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sábado, 1 de junho de 2013

À Beira do Abismo (Man on a Ledge, 2012)




Tenho uma leve birra com o ator Sam Worthington - por isso minha má vontade com esse filme. Entretanto, superada minha limitação, confesso que gostei bastante de À Beira do Abismo, um correto thriller sobre um homem que resolve se jogar de um prédio em New York e a negociação da polícia para evitar que o mesmo efetive sua ameaça. Não há novidades, mas o elenco bem dirigido e a trama redondinha ajudam a entreter. Sem falar na presença de dois atores que sempre gostei: Ed Harris (sempre executando bem um papel de canalha) e o sumido William Sadler (o vilão do divertido Duro de Matar 2). Trata-se de um filminho curto, sem surpresas ou grandes destaques, mas que entretém de maneira eficiente. Se for passar o sábado em casa, é uma boa pedida para esquecer o mundo por pouco mais de uma hora e meia.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Avatar (2009)


Fica difícil comentar sobre um filme que já foi assistido por todo mundo! Exageros à parte, acredito que todo mundo, pelo menos, já ouviu falar sobre o novo filme de James Cameron. Por essa razão, não vou perder tempo falando sobre a sinopse da história; nessa postagem, focarei sobre as qualidades e os defeitos do filme, uma análise breve sobre o mais novo fenômeno do cinema americano.


Avatar é um filme de cunho ecológico, ou seja, algo extremamente atual, se levarmos em conta a Cúpula de Copenhague e as discussões sobre bicombustíveis. Em época de concursos e vestibulares, é primordial sabermos sobre Aquecimento Global, Efeito Estufa e vários outros tópicos de suma importância para entendermos a realidade de nosso planeta. Nesse sentido, Avatar é uma obra que define o espírito de nossa época; James Cameron conseguiu mostrar (através da fantasia, obviamente) as preocupações e discussões dessa geração.


Outro aspecto interessante a ser analisado sobre Avatar é a criação de um material original pelas mãos de Cameron (apesar das acusações de plágio levantadas durante 2009). O roteiro de Avatar tem dois triunfos: trata-se de uma história original e é atual. Contudo, o desenrolar da trama possui vários clichês, tornando a película mais previsível e boba. Esse é o pior defeito de Avatar: seu roteiro boboca.


Partindo para os aspectos técnicos do filme, eu adorei a escolha do elenco, especialmente Zoe Saldana e Stephen Lang. Eu não sou muito fã do Sam Worthington, porém ele não está ruim como o protagonista Jake Sully.


É incrível como a tecnologia 3d salva o filme da mediocridade. Afinal, se não fosse em 3d, Avatar seria uma fantasia comum e sem grandes atrativos. O filme é longo e tem uma edição deveras lenta. Mas, se você nunca assistiu a um filme 3d, você deveria conferir Avatar nos cinemas, pois a tecnologia é muito bacana.


Acabo de ver no site Omelete que Avatar já ultrapassou 2 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais. Isso é um fato extremamente interessante, pois a mensagem ecológica de Avatar foi passada para muitas pessoas (antes que me perguntem, eu não sou um militante das questões ecológicas do planeta!).


O filme dá um show em seus detalhes técnicos, sendo previsível sua supremacia nessas categorias do Oscar. Por mim, o filme levaria os seguintes prêmios: melhor diretor, melhor fotografia e melhores efeitos visuais. Eu não acho que o filme mereça mais do que isso, todavia eu não ficarei surpreso se a obra levar o prêmio de melhor filme.


O fato, meus amigos, é que eu não me impressionei com Avatar. É um filme muito belo, porém não passou disso. Merece ser assistido, porém não merece ser cultuado e não é um clássico. É apenas um filme bonito.