Mostrando postagens com marcador Ryan Gosling. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ryan Gosling. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dois Caras Legais (The Nice Guys, 2016)



Cheguei a esboçar, no início deste ano, uma lista de filmes mais esperados de 2016 para eu postar por aqui. Era uma lista até que bacana, principalmente por fugir de algumas escolhas óbvias (sim, eu ainda estou excitado pelo novo filme do Nicolas Cage dirigido pelo Mario Van Peebles). Lá pelo sexto lugar, estava THE NICE GUYS.

Quem acompanha este blog, já sabe que eu sou fã das fitas de dupla policial - meu subgênero favorito dentro do cinema de ação. E um novo filme, dirigido pelo escritor do clássico Máquina Mortífera - Shane Black - não escaparia da minha esfera de atenção, sob nenhuma hipótese. Mesmo que Shane Black tenha dirigido o fraco terceiro capítulo da franquia Homem De Ferro, ele tem créditos de sobra comigo por seu currículo pregresso. E considerando que ele também escreveria seu novo trabalho, não pude conter alguma expectativa. 

E o que eu achei do filme? Extremamente divertido. THE NICE GUYS resgata o que o subgênero traz de melhor: as cenas de ação eficientes, diálogos inspirados, personagens interessantes e uma incrível dinâmica entre seus protagonistas. Neste caso, Russell Crowe e Ryan Gosling entregam performances ótimas, apesar de em alguns momentos a preguiça do personagem de Crowe parece ser genuína de sua atuação. Já Gosling entrega um personagem cômico/trágico, na medida certa. Essa dupla me lembrou muito a dobradinha Bruce Willis/Damon Wayans de O Último Boy Scout - dupla criada pelo mesmo Shane Black.


Aliás, ele não traz nenhum tipo de inovação, mas certamente apresenta um entretenimento bem feito e sem a preguiça de seu filme anterior. Em certos momentos, a melhor coisa é fazer o que se sabe de forma competente, sem muitas firulas ou falsidades.

Aliado a boa performance de seus protagonistas, Black situou seu filme nos anos 70, dando todo um charme visual para THE NICE GUYS. O filme escapa do moralismo babaca que afeta muito filme atual, servindo como um bom entretenimento adulto. A trama, apesar de boboca, é situada no mundo da pornografia e corrupção em Detroit, contendo até algumas mensagens mais profundas sobre a falência que Detroit, outrora cidade promissora dos EUA, viria a enfrentar futuramente. Ter esse contexto histórico mais profundo só prova que Shane Black cuidou de seu roteiro, como ele não fazia desde os anos 90. 

Com os cinemas sendo dominados pelos blockbusters, a oportunidade de se assistir filmes de duplas policiais, um simples filme de dupla policial, é cada vez mais raro. THE NICE GUYS funciona, mesmo com seus pequenos defeitos, e com certeza terá um espacinho na minha filmoteca. 

sábado, 19 de março de 2016

A Grande Aposta (The Big Short, 2015)



Março tá meio parado por aqui, não? Por isso, mando um texto rapidinho de A GRANDE APOSTA, um dos indicados ao Oscar de melhor filme da última edição, que levou o (justo) prêmio de roteiro adaptado. Dirigido por Adam McKay, cuja filmografia predomina boas comédias (como O Âncora), a temática da obra é sobre a grave crise financeira iniciada no mercado imobiliário norte americano e alguns personagens reais que enxergaram as falhas e apostaram contra o sistema.

Não é um filme fácil de se assistir. Mesmo com o tom de humor que predomina durante a projeção, é uma obra por vezes difícil de se acompanhar. Mas o esforço é válido, principalmente com as vinhetas e participações especiais surpreendentes que permeiam a obra. Além disso, o filme inteiro tem uma edição frenética, quase escalafobética, que exprime a loucura do mercado financeiro, de uma maneira geral. 

E o risco de dar errado e o filme se restringir a uma aula mais moderninha de Telecurso, módulo economia, é afastado com performances acima da média de um elenco muito bem escolhido. Christian Bale e Brad Pitt se destacam, mas eu amei o trabalho de Steve Carrell - complexo, nervoso e passional. 

O tom ácido do filme também ajuda - é como se McKay tivesse noção de todo o drama da crise imobiliária (pessoas perdendo seus imóveis, desemprego, empresas inteiras falindo), mas observasse tudo isso com um riso irônico e ácido no canto da boca. Eu gostei muito, mas tenho noção de que este é um daqueles "ame ou odeie". De qualquer forma, é um filme que merece ser visto, nem que seja para se conhecer um pouco mais sobre o funcionamento da caótica economia mundial.

domingo, 4 de outubro de 2015

Um Crime De Mestre (Fracture, 2007)

Thriller bem basicão, na linha de um episódio regular de Lei E Ordem. Há suas doses de reviravoltas e a dupla Anthony Hopkins e Ryan Gosling mandam bem nas interpretações, eficientes. Dirigido pelo mesmo diretor de As Duas Faces de Um Crime, difícil não lembrar da superioridade da obra dos anos 90 em relação a este filme. Não temos um roteiro tão interessante ou atuações refinadas, mas o clima de suspense se mantém durante a projeção. 

Uma coisa que me chamou a atenção foi o fato desta produção ter sido um produto da Castle Rock Entertainment. Desde mais novo, costumava memorizar a vinheta dessas produtoras, um mero exercício bobo. Contudo, resolvi dar uma pesquisada nos filmes que essa produtora já colocou no mercado e percebi que essa distribuidora povoou as locadoras com sua parceria com a Warner - lembro de filmes como Miss Simpatia, Crime em Palmetto, Pluto Nash e outras obras que me recordo de ter assistido num passado remoto, mas não saberia dizer minha opinião sobre elas... De alguma maneira, rever a vinheta dessa produtora despertou alguma nostalgia em mim.

Retomando: para quem gosta de filmes de tribunais, UM CRIME DE MESTRE reserva minutos de entretenimento, principalmente no seu epílogo. Mas há um leve gosto de Supercine, no final das contas (o que não considero ruim, mas sei que estou sozinho nessa).