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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Os Mercenários 2 (The Expendables 2, 2012)




 Eu não sou fã de comentar filmes tão recentes porque os comentários acabam se repetindo pela blogosfera e imprensa em geral. Sobre Os Mercenários 2, não há muita coisa pra dizer que já não tenha sido dita por alguém. O filme é foda, com muita ação, melhor que o primeiro filme, cheio de truculência e cenas inacreditáveis.

Simon West soube, realmente, dirigir esse filme muito bem. Trata-se do melhor filme dele, desde sua estreia com o fantástico Com Air – lá em 1997.Os Mercenários 2 tem muita ação bem filmada, explosões, corpos mutilados por balas de calibre imenso e muita porrada. Nada de edição epiléptica, o que temos aqui são cenas de luta onde os golpes são completamente visualizados, tornando tudo mais realista. West conseguiu uma redenção fantástica de sua carreira que andava bem mal.



O elenco, como sempre, está ótimo. De todos os mercenários, meu preferido ainda é o Dolph Lundgren, engraçado e letal como Gunner. O cara está muito bem nesse papel e é de longe o mais carismático. Stallone me pareceu bem envelhecido nesse filme – um ar cansado que poderia ser ou de seu personagem ou dele mesmo. Schwarzenegger e Willis, com mais tempo em cena, dão um show de diversão – são os donos da cena mais engraçada do filme, quando os dois usam um carrinho Smart para atacar uns bandidos. Sem falar que o diálogo entre os dois é cheio de brincadeiras com antigos filmes dos mesmos – sensacional!

 Outro destaque, que me impressionou positivamente, foi o novato Liam Hemsworth como o mais novo mercenário. O cara atuou bem, seu personagem é interessante e o ator parece compreender muito bem seu lugar ao lado de todas essas lendas da ação.

Van Damme está demais como o vilão. A grande pena pra mim foi seu pouco tempo em ação – eu gostaria de vê-lo em mais cenas, porque nas poucas em que aparece, ele sempre mantém uma aura de ameaça constante. Scott Adkins como seu braço direito também dá um show, mesmo tendo umas 4 falas no filme inteiro! Sem falar Adkins luta demais e o embate entre ele e o brucutu inglês Jason Statham é o melhor do filme, com um final bem violento. Se Hollywood for um lugar justo, teremos Adkins atuando e protagonizando mais filmes de ação.


Óbvio que Chuck Norris tem um parágrafo só pra ele. Porque esse cara é sensacional e toda a lenda que envolve sua pessoa é mantida no filme. A primeira cena em que ele aparece é fantástica – ele despacha uns 50 caras e um tanque! Uma pena que não estará no terceiro filme da série...

Infelizmente, um revés da produção foi seu trailer, que revelava muitas cenas de ação que seriam ainda mais bacanas se reveladas somente na sessão de cinema. Mas isso é só um detalhe. O que importa é que Os Mercenários 2 é um filmaço, divertido demais e que você precisa conferir agora. Larga o computador e vá pro cinema!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Red - Aposentados e Perigosos (Red, 2010)


Posso contar nos dedos de uma das mãos o número de vezes que fui ao cinema durante o ano passado. E, de todos os filmes do ano passado, afirmo, com folga, que Red foi o que mais me surpreendeu e me divertiu.


E como é bom quando somos surpreendidos pelas qualidades de um filme! É justo e correto afirmar que Red não traz absolutamente nenhuma novidade para o mundo do cinema. Todavia, Red apresenta um elemento raro nas superproduções hollywoodianas: um elenco perfeito e em total sintonia com o espírito da obra.


Incrível como o grupo de atores escolhidos faz seu trabalho incrivelmente bem, sem excessos ou canastrice, numa obra que poderia dar margem a estes defeitos. A estória é muito simples, sobre ex-agentes da inteligência americana que, após terem se aposentado, são ameaçados de morte em razão de um segredo de um político americano do alto-escalão.


Todos estão muitíssimo bem, mas gostaria de destacar Karl Urban, que é dos melhores atores de sua geração. Aqui, ele consegue criar simpatia num personagem que, inicialmente, sentimos raiva. Mary-Louise Park também está uma graça como a mocinha do filme.


