esquecer de cagadas em sua carreira como Spirit, Triplo X e O Cara. Harris e Mendes são os coadjuvantes sem muito destaque. Participa ainda da obra Luiz Guzmán, que também está ótimo como o detetive (oficial) encarregado das investigações.
A direção da obra ficou com o finlandês Renny Harlim, que já foi muito cogitado em Hollywood e agora mostra seu talento em filmes menores como este aqui. E pensar que este cara dirigiu dois filmes de ação muito divertidos nos anos 90: Duro de Matar 2 e Risco Máximo.

É fato que Evidências de um Crime não é uma obra memorável. Mas eu garanto que ela irá entreter os fãs de thrillers, nem que sejam por míseros 90 minutos de um sábado à noite. E, muitas vezes, é disso que precisamos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Firma

A Firma (The Firm, 1993) é um ótimo thriller dirigido pelo mestre Sydney Pollack, falecido em 2008. Um time de estrelas dá vida aos personagens imaginados por John Grisham, escritor especializado em romances que tratam sobre o mundo dos advogados.

Mitch McDeere (Tom Cruise) acabou de se formar na faculdade de direito de Harvard. Trata-se de um rapaz brilhante e ambicioso, que se formou entre os melhores de sua turma; por esse motivo, Mitch recebe o convite para trabalhar em várias empresas de advocacia, porém uma empresa o chama a atenção: a firma Bendini, Lambert e Locke é pequena e fechada, porém eles fazem uma oferta irrecusável a Mitch, que embarca com sua esposa (Jeanne Tripplehorn) para Memphis, onde inicia seus trabalhos.

No início, Mitch está muito entusiasmado com a firma, trabalhando incessantemente com o seu mentor lá dentro, Avery Tolar (Gene Hackman). A Bendini, Lambert e Locke é uma empresa especializada em direito tributário com clientes muito importantes. Aos poucos, Mitch mostra os motivos de ele ter sido um dos primeiros de sua turma.

Contudo, o equilíbrio se desfaz quando dois advogados da firma morrem de maneira misteriosa. Mitch, inicialmente, não se importa com isso, porém uma série de ocorrências e um encontro com um agente do FBI (Ed Harris) irão contribuir para que Mitch comece a investigar os podres da firma, que possui ligações com a Máfia e aparenta estar envolvida em casos de assassinato e corrupção.


A Firma possui uma história envolvente com direção segura de Pollack. O elenco inclui, além dos já citados, vários outros grandes atores: Holly Hunter, Hal Holbrook, Gary Busey, Tobin Bell e Steven Hill. O legal é que além de Steven Hill, outro ator da série Lei e Ordem participa do filme: Paul Sorvino. Coincidência ou não, vale pelo menos um comentário, pois Lei e Ordem é uma série jurídica, que iniciou mais ou menos naquela época, 1990.


Um detalhe que me agradou na produção foi a trilha sonora composta e interpretada por Dave Grusin que já colaborou com Pollack na trilha sonora de Os Três Dias do Condor, Totsie e outros filmes do diretor. Aqui, ele entrega um jazz muito atraente que combinou com a história e o tom de investigação/perseguição que predomina no filme.


A Firma é interessante também por seu melhor que a obra original. Eu recentemente li o original e, apesar da trama envolvente, odiei o desfecho escrito por Grisham. No filme, a conclusão da história é mais inteligente e divertida, superando o material original.


Gostaria de destacar também uma cena que eu adorei: perto do final, quando Mitch está fugindo dos capangas da firma, ele está numa espécie de bondinho enquanto o assassino interpretado por Tobin Bell o vê e começa a correr atrás do bondinho. Essa seqüência me agradou muito por sua montagem ágil e envolvente aliada à trilha sonora bacana.


A Firma é uma obra muito interessante que me agradou profundamente. Se tiver oportunidade e gostar de thrillers bem feitos, assista a esse filme que concorreu a dois Oscars: melhor atriz coadjuvante (Holly Hunter, com seu sotaque sulista perfeito) e melhor música original.


John Grisham e o cinema


O escritor John Grisham já teve vários de seus livros adaptados para o cinema, sendo que o primeiro deles foi justamente A Firma. Depois desse, O Dossiê Pelicano, O Cliente, Tempo de Matar, O Segredo (não é o de auto-ajuda!), O Homem que fazia Chover, O Júri e, por incrível que pareça, Um Natal Muito, Muito Louco!


Por escrever histórias envolventes sobre, principalmente, o mundo dos advogados, podemos esperar mais adaptações envolvendo outros livros dele, com O Advogado, O Recurso e várias outras histórias que, muito provavelmente, se tornarão filmes, sendo estes bons ou ruins.