terça-feira, 28 de junho de 2016

13 Cameras (2015)



Esse aqui é um filme de suspense bem interessante, que retrata um jovem casal em crise se mudando para uma casa nova onde permanecem sendo observados por um psicopata, muito próximo a eles. Parece um misto de vários filmes recentes, mas tudo feito com competência, resultando num entretenimento mamão com açúcar, agradável pelos seus fundamentos. 

E olha que o filme poderia escorregar em vários momentos. Desde a mensagem inicial sobre o fim da privacidade (que poderia levar o filme ao caminho da "crítica social" vazia e banal), até o perigo de ter o formato found footage que assola os filmes de terror atualmente - 13 CAMERAS escapa dessas armadilhas.

Não há nada de verdadeiramente marcante, apesar de gostar de alguns ângulos do diretor Victor Zarcoff, incluindo a cena representada neste impactante pôster. É interessante ver como o filme constrói suas personagens razoavelmente bem, assim como o ritmo lento do filme, mais focado no drama e com o final mais direcionado ao terror.

É compreensível algumas críticas negativas, mas 13 CAMERAS conseguiu prender minha atenção durante sua enxuta duração de 87 minutos. Uma sessão de cinema básica, mas extremamente eficiente. 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

The Driftless Area (2015)



Com um HD abarrotado de filmes, pouco tempo e alguma preguiça, muitas obras ficam esquecidos no meu universo cinéfilo particular. Estava conferindo no último final de semana minha pasta de filmes quando me deparei com este policial/thriller/drama indie, encabeçado pelo ator Anton Yelchin - cujo recente falecimento chocou todo mundo. 

Com algum senso de oportunismo, resolvi conferir. Um filme difícil de definir em seu gênero, THE DRIFTLESS AREA segue a linha daquelas obras independentes e surpreendentes, habituais de festivais de cinema mundo afora e geralmente desconhecidos do grande público. 

Acompanhamos o personagem Pierre (Yelchin), um jovem meio excêntrico que acaba se envolvendo numa trama de vingança frente uma jovem sobrevivente de um incêndio criminoso (minha musa Zooey Deschanel) e um bandido traiçoeiro (John Hawkes). O elenco conta ainda com os veteranos Frank Langella e Ciarán Hinds. 

O roteiro possui uma trama sem surpresas, em alguns momentos optando por menos explicações e mais indagações, o que me agradou bastante. Zachary Sluser, em sua estreia como diretor de longa metragem, também assina o roteiro interessante, com alguns diálogos mais profundos que eu poderia imaginar para uma produção como esta. 

Mesmo não sendo um filme memorável, THE DRIFTLESS AREA é um belo destaque do meu ano cinematográfico. Fica a indicação para quem quiser conferir uma pequena pérola e uma pequena homenagem a um competente ator que nos deixou cedo demais. 

domingo, 19 de junho de 2016

Pôster: Star Trek Beyond (2016)


Eu amo Star Trek, meus amigos. E eu estou com a forte impressão de que este aqui será o melhor filme, até agora, dessa "nova" tripulação. Esse pôster de cores lindas me deixa com uma enorme vontade de pendurá-lo em meu quarto. Esse mês foi meio parado por aqui, mas eu to voltando!

OBS - In Memorian: Anton Yelchin (1989-2016)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Fantasia Film Festival 2016


Um dos melhores festivais do mundo lança seu incrível poster e eu mal posso esperar pra assistir os filmes do seu line-up. Em breve mais novidades...

domingo, 29 de maio de 2016

El Cadáver de Anna Fritz (2015)


Imaginem que uma jovem atriz, linda e no auge da carreira, simplesmente morre. E três jovens, um deles com acesso ao necrotério do hospital, resolvem ver o corpo da tal atriz. De apenas saciar a curiosidade mórbida os rapazes decidem tirar fotos e, numa escala maior psicopatológica, praticar sexo com o cadáver da atriz. 

Logicamente, uma sinopse dessas não reserva um filme agradável, para qualquer tipo de público. Agora que sobraram os cinéfilos malucos no recinto, vamos ao que interessa: EL CADÁVER DE ANNA FRITZ é uma produção espanhola (um país que já entregou uma obra-prima da escatologia e do cinema-extremo, o seminal Aftermath) intrigante. O desenrolar é um tanto quanto previsível, o que possivelmente prejudicou a avaliação final da obra, mas durante a projeção me prendeu o suficiente. 


Apesar de não ter muitos atrativos técnicos, que permitiriam que o filme decolasse, a obra reserva sólidas interpretações do trio de jovens citados, cujas personalidades vão se degradando ao longo da projeção. Como já mencionei, mesmo sendo previsíveis, o desenvolvimento psicológico dos personagens é coerente com as situações da narrativa. 

E apesar de ser do mesmo país do já citado Aftermath, as duas obras não possuem nenhuma semelhança. Ao contrário do curta-metragem, EL CADÁVER DE ANNA FRITZ está anos-luz do choque, nojo e festival de maluquices de Nacho Cerdà. A obra do diretor Hector Hernandez Vicens resvala no tema necrofilia, com um visual muito sóbrio e limpo, não lembrando em nada a repulsa e revolta da outra obra citada. 

No final, apesar da sinopse reservar elementos chocante, esta película se resume a um thriller interessante, ainda que com suas parcelas de cenas revoltantes. Para os apreciadores de cinema extremo, um exemplar interessante e efetivo. Para os não iniciados nesse tipo de cinema mais alternativo, mas curiosos, este é um bom exemplar "pé no freio". Aos que se ofendem facilmente, recomendo distância deste aqui.