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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Missão Impossível - Nação Secreta (Mission Impossible - Rogue Nation, 2015)




Tom Cruise pode até ser um maluco de merda no mundo real, mas que ele sabe fazer um filme divertido ninguém pode negar. Mantendo o mesmo nível do quarto filme, este quinto filhote da franquia traz uma trama e o clima do primeiro filme da série, mantendo os exageros bacanas do filme anterior. 

São providenciais a direção segura de Christopher McQuarrie (que dirigiu outro filme com Cruise - Jack Reacher) e o elenco muito bem escolhido do quarto filme - Simon Pegg (grande ator com momentos cômicos que nunca são irritantes), Jeremy Renner (contido e talentoso, um ator que aprecio muito) e o veterano do primeiro filme Ving Rhames. Adicionamos Alec Baldwin e parece que temos realmente uma boa fita de ação/espionagem dos anos 90.

As locações variadas (Marrocos, Áustria), os planos mirabolantes e um vilão ameaçador (Sean Harris) completam o pacote. Um dos filmes mais divertidos que assisti nos cinemas. Estou pronto para um sexto filme.

OBS - Parabéns para o excelente trailer do filme que pouco revelava sobre as cenas de ação e as surpresas do filme. Vivemos em uma época de trailers mal-feitos que revelam praticamente todas as cenas de ação dos filmes - tenho muitas críticas em relação a como essa mídia de divulgação, que gosto tanto, vem sendo tratada. Mas, no caso deste MISSÃO IMPOSSÍVEL, o trailer é preciso e bacana.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Missão Impossível - Protocolo Fantasma (Mission Impossible - Ghost Protocol, 2011)



Diverti-me demais assistindo a mais nova aventura do agente Ethan Hunt. A quarta missão impossível de Tom Cruise tem uma trama bem bobinha, mas perfeita para um entretenimento desse calibre. Legal também foi o respeito aos filmes anteriores do agente, ligando algumas tramas, revisitando personagens antigos. Isso sem falar nas maravilhosas locações do filme: Rússia, Emirados Árabes Unidos e Índia. Um destaque para as cenas no país árabe, com direito a uma eletrizante perseguição durante uma tempestade de areia e cenas sensacionais no hotel Burj Khalifa.  

Sem querer ficar nas comparações, mas este é o filme mais legal da série desde o primeiro (dirigido pelo Brian De Palma, lembram?). Teve gente que reclamou dos exageros, mas isso é coisa de crítico bitolado, que parece incapaz de embarcar num divertimento ligeiro e competente como esse. Adorei o filme, me diverti horrores e já espero pelo quinto filme.

A Segunda Estrela do Filme: Jeremy Renner


É comum após uma indicação ao Oscar a carreira de um ator dar uma decolada. Entretanto, não me lembro de nenhum caso tão impressionante quanto o de Jeremy Renner, que vem encestando filmaço atrás de filmaço, além de colecionar boas atuações em filmes divertidos. Foi uma produção muita elogiada, com mais uma atuação indicada ao prêmio da Academia (Atração Perigosa), dois blockbusters sensacionais (MI4 e Os Vingadores – cujo  texto será publicado em breve aqui) e uma superprodução encabeçada por ele para sair este ano: O Legado Bourne.

Um cara que começou com participações em seriados, fez um filme de serial-killer desconhecido por essas bandas (Dahmer) e encabeçou um filme pequeno que se tornou sensação (Guerra ao Terror), Renner parece ter o toque de Midas na escolha de seus próximos papeis. E é incrível como ele é um ator magnético, muito expressivo. Mesmo com personagens secundários nas grandes produções recentes, Renner traz empatia e interesse em seu personagem. É aquele cara que aproveita qualquer chance dada a ele e faz seu melhor em todos os papeis que ele pega. Por isso, vem crescendo minha admiração e respeito por esse artista, de tal forma que um filme que eu considerava boicotar (O Legado Bourne) será aguardado ansiosamente por mim, em razão deste grande intérprete. Fiquem abaixo com o trailer do próximo filme de Renner.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Firma

A Firma (The Firm, 1993) é um ótimo thriller dirigido pelo mestre Sydney Pollack, falecido em 2008. Um time de estrelas dá vida aos personagens imaginados por John Grisham, escritor especializado em romances que tratam sobre o mundo dos advogados.