O restante do elenco desempenha seus papeis com perfeição. Bruce Willis reprisa, de maneira eficiente, o papel de cara durão; Helen Mirren esbanja charme como uma assassina cheia de classe; Morgan Freeman é o experiente e gaiato assassino; John Malkovich é o matador pirado e paranoico; Brian Cox e Richard Dreyfuss completam esse timaço de atores. Ah! E como se esquecer de Ernest Borgnine como o guardião dos arquivos da CIA.


Red é um dos filmes mais divertidos que eu já assisti. Um exemplo perfeito de como um filme-pipoca deve ser: divertido, descompromissado e bem feito. Sem dúvida, uma surpresa muito agradável.

domingo, 3 de abril de 2011

Tiras em Apuros (Cop Out, 2010)


Quando se reúnem vários talentos num mesmo projeto, é natural que as expectativas sobre o mesmo sejam muito altas. No caso de Tiras em Apuros, uniram-se um diretor/roteirista muito talentoso, exímio criador de diálogos engraçados e inteligentes (Kevin Smith), e um grande astro de filmes de ação (Bruce Willis) para fazerem, juntos, um filme de dupla policial. O resultado é um filme divertido, com boas ideias e algumas atuações ótimas, mas que fica aquém do esperado devido os nomes envolvidos na obra.


Mas, na contramão das inúmeras críticas negativas, eu afirmo que o filme é bem legalzinho e me agradou bastante durante sua projeção. A começar por sua trama inusitada que envolve a dupla policial (Willis e o comediante Tracy Morgan) em busca de uma figurinha rara de colecionador, daqueles cards com um jogador de baseball. Eles acabam se envolvendo com um bandidão latino que adora baseball (Juan Carlos Hernández) e que está relacionado com uma série de assassinatos.

Tiras em Apuros segue a cartilha dos filmes de dupla policial, mas falha no elemento principal dos filmes do gênero: a dupla não tem entrosamento. Willis e Morgan não possuem sintonia alguma e não soam críveis como parceiros. Difícil dizer de quem é a culpa, mas acho que ela recai no roteiro, pois há poucas cenas em que você acredita numa amizade entre os dois policiais.


Mas isso não significa que os protagonistas estejam ruins. Willis não se destaca, mas Tracy Morgan está muito engraçado, especialmente nas cenas em que ele aparece sozinho (como no início do filme, quando ele arranca a confissão de um sujeito). O filme ainda traz
Kevin Pollak e Adam Brody como outra dupla policial (que em certos momentos é mais engraçada que a dupla principal) e um Seann William Scott simplesmente hilário como um bandido pé-de-chinelo que tem a mania irritante de repetir o que os outros falam; ele é o dono das melhores cenas do filme, principalmente aquela em que ele irrita Tracy Morgan no carro.



É interessante ver que este é o primeiro filme dirigido por Kevin Smith que ele não escreveu. E a maior falha de Tiras em Apuros é seu roteiro mediano, com várias boas ideias que resultariam num ótimo filme, se fossem sustentadas por uma base mais eficiente. Os personagens principais poderiam ser mais bem construídos, assim como a relação entre eles, tornando a estória mais crível e envolvente. É nessas horas que você percebe como Shane Black (roteirista de Máquina Mortífera e outros filmes de duplas policiais) é um mestre do gênero. O mais intrigante é que este roteiro estava na Black List de 2008 (lista dos melhores roteiros não produzidos daquele ano).


Mas, mesmo entre inúmeros erros e acertos, Tiras em Apuros ainda me divertiu, principalmente pelas suas boas ideias e por eu adorar filmes de dupla policial. Poderia ser bem mais legal, mas ainda diverte pra caramba.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Meu Vizinho Mafioso (The Whole Nine Yards, 2000)


Na década de 90 e início da década passada, foram produzidas muitas comédias que parodiavam o mundo da máfia. Meu Vizinho Mafioso é só mais uma produção desta leva, estrelada por Matthew Perry – que praticamente reprisa seu papel mais famoso: o Chandler da série Friends. Não que isto seja ruim, afinal ele era o mais engraçado do programa. Neste, ele interpreta um dentista perdedor que ganha um novo vizinho: um mafioso delator (Bruce Willis), ameaçado de morte por outros criminosos. Várias caras conhecidas passam pela tela como Michael Clarke Duncan e Natasha Henstridge, mas a grande surpresa da obra é Amanda Peet, surpreendente e talentosa como a assistente do dentista. Garante boas risadas e diverte durante a projeção. Precisa de algo mais para uma comédia?