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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Red - Aposentados e Perigosos (Red, 2010)


Posso contar nos dedos de uma das mãos o número de vezes que fui ao cinema durante o ano passado. E, de todos os filmes do ano passado, afirmo, com folga, que Red foi o que mais me surpreendeu e me divertiu.


E como é bom quando somos surpreendidos pelas qualidades de um filme! É justo e correto afirmar que Red não traz absolutamente nenhuma novidade para o mundo do cinema. Todavia, Red apresenta um elemento raro nas superproduções hollywoodianas: um elenco perfeito e em total sintonia com o espírito da obra.


Incrível como o grupo de atores escolhidos faz seu trabalho incrivelmente bem, sem excessos ou canastrice, numa obra que poderia dar margem a estes defeitos. A estória é muito simples, sobre ex-agentes da inteligência americana que, após terem se aposentado, são ameaçados de morte em razão de um segredo de um político americano do alto-escalão.


Todos estão muitíssimo bem, mas gostaria de destacar Karl Urban, que é dos melhores atores de sua geração. Aqui, ele consegue criar simpatia num personagem que, inicialmente, sentimos raiva. Mary-Louise Park também está uma graça como a mocinha do filme.


O restante do elenco desempenha seus papeis com perfeição. Bruce Willis reprisa, de maneira eficiente, o papel de cara durão; Helen Mirren esbanja charme como uma assassina cheia de classe; Morgan Freeman é o experiente e gaiato assassino; John Malkovich é o matador pirado e paranoico; Brian Cox e Richard Dreyfuss completam esse timaço de atores. Ah! E como se esquecer de Ernest Borgnine como o guardião dos arquivos da CIA.


Red é um dos filmes mais divertidos que eu já assisti. Um exemplo perfeito de como um filme-pipoca deve ser: divertido, descompromissado e bem feito. Sem dúvida, uma surpresa muito agradável.

domingo, 24 de outubro de 2010

O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to The Galaxy, 2005)

Com o anúncio de Martin Freeman como o protagonista de O Hobbit, surgiu uma excelente oportunidade para eu comentar sobre este filmaço que conferi na semana do saco cheio, adaptação do livro de Douglas Adams. Não vou me prender a detalhes sobre a produção, mas é lamentável como este filme não recebeu uma merecida atenção por parte do público.


Trata-se daquelas comédias que não arrancam risadas, mas nos fazem sorrir o tempo inteiro. As atuações exageradas estão de acordo com o espírito maluco da obra. O elenco, aliás, é fantástico que envolve talentos atuais como o próprio Freeman, Sam Rockwell, Mos Def e a maravilhosa Zooey Deschanel, além de astros consagrados como Bill Nighy, John Malkovich, Alan Rickman, Helen Mirren e Warwick Davis.


Este filme é um daqueles que você não dá nada no início e acaba amando após seu término. Uma surpresa muito bacana. Desligue do mundo por duas horas e divirta-se com esta saborosa aventura intergaláctica.

sábado, 29 de maio de 2010

A Rainha (The Queen, 2006)


Um filme elegante como sua protagonista: A Rainha revela os bastidores da morte da princesa Diana dentro da família real britânica. Acompanhamos a ascensão do primeiro ministro, naquela época recém eleito, Tony Blair (Michael Sheen) ante a população britânica e, também, uma enorme crise de impopularidade sofrida pela rainha Elizabeth II, interpretada de forma magnífica por Helen Mirren.

Interessante reparar que o filme mexe com um tema delicado de maneira bastante sensível e realista. A postura frouxa do príncipe Charles, a hostilidade da mulher de Tony Blair com a realeza e fina frieza da rainha Elizabeth são exploradas de maneira eficiente e respeitosa, sem descambar para a crítica ou análise dos personagens. E isso, para mim, é a grande força de A Rainha: o filme se abstém de julgar seus personagens

Parte disso deve-se ao excelente trabalho do diretor Stephen Frears e do roteirista Peter Morgan. Contudo, não há como negar que o grande destaque da obra é a interpretação de Helen Mirren, espetacular em sua caracterização da rainha Elizabeth II. Michael Sheen não fica atrás ao compor um simpático e bacana Tony Blair, diferente daquele que apoiou o governo Bush na invasão do Iraque em 2003...

Belo filme, A Rainha é um recorte histórico muito interessante de um fato que comoveu o mundo inteiro. Esplêndido!