sábado, 20 de junho de 2015

Coração Valente (Braveheart, 1995)


A lista de filmes clássicos que eu não assisti pode assustar os cinéfilos de carteirinha, principalmente pelos títulos tidos como essenciais para qualquer amante de cinema. Pessoalmente, não fico neurótico com isso, mas tenho um sentimento de "trabalho concluído" quando assisto alguns desses clássicos.

CORAÇÃO VALENTE era um desses filmes que tive diversas oportunidades de assistir,  um sem número de vezes. Já era familiar com a trama e algumas cenas clássicas como o discurso do personagem principal, que provoca arrepios em qualquer situação que eu acabe por assistir novamente. Estava na hora de conferir o filme completo.

E o que temos é um épico dos bons: CORAÇÃO VALENTE é um daqueles raros filmes absolutamente inspiradores e motivacionais, cujo desfecho nos toca e desperta uma vontade de sair por aí de kilt e espada nas regiões montanhosas da linda Escócia. As cenas de batalha são espetaculares, os diálogos são inesquecíveis e as atuações são sensacionais. 


A direção de Mel Gibson é interessante e este é seu melhor filme como diretor. É verdade que o filme contém vários fatos históricos incorretos, mas eu pouco me importo quanto a isso, especialmente porque o cinema não é substituto de uma aula de história, mas um combustível para nos instigar a estudar a matéria. O que me incomoda na direção e roteiro é a vontade de tornar o protagonista numa espécie de cristo escocês, um tema de fascínio para GIbson, que filmaria sua própria versão da história de Jesus muitos anos mais tarde. 

As maravilhosas paisagens, as batalhas violentas e brutais, a trilha sonora inesquecível James Horner (que, no mesmo ano tinha composto outra trilha espetacular - do filme Apollo 13), a fotografia... CORAÇÃO VALENTE é um clássico do cinema moderno. Para ser assistido quando nos esquecemos de como algumas pessoas tiveram vidas extraordinárias e como podemos tomar inspiração frente ao opressivo e medíocre cotidiano que muitas vezes enfrentamos.

domingo, 14 de junho de 2015

Com As Próprias Mãos (Walking Tall, 2004)


Já que estamos nessa pegada The Rock, nada melhor do que escrever sobre o meu filme preferido dele: COM AS PRÓPRIAS MÃOS é um exemplar de filme de ação pra qualquer fã daquele cinema brucutu dos anos 80 e 90 não botar defeito.

O Wrestler interpreta Chris Vaughn, militar reformado que ao retornar para sua cidadezinha, descobre que o lugar se tornou um antro de drogas, prostituição e jogatina com a instalação de um cassino por um ex-colega de Chris (Neal McDonough, sempre presente como vilão em filmes menos prestigiados de ação). Ele não tem intenção de arranjar confusão no início da película, mas uma série de circunstâncias o levarão a fazer justiça COM AS PRÓPRIAS MÃOS (não resisti ao péssimo trocadilho, que certamente foi utilizado quando exibido no Domingo Maior ou alguma dessas sessões de filme das tvs abertas). 

Vamos lá, vocês não esperam um filme brilhante e dramático. COM AS PRÓPRIAS MÃOS entrega cinema de ação básico e sem frescuras, com algumas doses de comédia pelo parceiro de The Rock, o carismático Johnny Knoxville. Não existem atuações marcantes, mas já podemos perceber o carisma de The Rock, que segura muito bem o filme como protagonista. 


O forte aqui são as cenas de briga, com The Rock extremamente truculento em algumas delas. A cena em que ele entra no cassino com uma ripa de madeira e destrói quase tudo pelo seu caminho é um espetáculo. Esqueça as tentativas fúteis de aprofundar alguns personagens como Knoxville ou o sobrinho do protagonista: o valor do filme está em fazer muito bem feito o básico dos saudosos filmes de ação - tramas simples, protagonistas carismáticos e cenas bem filmadas de ação.

