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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Top 5 Filmes de 2021

Completamente "fora do timing" da internet, resolvi compartilhar por aqui um brevíssimo ranking dos meus cinco filmes favoritos de 2021. Algumas considerações são necessárias, antes de mais nada:

- A quantidade de filmes assistido em 2021 foi bastante ridícula o que tornou a realização desta lista um pouco mais difícil. Foram MUITOS os (prováveis) bons filmes que eu deixei passar, não tenho a menor dúvida disso. 

- Infelizmente, apenas um desses filmes eu assisti numa sala de cinema propriamente dita, especialmente pela diminuição preocupante da oferta de filmes legendados na minha cidade. 

- Essa é uma lista muy dinâmica, o que significa que em 1 dia ou em 1 ano, ela provavelmente será diferente. Contudo, servirá a título de registro histórico e povoar nosso pequeno catálogo de postagens.

É isso: chega de enrolação e bora para os filmes:

5 - Invocação do Mal 3 - Eu acho a ideia desse universo de história baseado nas aventuras do casal paranormal Ed e Lorraine Warren uma excelente jogada da Warner em que todos nós ganhamos. Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam muito bem como protagonistas e o novo diretor, Michael Chaves, copia alguns maneirismo do James Wan, conseguindo manter a marca visual do idealizador desta franquia. O baseado em fatos reais serve para assustar os mais desavisados e, apesar desse marketing mais manjado, essa terceira parte diverte e continua muito bem a série de filmes. Que venha uma quarta produção!


4 - Jungle Cruise - Se Dwayne "The Rock" Johnson não maneirar na sua gimmick de "o cara mais legal de Hollywood", sua carreira de ator vai sempre esbarrar nele interpretando os mesmo papeis. Tirando isso, Jungle Cruise é uma divertidíssima aventura da Disney, do ótimo diretor Jaume Collet-Serra. Lotada de clichês e extrapolando alguns minutos além do necessário, Jungle Cruise consegue se lançar como uma potencial franquia de aventura, melhor do que todas as últimas tentativas do gênero. Além de ser um soprinho de novidade no mundo saturado de continuações e adaptações de quadrinhos dos blockbusters.


3 - Loucos por Justiça - Do fundo do meu coração, eu tenho a impressão de que o Mads Mikkelsen não tem nenhum filme ruim em sua carreira, sem brincadeira. Provavelmente estou errado, mas não consigo citar nenhum filme que eu tenha assistido com ele que eu não tenha gostado. Aqui, temos um filme de ação dinamarquês com muitas pitadas de drama e comédia, além de algumas doses de surpreendente violência. A meu ver, melhor trabalho em conjunto de elenco, Loucos por Justiça é aquele típico filme de vingança que ainda consegue surpreender. 



2 - Duna - Praticamente tudo funciona em Duna. Até pontos considerados mais sensíveis por mim (como o ator principal Timothée Chalamet) se encaixam perfeitamente nesta difícil adaptação de um livro magistral. O filme é tecnicamente perfeito e assisti-lo numa sala de cinema ajudou muito a mergulhar nesse universo futurista e macabro. Só não fica mais acima na minha lista porque é um filme que me impressiona e me arrebata muito mais do que me encanta, provavelmente pelo tom geral da obra e pela direção sempre fria de Dennis Villeneuve. 


1 - Brighton 4th - Aí sim, meus amigos! Acompanhei alguns filmes da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e nada estava realmente me impressionando ou deixando uma boa impressão. Até ter assistido a essa pérola diretamente da Geórgia (o país), um conto de um pai ainda tendo de salvar a pele de seu filho bundão apostador. Que filme maravilhoso - um mergulho no microcosmo de imigrantes do leste europeu sobrevivendo em Nova York, mantendo sua cultura viva de forma natural e bela, sem necessidade de discursos políticos rasos e aquela dosagem agridoce do politicamente correto. A última cena vai ficar na minha cabeça por longos anos, não tenho dúvidas. Um filme potente, poético e inesquecível. 

sábado, 13 de junho de 2015

San Andreas (2015)



Dwayne "The Rock" Johnson está para o mundo do cinema atual assim como Dave Grohl (vocalista da banda Foo Fighters) está para o mundo da música atual. Ambos são competentes no que fazem, não sendo exatamente originais, mas fazendo o básico de uma maneira eficiente e competente. O grande triunfo são as ações que aproximam a personalidade do público, como Dave Grohl que, recentemente, caiu de um palco, quebrou a perna e voltou pouco tempo depois para finalizar o show ou Dwayne Johnson que participou do casamento surpresa de um fã...

Assim, fica fácil ser conquistado pelo ator, mesmo com um filme tão bobinho como SAN ANDREAS (pode esquecer o título nacional bocó). Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário: ótimas cenas de destruição em massa, bom ritmo de drama/ação/destruição e atuações que não comprometem. 

