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domingo, 1 de dezembro de 2013

Sem Dor, Sem Ganho (Pain and Gain, 2013)

2013 vem sendo um ano muito bom para a sétima arte, recheado de belas surpresas - como esse mais novo filme de Michael Bay, ponto alto em sua fraca filmografia. A história real do personal trainer que resolve, com dois comparsas, roubar todas as posses de um cliente suspeito e bastante babaca da academia onde trabalha é um dos exemplos mais impressionantes de como a estupidez humana pode ir longe.

Parabenizo Michael Bay por certas escolhas bastante acertadas em sua obra, como o clima ensolarado do filme, a edição frenética e cheia de graças, os exageros condizentes com a trama absurda - tudo muito adequado com a loucura do golpe e seu desenlace. Além dessas decisões do diretor, seu elenco não o deixa na mão com atuações incríveis de Mark Wahlberg, Dwayne Johnson, Anthony Mackie e Tony Shalhoub.

A grande sacada da obra está no equilíbrio entre os vários gêneros presentes, especialmente a comédia e o drama. Em certos momentos, lembrei-me do clássico Um Dia de Cão, de Sidney Lumer (vide a crítica aqui) - o público cria uma empatia pelo antagonista e seu plano fantasioso, apesar da questionável maneira como esses "inocentes vilões" tentam atingir seus objetivos. E, tal como no clássico setentista,o epílogo é como um soco de realidade, nos fazendo acordar dos delírios do protagonista na base do choque. Sem nenhuma dúvida, uma bela surpresa vinda desse diretor e fica-se na torcida para que o nível de seus próximos filmes não caia.

sábado, 1 de junho de 2013

À Beira do Abismo (Man on a Ledge, 2012)




Tenho uma leve birra com o ator Sam Worthington - por isso minha má vontade com esse filme. Entretanto, superada minha limitação, confesso que gostei bastante de À Beira do Abismo, um correto thriller sobre um homem que resolve se jogar de um prédio em New York e a negociação da polícia para evitar que o mesmo efetive sua ameaça. Não há novidades, mas o elenco bem dirigido e a trama redondinha ajudam a entreter. Sem falar na presença de dois atores que sempre gostei: Ed Harris (sempre executando bem um papel de canalha) e o sumido William Sadler (o vilão do divertido Duro de Matar 2). Trata-se de um filminho curto, sem surpresas ou grandes destaques, mas que entretém de maneira eficiente. Se for passar o sábado em casa, é uma boa pedida para esquecer o mundo por pouco mais de uma hora e meia.

sábado, 6 de março de 2010

Somos Marshall (We are Marshall, 2006)


Filmes com temática esportiva não são novidade em Hollywood. Todo ano, pelo menos 3 filmes com um roteiro calcado em esportes são lançados em mercado norte-americano. Lá, tais filmes fazem bastante sucesso, porém por aqui a coisa funciona diferente: os filmes, geralmente, não são lançados em nossas salas de cinema, chegando diretamente para as prateleiras das locadoras.

Somos Marshall teve o mesmo destino: a Warner mandou-o direto para as telinhas. Mas vejam bem, isso não é um defeito; comento isso, só para vocês terem uma idéia de como o cinema pode, muitas vezes, ser injusto. Somos Marshall é um filmaço, um drama muito bonito e tocante, baseado num episódio real ocorrido nos EUA no início da década de 70.


O filme apresenta a história de um acidente de avião que vitimou o time de futebol americano da Universidade de Marshall. Apenas um dos técnicos e 4 jogadores conseguem escapar por não terem embarcado no avião. A partir desse desastre, o reitor da Universidade (David Strathairn), devido às pressões de um dos jogadores que escapou (Anthony Mackie), resolve remontar o time do zero.


É claro que essa não será uma tarefa nada fácil, pois além de não possuir o apoio da cidade, que está sofrendo com a morte de seus filhos, nenhum treinador aceita o cargo vazio. Após diversas tentativas, o diretor da faculdade encontra-se com o treinador Jack Lengyel (Matthew McConaughey) que topa treinar o time.


A primeira vista, parece que estamos diante de mais um amontoado de clichês reunidos num dramalhão ordinário. Contudo, apesar de em alguns momentos o filme pecar pelo drama excessivo, Somos Marshall está longe de ser uma obra chata e pretensiosa. Trata-se de um filme comovente e que chega a subverter alguns clichês em certos momentos.


Uma das minhas maiores surpresas em Somos Marshall foi saber que a direção do filme ficou por conta do questionável McG, que nunca fez filmes que me agradaram muito. Esse drama é, de longe, o melhor filme dele até agora.


Somos Marshall conta com um bom elenco (principalmente McConaughey e Mackie) e uma bela trilha sonora. Um filme correto e bonito sobre um episódio muito triste do futebol americano. Assista e se emocione.