segunda-feira, 27 de junho de 2016
The Driftless Area (2015)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street – Money Never Sleeps, 2010)

Em pouco tempo, creio eu, conseguirei realizar um trabalho mais compromissado e bacana com o Midnight Drive-In. Vocês sabem: fim de semestre, provas, disciplinas insistentes e vários fatores uniram-se numa conspiração contra as postagens do blog. Mas, como este espaço não é de lamúrias e sim de cinema (já não estávamos aguentando sua choradeira, Luca), vamos ao que interessa: filmes, filmes e filmes (apesar de que só falarei de um filme hoje, mas vamos lá!).
Sobre o último filme de Oliver Stone, Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme. Gostei bastante, apesar de achar o filme meio longo e com um ritmo bastante irregular. Sem falar na profusão de certos termos técnicos da bolsa de valores que podem deixar leigos (como eu) um pouco perdidos. Entretanto, com uma ótima seleção de elenco que incluem atores consagrados (Susan Sarandon, Frank Langella e Eli Wallach) com novos talentos (o xarope Shia LaBeouf e a maravilhosa Carey Mulligan), Wall Street se mantem muito bem como puro entretenimento.
E é óbvio que o filme só funciona pela presença do emblemático Gordon Gekko encarnado à perfeição por Michael Douglas. Pena que o tempo dele em tela seja relativamente curto. E não vamos esquecer-nos de Josh Brolin, que parece ter finalmente garantido seu espaço em Hollywood. Por fim, Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme é bom. E só.
domingo, 16 de maio de 2010
A Caixa (The Box, 2009)

Num belo dia, Norma recebe a visita do misterioso Arlington Steward (Frank Langella) que a oferece uma misteriosa caixa. A caixa é um dispositivo com um chamativo botão vermelho e funciona da seguinte forma: se Norma apertar o botão, ela receberá um milhão de dólares; contudo, quando ela apertar este botão, uma pessoa que ela não conhece morrerá. Ela e seu marido têm um prazo de um dia para se decidirem.
Lembro-me que quando li a descrição do filme na internet, ano passado, fiquei muito animado, pois convenhamos que se trata de uma sinopse bastante original e atraente. Isso sem comentar que o diretor da obra é Richard Kelly, responsável pelo cult Donnie Darko. As credenciais da obra eram bastante animadoras.

E por fim, eu não me decepcionei: A Caixa é um filmaço, acima da média e, se bobear, um dos melhores filmes de 2009. Toda essa excitação de minha parte vem da excelência do roteiro do próprio Kelly, que acertou em cheio ao realizar um filme que não responde a todas as nossas perguntas, e nos instiga ao longo da projeção.
As atuações estão ótimas, com um destaque para Diaz e Langella, ambos excelentes. A fotografia do filme é interessante: parece que estamos vendo o filme como se fosse um sonho, tudo meio branco e com uma espécie de névoa, quem assistir ao filme entenderá. O som é também outro elemento de destaque, com as vozes do personagem assemelhando-se a ecos distantes, dando, novamente, a idéia de um sonho. A música incidental do filme é bastante eficiente, também.

Interessante notar como A Caixa lembra muito o clima da época da Guerra Fria, o medo de um invasor misterioso controlando as pessoas, tal como ocorria em Invasores de Corpos e em outros sci-fi. E, mais interessante ainda, é que essa impressão não é imperativa, ou seja, o filme não se prende a essa hipótese apenas. Eis aí, o triunfo da obra: A Caixa abre um grande leque de interpretações possíveis.

Para mim, existe uma mensagem que, para muitos que assistiram ao filme, pode até soar óbvio, contudo eu acho que o grande mote da obra é a possibilidade de escolhas que são oferecidas a nós e cabe a nós decidir sobre elas. Nós fazemos nossas escolhas e traçamos nosso destino. Em A Caixa, o casal Lewis terá que fazer várias escolhas ao longo da história, sendo estas boas ou ruins.
Com certeza, quando A Caixa chegar ao seu epílogo, você levantará questões sobre o filme. Gostando ou não, você não ficará indiferente diante desta obra fantástica.