SAN ANDREAS é quase que uma refilmagem de O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, mas trocando-se a nevasca por um terremoto colossal e a inteligência do cientista Dennis Quaid pelos músculos do bombeiro Dwayne Johnson. Além de The Rock, destaco no elenco a bela Alexandra Daddario como filha do protagonista e Paul Giamatti inevitavelmente como o intelectual da trama.

A previsibilidade da trama não chegou a me incomodar, mas o final do filme, com uma toada patriota chegou a me dar ânsia de vômito. Mas fui capaz de relevar, pela diversão em geral da película. 

Temos todos os clichês do gênero e arquétipos típicos desse tipo de filme. Pessoalmente, sempre fui fã de filmes de catástrofe e o fato de termos um ator carismático como The Rock na ponta do elenco só me agrada mais. É verdade que o filme tem uma boa dose de incoerência e obviedade, mas quem se importa com isso diante de duas horas de imersão? 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Midnight Express 001 - resenhas curtas




O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: Desolation of Smaug, 2013) - Desde que foi anunciado como uma triologia, mantive alguma desconfiança em relação a essa nova incursão na terra média. Gostei bastante do primeiro filme, mas esse segundo... Que decepção! Filme muito arrastado, alguns efeitos visuais questionáveis, incoerências no roteiro e uma sensação de perda de tempo. Nunca pensei que poderia pensar dessa maneira sobre um filme da saga de Tolkien, mas Peter Jackson parece estar de sacanagem conosco ao esticar sua trama absurdamente em praticamente três horas de duração. E o final, um dos piores ganchos pra continuação que eu comsigo me lembrar. Nenhuma expectativa para o próximo filme, o que talvez seja bom, considerando a decepção deste.

O Grande Herói (Lone Survivor, 2013) - Peter Berg é um dos piores diretores da atualidade. Eu até gostei de O Reino, mas seus filmes em geral são belas porcarias (Hancock, Battleship). O Grande Herói não foge a infame regra da ruindade, com uma história que poderia ser até interessante na mão de alguém menos conservador e admirador do exército como esse diretor. Péssimas cenas de ação, muito patriotismo e pouco discurso político - um filme tão raso como a cabeça dos soldados retratados. Soube que é baseado num livro, que até tenho vontade de ler. Mas sua adaptação já entra na lista dos piores deste ano.

Fuga de Nova York (Escape From New York, 1981) - Sinto o cheiro de polêmica no ar! Realmente, odiei este cultuado filme de John Carpenter. Odiei mesmo. Muito arrastado, mas com muitas ideias incríveis (Nova York como um imenso presídio, herói casca grossa de tapa olho), o maior desapontamento que tive foi justamente com o protagonista Snake Plissken, extremamente sem graça, vulnerável e nada casca grossa. Por não ter me cativado com seu protagonista, achei a sessão cansativa e sonolenta (lá pelo meio do filme, até tirei uma soneca) Destaco, porém, a espetacular trilha sonora do próprio Carpenter, o vilão interpretado por Isaac Hayes e a cena da ponte no final do filme.

Mandando Bala (Shoot'Em Up, 2007) - Não tão divertido quanto esperava, apesar dos incríveis exageros que essa palhaçada nos reserva, como cenouras sendo usadas como armas e outras bobeiras. Clive Owen e Paul Giamatti disputam o filme inteiro para ver quem é o mais canastrão, um duelo em que o público sia ganhando. Contudo, a trama tenta se complicar perto do final, com uma conspiração, mercado de armas, corrupção - muita seriedade para um filme em que o cordão umbilical de um bebê é cortado com a bala de uma arma. Mas me divertiu bastante, apesar da derrapada no final.




Confissões de Adolescente (2014) - A ideia de resgatar a série de TV era muito boa, mas a maneira juvenil como o filme é conduzido é de assustar - especialmente porque seu diretor, Daniel Filho, conhece muito bem o material original. Foram 14 mãos (segundo o filmow) para escrever um roteiro tosco, que atira para todos os lados, incoerente e que não dialoga de nenhuma maneira com o suposto público alvo. Diálogos horríveis, personagens irritantes e excesso de edição chata (janelas de facebook durante o filme, vlogs e outras "modernidades" para a cabeça dos realizadores). Parece que o filme foi escrito por um tio de bermuda Tactel que ainda fala "chuchu beleza" e pensa entender a cabeça dos jovens (e só de pensar algo assim, já denuncia a idade do infeliz). A brincadeira com a tão sacaneada série de vampiros "Crepúsculo", apesar de divertida, só revela o atraso dos roteiristas, que nem conhecem os romances preferidos da garotada atualmente. Pelo menos, o filme fica cravado em minha memória pela pior cena de sexo de todos os tempos...