segunda-feira, 12 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cop Car (2015)



Fica difícil entender certos esquemas de divulgação de filmes por aí. Porque quem assistir ao trailer de COP CAR vai pensar que se trata de um suspense tenso, mas a projeção nos reserva uma quase fábula de duas crianças se encontrando em meio a uma situação de muito perigo e mais séria do que eles podem imaginar, após encontrarem um carro de polícia abandonado. 

Eu tinha assistido ao trailer e, definitivamente, me surpreendi ao longo do filme. COP CAR tem um ritmo lento, me lembrando aquele clima de filmes dos anos 70 com um desenvolvimento mais ponderado e o tema de amadurecimento e perda da inocência dos protagonistas jovens, típico dos anos 80 (algo na linha de Conta Comigo). A escolha do diretor Jon Watts foi realmente interessante, construindo um projeto diferenciado do que temos hoje em dia.

Existem algumas sutilezas realmente interessantes, como o fato do filme não explicar completamente as motivações do xerife (Kevin Bacon, com um visual de forte presença, quase cartunesco). Dessa maneira, as motivações dos personagens adultos da fita (são 3 adultos e 2 crianças, praticamente) são absolutamente infantis e mais inexplicáveis que a ação das próprias crianças protagonistas. Criar esse contexto entre os personagens foi um trabalho especial e complexo por parte do diretor e do roteirista. 

O que me deixa mais reflexivo em relação a COP CAR é que este é um filme com um ritmo diferente, que exige de sua plateia. Aliás: qual é o público de COP CAR? O filme é interessante, mas não consigo pensar para quem eu indicaria ele, especialmente pensando-se em gêneros. Com certeza, este filme reservou um bom punhado de reflexões que poucas obras deste ano suscitaram em mim. Talvez, para quem procure uma obra diferente dos filmes oferecidos por Hollywood, normalmente.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Trailer: Hardcore (2015)

O que o trailer dessa produção russa nos mostra é uma coragem ensaiada há muito tempo que finalmente toma forma. Um filme de ação na perspectiva da primeira pessoa, como nos videogames de tiro como Doom e Unreal Tournament (dois jogos que vou amar eternamente). Já tivemos outros filmes que brincavam com esse tipo de câmera, não sendo a revolução que alguns vem propagando, mas HARDCORE promete toneladas de diversão e cenas explosivas filmadas de uma maneira pouco aproveitada atualmente. Esse é um daqueles filmes imperdíveis na telona do cinema. Vamos torcer por um lançamento mundial. 



Pôster - Hitchcock/Truffaut


Mais um documentário pra cair no gosto de cinéfilos, o filme foca nas entrevistas conduzidas por Truffaut com o diretor Alfred Hitchcock. Duas lendas do cinema e a promessa de uma das melhores aulas que você terá sobre o assunto numa sala de cinema. 

domingo, 4 de outubro de 2015

Um Crime De Mestre (Fracture, 2007)

Thriller bem basicão, na linha de um episódio regular de Lei E Ordem. Há suas doses de reviravoltas e a dupla Anthony Hopkins e Ryan Gosling mandam bem nas interpretações, eficientes. Dirigido pelo mesmo diretor de As Duas Faces de Um Crime, difícil não lembrar da superioridade da obra dos anos 90 em relação a este filme. Não temos um roteiro tão interessante ou atuações refinadas, mas o clima de suspense se mantém durante a projeção. 

Uma coisa que me chamou a atenção foi o fato desta produção ter sido um produto da Castle Rock Entertainment. Desde mais novo, costumava memorizar a vinheta dessas produtoras, um mero exercício bobo. Contudo, resolvi dar uma pesquisada nos filmes que essa produtora já colocou no mercado e percebi que essa distribuidora povoou as locadoras com sua parceria com a Warner - lembro de filmes como Miss Simpatia, Crime em Palmetto, Pluto Nash e outras obras que me recordo de ter assistido num passado remoto, mas não saberia dizer minha opinião sobre elas... De alguma maneira, rever a vinheta dessa produtora despertou alguma nostalgia em mim.

Retomando: para quem gosta de filmes de tribunais, UM CRIME DE MESTRE reserva minutos de entretenimento, principalmente no seu epílogo. Mas há um leve gosto de Supercine, no final das contas (o que não considero ruim, mas sei que estou sozinho nessa).