Após uma parceria que poderia ter rendido muito mais (leia mais sobre isso aqui), Nicolas Cage se junta mais uma vez com Paul Schrader (além do sempre competente Willem Dafoe), nesta adaptação de um romance de 1995, do escritor Edward Bunker. E o trailer é fantástico! Os dois atores parecem ser tiras corruptos, envolvidos em roubos e muita violência. Tem ares da subestimada refilmagem de Bad Lieutenant, também com Cage, Parece que um dos nossos atores favoritos voltou a escolher uns projetos mais promissores do que algumas tranqueiras em que ele andou se metendo.
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terça-feira, 13 de setembro de 2016
sábado, 7 de março de 2015
Dying Of The Light (2014)
Ufa: uma leve folga na onda de filmes horríveis com
Nicolas Cage. Mas nem se animem, pois DYING OF THE LIGHT também não é lá essas
coisas. Trata-se de um thriller sobre um agente da CIA (Cage), com um grande
trauma da carreira ao ter sido sequestrado por um terrorista árabe e ter sido torturado.
Na ocasião, o agente foi resgatado e o terrorista escapou, resultando em anos
de investigação por parte de Cage, até acharem uma pista bastante concreta do
paradeiro do vilão.
Entretanto, o americano acaba afastado da agência após o
diagnóstico de demência (um detalhe: imagine o quão conveniente é para Nic Cage
interpretar um personagem com uma degeneração neurológica, dando abertura para
aqueles excessos artísticos que ele costuma cometer – para nossa diversão!). E,
após o afastamento, o agente resolve ir atrás do terrorista, com a ajuda de um
pupilo mais novo (Anton Yelchin) para se vingar pela tortura sofrida no
passado.
É um filme bem esquemático e sem nenhuma novidade, mas há
algo que me atrai nestes “thrillers”, com cara de sessão do SUPERCINE. Porém,
se você olhar a qualidade dos nomes envolvidos e observar o resultado... É bem
verdade que a edição disponível para assistirmos é diferente daquela idealizada
pelo diretor e pelos atores (só para constar, a direção é só do Paul
Schrader...), o que gerou um protesto por parte de Cage, Schrader, Yelchin e o
produtor executivo Nicolas Winding Refn (leia mais sobre a história aqui).
Ainda assim, versão do diretor ou não, o roteiro é um texto que já foi filmado
e explorado outras diversas vezes no mundo do cinema e outra mídias.
Com um resultado meio simplório para uma equipe tão
interessante reunida, mantenho elogios para DYING OF THE LIGHT. Especialmente
pelo sopro de alívio na carreira de Nic Cage, a trama sobre a guerra ao
terrorismo (e ter filmes sobre este assunto, no período em que vivemos, não
deixa de ser importante para nos levar a uma reflexão, mesmo que mínima) e o
bom elenco de apoio (que ainda conta com Alexander Karim – muito bom na pele do
terrorista – e a bela, talentosa e meio que sumida Irene Jacob). Só mais um
detalhe: é melhor do que o superestimado Sniper Americano, que achei uma
porcaria (já adiantando a opinião, caso resolva escrever sobre ele por aqui).
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