Mitch McDeere (Tom Cruise) acabou de se formar na faculdade de direito de Harvard. Trata-se de um rapaz brilhante e ambicioso, que se formou entre os melhores de sua turma; por esse motivo, Mitch recebe o convite para trabalhar em várias empresas de advocacia, porém uma empresa o chama a atenção: a firma Bendini, Lambert e Locke é pequena e fechada, porém eles fazem uma oferta irrecusável a Mitch, que embarca com sua esposa (Jeanne Tripplehorn) para Memphis, onde inicia seus trabalhos.

No início, Mitch está muito entusiasmado com a firma, trabalhando incessantemente com o seu mentor lá dentro, Avery Tolar (Gene Hackman). A Bendini, Lambert e Locke é uma empresa especializada em direito tributário com clientes muito importantes. Aos poucos, Mitch mostra os motivos de ele ter sido um dos primeiros de sua turma.

Contudo, o equilíbrio se desfaz quando dois advogados da firma morrem de maneira misteriosa. Mitch, inicialmente, não se importa com isso, porém uma série de ocorrências e um encontro com um agente do FBI (Ed Harris) irão contribuir para que Mitch comece a investigar os podres da firma, que possui ligações com a Máfia e aparenta estar envolvida em casos de assassinato e corrupção.


A Firma possui uma história envolvente com direção segura de Pollack. O elenco inclui, além dos já citados, vários outros grandes atores: Holly Hunter, Hal Holbrook, Gary Busey, Tobin Bell e Steven Hill. O legal é que além de Steven Hill, outro ator da série Lei e Ordem participa do filme: Paul Sorvino. Coincidência ou não, vale pelo menos um comentário, pois Lei e Ordem é uma série jurídica, que iniciou mais ou menos naquela época, 1990.


Um detalhe que me agradou na produção foi a trilha sonora composta e interpretada por Dave Grusin que já colaborou com Pollack na trilha sonora de Os Três Dias do Condor, Totsie e outros filmes do diretor. Aqui, ele entrega um jazz muito atraente que combinou com a história e o tom de investigação/perseguição que predomina no filme.


A Firma é interessante também por seu melhor que a obra original. Eu recentemente li o original e, apesar da trama envolvente, odiei o desfecho escrito por Grisham. No filme, a conclusão da história é mais inteligente e divertida, superando o material original.


Gostaria de destacar também uma cena que eu adorei: perto do final, quando Mitch está fugindo dos capangas da firma, ele está numa espécie de bondinho enquanto o assassino interpretado por Tobin Bell o vê e começa a correr atrás do bondinho. Essa seqüência me agradou muito por sua montagem ágil e envolvente aliada à trilha sonora bacana.


A Firma é uma obra muito interessante que me agradou profundamente. Se tiver oportunidade e gostar de thrillers bem feitos, assista a esse filme que concorreu a dois Oscars: melhor atriz coadjuvante (Holly Hunter, com seu sotaque sulista perfeito) e melhor música original.


John Grisham e o cinema


O escritor John Grisham já teve vários de seus livros adaptados para o cinema, sendo que o primeiro deles foi justamente A Firma. Depois desse, O Dossiê Pelicano, O Cliente, Tempo de Matar, O Segredo (não é o de auto-ajuda!), O Homem que fazia Chover, O Júri e, por incrível que pareça, Um Natal Muito, Muito Louco!


Por escrever histórias envolventes sobre, principalmente, o mundo dos advogados, podemos esperar mais adaptações envolvendo outros livros dele, com O Advogado, O Recurso e várias outras histórias que, muito provavelmente, se tornarão filmes, sendo estes bons ou ruins.