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domingo, 7 de agosto de 2016

Last Girl Standing (2015)



A experiência com o cinema de horror indie pode ser bem "traumática". Muitas boas ideias expressas em excitantes sinopses se perdem em longas arrastados e chatos, aquelas típicas fitas que assistíamos com a teclinha "fast-forward" apertada. Logicamente, muitos filmes escapam dessa infame experiência, mas isto não significa que eu não encare esses filmes com alguma apreensão.

Assim, quando o filme é bom, a baixa expectativa é sempre recompensadora. Foi o caso de LAST GIRL STANDING, um eficiente slasher com uma premissa bacana - quais os traumas enfrentados por uma sobrevivente de um ataque de um maníaco? 

Apesar de ter um desenrolar bastante previsível, LAST GIRL STANDING entrega um divertimento eficiente e honesto, que conseguiu me prender o suficiente. Eu tinha colocado o filme pra passar enquanto fazia outras atividades, acabei paralisando tudo e apenas assistindo a obra. Não reserva nada de novo, mas agrada, principalmente se você for fã do gênero.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Dia do Terror (Valentine, 2001)




Há 11 anos, chegava aos cinemas uma aposta de um novo slasher, que parecia resgatar o estilo das melhores obras do gênero, como Sexta-Feira 13 e Hallowenn: trata-se de O Dia do Terror um relativo fracasso para o estúdio Warner – mal conseguindo ultrapassar seu orçamento com a bilheteria - sendo rapidamente ignorado e esquecido pelo público. Eu mesmo só fui lembrar-me do filme no último domingo, ao notá-lo em um canal da tv paga.

O que me fez assistir ao filme foi curiosidade, principalmente por já ter conferido meia hora de projeção há alguns anos. Como morreriam as garotas que humilharam um rapazote num baile de colegial, mais de dez anos após negarem uma dança ao moleque? Pois é, essa é a sinopse do filme: a vingança de um homem, humilhado na infância, contra um bando de mulheres que se recusaram a dançar com ele.

É até uma sinopse interessante, com a primeira cena do filme sendo esse fatídico baile. Tudo copiadíssimo do clássico Carrie. E bacana que o roteiro mostra as mesmas meninas que humilharam o menino sofrerem nos dias atuais por não acharem parceiros amorosos adequados. A negativa ao nerd no início da vida delas custou-lhes o sucesso no amor e a própria vida. Que moleque com santo forte!
 

Brincadeiras à parte, O Dia do Terror acompanha essas moças sendo sumariamente eliminadas por um assassino mascarado que tudo indica ser o garoto do início da película. Ele usa facas, arco e flecha, ferro de passar, furadeiras e várias formas criativas e cruéis de despachar suas vítimas.

O problema é que por mais odiosa que sejam suas vítimas, o assassino simplesmente é muito fraco. Não provoca medo, tensão, simpatia – nada! E essa indiferença com os personagens é o que estraga O Dia do Terror. O portador da máscara é descoberto lá pela metade da película, o destino de quem morre e quem sobrevive também não é uma surpresa e, eventualmente, a única coisa esperada é o fim da obra mesmo.

O filme conta com alguns personagens que só aparecem pra serem mortos mesmo, além de um péssimo humor, com ceninhas e falas engraçadinhas, que realmente aborrecem. Talvez, fui eu mesmo que não percebi que a obra inteira era uma grande piada.

Honestamente, só vejo os fãs mais ardorosos de slashers curtindo um filmeco como esse. Não é à toa que se tornou esquecida e permanecerá assim, enquanto ainda tivermos algum gosto.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

The Maze (2010)


Gostaria de entender a cabeça de certos diretores e produtores. Para que levar uma obra adiante se o seu roteiro é uma porcaria completa? Para que continuar uma filmagem se os seus atores são extremamente ruins? Por que filmar um filme de terror absolutamente previsível e chato, cheio de clichês e com uma tentativa de reviravolta na trama tão patética que chega a dar pena? Enfim, são muitas as perguntas envolvendo o porquê de obras como The Maze existirem; infelizmente, elas estão por aí, e cabe a nós, cinéfilos, assisti-las e alertar os incautos da ruindade da fita.


The Maze (traduzindo: O Labirinto) é um filme de terror, do subgênero slasher (filmes onde se tem um maníaco assassino perseguindo e eliminando o elenco com doses acentuadas de violência). Quando bem feitos, os slasher nos trazem, pelo menos, diversão. A maioria, no entanto, se beneficia de um belo elenco feminino para compensar a falta de inteligência com moças em roupas mínimas. The Maze não consegue ser divertido e não traz o elemento nudez em seus arrastados 90 minutos de duração, tornando a obra numa enrolação incrível e aborrecida, sem mérito algum (a não ser, talvez, quando ela finalmente termina).


5 jovens resolvem entrar num milharal em forma de labirinto no meio de uma noite fria (pois é, deem um desconto para a falta de inteligência dos personagens, senão vocês simplesmente não irão assistir o filme). No labirinto mora um maluco com uma capa vermelha que irá matar cada um destes jovens com suas armas perfurantes e até uma pequena guilhotina artesanal (a única ideia interessante do filme, diga-se de passagem).


Bem, além da trama manjada e desinteressante, vamos falar do que me chamou a atenção negativamente: o visual do assassino é bastante questionável. Tudo bem que na capa do dvd, o vermelho da capa do maníaco com o milharal amarelado criou um efeito bacana. Contudo, no filme em si, o visual é meio ridículo, pois escolheram um ator fraco e magrelo para ser o bandido, parecendo, em muitos momentos, uma criança com capa de chuva em época de carnaval.


Voltando à previsibilidade da película, devo dizer que, para os acostumados com filmes do gênero, será muito fácil descobrir a ordem de mortes dos personagens. Isso sem falar na já comentada tentativa de reviravolta após uma hora de projeção, que tenta soar ímpar e inteligente, mas só consegue ser forçada e boba.


The Maze é também adepto da irritante mania de assustar pelo aumento súbito de sua trilha incidental (muito medíocre, por sinal), recurso utilizado amplamente por realizadores que não conseguem criar o mínimo de suspense com seus atores e com o roteiro que tinha em mãos. Ah! E como esquecer as cenas de morte que não conseguem nem ao menos transmitir agonia para o pobre expectador?

Em The Maze nada funciona. Não consigo imaginar um motivo sequer para indica-lo a qualquer pessoa. Talvez, durante uma maratona de filmes de terror que você vá fazer com seus amigos, The Maze sirva como aquele filme que quebra a tensão – um filme para se deixar rodando no dvd player enquanto o riso e a conversa rolam soltos sobre um filmaço que vocês viram antes. Porque um filme como The Maze não merece ser visto por ninguém, de verdade. Que continue inédito no Brasil!

O que The Maze quer ser quando crescer?