domingo, 21 de agosto de 2016

Pôster: Lo and Behold, Reveries of the Connected World


Sem previsão que eu consiga encontrar esse documentário do mestre Werner Herzog tão cedo para assistir, mas vamos combinar: que maravilha de pôster! Lembrando muito a capa do último cd da banda Liars (clique aqui pra ver a belezura), esse cartaz teria um espaço cativo na parede da minha casa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dois Caras Legais (The Nice Guys, 2016)



Cheguei a esboçar, no início deste ano, uma lista de filmes mais esperados de 2016 para eu postar por aqui. Era uma lista até que bacana, principalmente por fugir de algumas escolhas óbvias (sim, eu ainda estou excitado pelo novo filme do Nicolas Cage dirigido pelo Mario Van Peebles). Lá pelo sexto lugar, estava THE NICE GUYS.

Quem acompanha este blog, já sabe que eu sou fã das fitas de dupla policial - meu subgênero favorito dentro do cinema de ação. E um novo filme, dirigido pelo escritor do clássico Máquina Mortífera - Shane Black - não escaparia da minha esfera de atenção, sob nenhuma hipótese. Mesmo que Shane Black tenha dirigido o fraco terceiro capítulo da franquia Homem De Ferro, ele tem créditos de sobra comigo por seu currículo pregresso. E considerando que ele também escreveria seu novo trabalho, não pude conter alguma expectativa. 

E o que eu achei do filme? Extremamente divertido. THE NICE GUYS resgata o que o subgênero traz de melhor: as cenas de ação eficientes, diálogos inspirados, personagens interessantes e uma incrível dinâmica entre seus protagonistas. Neste caso, Russell Crowe e Ryan Gosling entregam performances ótimas, apesar de em alguns momentos a preguiça do personagem de Crowe parece ser genuína de sua atuação. Já Gosling entrega um personagem cômico/trágico, na medida certa. Essa dupla me lembrou muito a dobradinha Bruce Willis/Damon Wayans de O Último Boy Scout - dupla criada pelo mesmo Shane Black.


Aliás, ele não traz nenhum tipo de inovação, mas certamente apresenta um entretenimento bem feito e sem a preguiça de seu filme anterior. Em certos momentos, a melhor coisa é fazer o que se sabe de forma competente, sem muitas firulas ou falsidades.

Aliado a boa performance de seus protagonistas, Black situou seu filme nos anos 70, dando todo um charme visual para THE NICE GUYS. O filme escapa do moralismo babaca que afeta muito filme atual, servindo como um bom entretenimento adulto. A trama, apesar de boboca, é situada no mundo da pornografia e corrupção em Detroit, contendo até algumas mensagens mais profundas sobre a falência que Detroit, outrora cidade promissora dos EUA, viria a enfrentar futuramente. Ter esse contexto histórico mais profundo só prova que Shane Black cuidou de seu roteiro, como ele não fazia desde os anos 90. 

Com os cinemas sendo dominados pelos blockbusters, a oportunidade de se assistir filmes de duplas policiais, um simples filme de dupla policial, é cada vez mais raro. THE NICE GUYS funciona, mesmo com seus pequenos defeitos, e com certeza terá um espacinho na minha filmoteca. 

domingo, 7 de agosto de 2016

Last Girl Standing (2015)



A experiência com o cinema de horror indie pode ser bem "traumática". Muitas boas ideias expressas em excitantes sinopses se perdem em longas arrastados e chatos, aquelas típicas fitas que assistíamos com a teclinha "fast-forward" apertada. Logicamente, muitos filmes escapam dessa infame experiência, mas isto não significa que eu não encare esses filmes com alguma apreensão.

Assim, quando o filme é bom, a baixa expectativa é sempre recompensadora. Foi o caso de LAST GIRL STANDING, um eficiente slasher com uma premissa bacana - quais os traumas enfrentados por uma sobrevivente de um ataque de um maníaco? 

Apesar de ter um desenrolar bastante previsível, LAST GIRL STANDING entrega um divertimento eficiente e honesto, que conseguiu me prender o suficiente. Eu tinha colocado o filme pra passar enquanto fazia outras atividades, acabei paralisando tudo e apenas assistindo a obra. Não reserva nada de novo, mas agrada, principalmente se você for fã do gênero.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cannes e a seleção de filmes

"Pois uma seleção não é um passeio salutar. Os filmes chegam, cada vez mais numerosos, cada vez mais diversos. É preciso aceitar visioná-los em um tempo cada vez mais curto. Transformar em atividade profissional o que deve continuar a ser um prazer e uma paixão. Não se pode conceder o tempo para degustar uma obra no ritmo que esta merece. É preciso dar uma reposta. Justificar-se, tranquilizando os autores decepcionados, resistir a produtores que nunca desistem. Ano sim, ano não, os grandes cineastas não filmaram. Angústia. Procura-se desesperadamente uma substituição. Já se ouvem os comentário: "Veja! Cannes não é mais Cannes". O ano seguinte, apreensão, a abundância de nomes célebres vai limitar o espaço para desconhecidos. Imagina-se o discurso: "Estava fácil demais!". Sem dúvida, vossa senhoria, mas um Fellini menor sempre será preferível a um esforçado que se superou. Além disso, se são sempre os mesmos aceitos, é porque fazem realmente os melhores filmes."

Trecho do livro Cidadão Cannes, de Gilles Jacob, publicado pela Companhia das Letras (2010).