segunda-feira, 9 de março de 2015

The Dude Designs - Tom Hodge: Portfólio


Ontem, após a notícia publicada sobre o livro que homenageava capas de fitas, resolvi dar uma pesquisada no artista por trás do lançamento. O que eu não imaginava é que eu já conhecia e admirava o trabalho desse cara, mesmo sem conhecê-lo exatamente. Esse camarada é responsável pelos melhores pôsteres lançados atualmente, verdadeiras obras de arte num mar de mesmice e photoshop dos cartazes atuais. Selecionei alguns dos trabalhos do cara, mas vocês podem conferir tudo no site oficial dele (www.thedudedesigns.com). Ele refere buscar em seus trabalhos a perdida arte de se desenhar um pôster, criando imagens icônicas que provoquem impacto visual. Observando seu trabalho, Tom, posso afirmar tranquilamente: seus cartazes são maravilhosos e diferenciados. Confiram uma amostra abaixo:








Siga a página The Dude Designs no Facebook: clique aqui

domingo, 8 de março de 2015

Resgatando As Maravilhosas Artes Das Fitas VHS

 Navegando pelo ótimo site Dread Central, encontrei uma notícia anunciando o lançamento de um livro muito bacana. Trata-se de VHS Video Cover Art (capa ao lado), um compêndio de mais de 200 capas de fitas, em escala completa, resgatando o saudoso universo das locadoras e das surpresas que suas prateleiras nos reservavam. 

Sem reservas quanto a gêneros ou estilo da capa, o organizador do projeto é ninguém menos que o artista Thomas Hodge - o artista por trás dos maravilhosos designs de pôsteres da empresa The Dude Designs - confira o portfólio dele aqui. Vou dar um jeito de adquirir essa belezinha, mas enquanto isso deixo um preview aqui para babarmos e relembrarmos com nostalgia da magia época das fitas VHS. 






sábado, 7 de março de 2015

Dying Of The Light (2014)



Ufa: uma leve folga na onda de filmes horríveis com Nicolas Cage. Mas nem se animem, pois DYING OF THE LIGHT também não é lá essas coisas. Trata-se de um thriller sobre um agente da CIA (Cage), com um grande trauma da carreira ao ter sido sequestrado por um terrorista árabe e ter sido torturado. Na ocasião, o agente foi resgatado e o terrorista escapou, resultando em anos de investigação por parte de Cage, até acharem uma pista bastante concreta do paradeiro do vilão.

Entretanto, o americano acaba afastado da agência após o diagnóstico de demência (um detalhe: imagine o quão conveniente é para Nic Cage interpretar um personagem com uma degeneração neurológica, dando abertura para aqueles excessos artísticos que ele costuma cometer – para nossa diversão!). E, após o afastamento, o agente resolve ir atrás do terrorista, com a ajuda de um pupilo mais novo (Anton Yelchin) para se vingar pela tortura sofrida no passado.

É um filme bem esquemático e sem nenhuma novidade, mas há algo que me atrai nestes “thrillers”, com cara de sessão do SUPERCINE. Porém, se você olhar a qualidade dos nomes envolvidos e observar o resultado... É bem verdade que a edição disponível para assistirmos é diferente daquela idealizada pelo diretor e pelos atores (só para constar, a direção é só do Paul Schrader...), o que gerou um protesto por parte de Cage, Schrader, Yelchin e o produtor executivo Nicolas Winding Refn (leia mais sobre a história aqui). Ainda assim, versão do diretor ou não, o roteiro é um texto que já foi filmado e explorado outras diversas vezes no mundo do cinema e outra mídias.


Com um resultado meio simplório para uma equipe tão interessante reunida, mantenho elogios para DYING OF THE LIGHT. Especialmente pelo sopro de alívio na carreira de Nic Cage, a trama sobre a guerra ao terrorismo (e ter filmes sobre este assunto, no período em que vivemos, não deixa de ser importante para nos levar a uma reflexão, mesmo que mínima) e o bom elenco de apoio (que ainda conta com Alexander Karim – muito bom na pele do terrorista – e a bela, talentosa e meio que sumida Irene Jacob). Só mais um detalhe: é melhor do que o superestimado Sniper Americano, que achei uma porcaria (já adiantando a opinião, caso resolva escrever sobre ele por aqui). 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Medo de Escuro (Fear Of The Dark, 2002)


Há algum tempo, era natural a prática de comprar revistas de cinema, circular os títulos de preferência e procura-los nas prateleiras das locadoras. MEDO DE ESCURO vem dessa época, quando a maravilhosa revista CINE MONSTRO ainda era vendida nas bancas e eu era um cliente-moleque assíduo das videolocadoras. Nessa “vibe” saudosista, resolvi encarar o filme.

A medida que a projeção se desenrolava, meu saudosismo romântico era soterrado por um roteiro banal e personagens antipáticas. Uma fita incapaz de provocar qualquer outro sentimento além do tédio. São 86 minutos que mais parecem 300, numa trama que não consegue nem por um mísero instante provocar algum interesse. Parece um episódio muito ruim do seriado Clube Do Terror, se este fosse aborrecido, chato e nada original (pelo contrário, Clube do Terror fez minha alegria durante minha infância, e se não me deixava com medo, certamente me impressionava em alguns episódios).

Acompanhamos um garoto irritante, cheios dos traumas e obsessões (incluindo o tal medo de escuro) que fica em casa com seu irmão durante uma noite de tempestade. Nada mais natural, não fosse uma tal “criatura da escuridão” atazanando a vida dos moleques. O problema é o seguinte: não se cria empatia e nem mesmo pelo monstro – fruto de péssimos efeitos especiais.


E nessa pegada (ou, mais precisamente, na falta dela) o filme se arrasta, sem sustos, surpresas ou emoção. Uma fita que certamente ficou acumulando poeira, até que um abnegado (como eu) a comprasse quando a videolocadora fechasse. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Trailer: As Fábulas Negras (2015)

Vou torcer bastante para que consiga assistir As Fábulas Negras em alguma sala de cinema. Trata-se de uma antologia nacional composta de 4 episódios dirigidos por 4 feras do cinema de horror brasileiro: Joel Caetano, Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf e José Mojica Marins. Os temas envolvem lendas urbanas e contos de nosso folclore (um dos contos reimagina o saci e um outro aborda A Loira do Banheiro!). 

Eu não tenho a menor dúvida de que esse filme será um grande sucesso nos festivais ao redor do mundo, onde esse gênero e diretores como Mojica são devidamente reverenciados. Quanto a uma distribuição no circuito nacional de cinemas - parece que é um sonho um pouco mais alto (por mais inacreditável que isso possa soar). Fiquemos, por enquanto, com o trailer que confirma a qualidade criativa e artística deste gênero em nosso país.