Depois deste filme, The Rock teve uma carreira irregular no cinema de ação, participando de bombas como Doom, mas variando bastante nos gêneros e mantendo sempre o carisma - encabeçou alguns filmes da Dsiney. Chegou a voltar a lutar como wrestler e entrou muito bem para uma franquia de sucesso (Velozes e Furiosos). Ainda espero que The Rock protagonize mais filmes de ação como COM AS PRÓPRIAS MÃOS - uma obra que sempre me deixa de bom humor nos dias mais chatos. O filme gerou, até onde sei, mais duas continuações de baixo orçamento com o também carismático Kevin Sorbo como o protagonista. Cheguei a assistir o terceiro filme da série e lembro de ter gostado e resenhado o filme em meu finado blog. Assim que eu cruzar com essas continuações, vou resenhar aqui no blog. 

sábado, 13 de junho de 2015

San Andreas (2015)



Dwayne "The Rock" Johnson está para o mundo do cinema atual assim como Dave Grohl (vocalista da banda Foo Fighters) está para o mundo da música atual. Ambos são competentes no que fazem, não sendo exatamente originais, mas fazendo o básico de uma maneira eficiente e competente. O grande triunfo são as ações que aproximam a personalidade do público, como Dave Grohl que, recentemente, caiu de um palco, quebrou a perna e voltou pouco tempo depois para finalizar o show ou Dwayne Johnson que participou do casamento surpresa de um fã...

Assim, fica fácil ser conquistado pelo ator, mesmo com um filme tão bobinho como SAN ANDREAS (pode esquecer o título nacional bocó). Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário: ótimas cenas de destruição em massa, bom ritmo de drama/ação/destruição e atuações que não comprometem. 

SAN ANDREAS é quase que uma refilmagem de O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, mas trocando-se a nevasca por um terremoto colossal e a inteligência do cientista Dennis Quaid pelos músculos do bombeiro Dwayne Johnson. Além de The Rock, destaco no elenco a bela Alexandra Daddario como filha do protagonista e Paul Giamatti inevitavelmente como o intelectual da trama.

A previsibilidade da trama não chegou a me incomodar, mas o final do filme, com uma toada patriota chegou a me dar ânsia de vômito. Mas fui capaz de relevar, pela diversão em geral da película. 

Temos todos os clichês do gênero e arquétipos típicos desse tipo de filme. Pessoalmente, sempre fui fã de filmes de catástrofe e o fato de termos um ator carismático como The Rock na ponta do elenco só me agrada mais. É verdade que o filme tem uma boa dose de incoerência e obviedade, mas quem se importa com isso diante de duas horas de imersão? 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Christopher Lee (1922-2015)



"Making films has never just been a job to me; it is my life. I have some interests outside of acting - I sing and I've written books, for instance - but acting is what keeps me going: it's what I do; it gives life purpose."

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015)



"What a lovely day"

Nem as mais altas expectativas poderiam me preparar para o espetáculo que eu testemunhei na telona. O novo filme do universo pós-apocalíptico de Mad Max é uma ópera ao som de gritos, explosões, motores e muita ação - ação desenfreada durante a projeção inteira. A impressão que eu tinha era a de estar sentindo a catarse que um show de uma grande banda produziria em mim, caso estivesse no palco...

A adrenalina que esse filme desperta é a mesma do primeiro filme da série, mas elevada a milésima potência. Existe a violência, a estranheza do universo, o vilão exótico e assustador (e eu quero uma máscara como a do Immortan Joe, pra ontem). E existem as cenas de ações, absolutamente inacreditáveis e espetaculares, perfeitas. 

A direção de George Miller é decisiva, porque está nítido o controle que ele tem sobre o universo absolutamente louco que ele criou. E os atores estão todos sensacionais: Tom Hardy, Nicholas Hoult e Hugh Keays-Byrne - todos incríveis - mas, concordo plenamente que a Imperatriz Furiosa interpretada por Charlize Theron é a grande personagem do filme. Inacreditável que Theron continua linda sem um braço e suja de poeira e graxa. 

Não consigo pensar em nenhum aspecto do filme que eu não tenha gostado e minha impressão é a seguinte: o novo filme da série é uma obra-prima do cinema de ação moderno. Duvido muito que algum filme irá produzir tamanha boa impressão em mim nos cinemas em 2015.