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domingo, 4 de outubro de 2015

Um Crime De Mestre (Fracture, 2007)

Thriller bem basicão, na linha de um episódio regular de Lei E Ordem. Há suas doses de reviravoltas e a dupla Anthony Hopkins e Ryan Gosling mandam bem nas interpretações, eficientes. Dirigido pelo mesmo diretor de As Duas Faces de Um Crime, difícil não lembrar da superioridade da obra dos anos 90 em relação a este filme. Não temos um roteiro tão interessante ou atuações refinadas, mas o clima de suspense se mantém durante a projeção. 

Uma coisa que me chamou a atenção foi o fato desta produção ter sido um produto da Castle Rock Entertainment. Desde mais novo, costumava memorizar a vinheta dessas produtoras, um mero exercício bobo. Contudo, resolvi dar uma pesquisada nos filmes que essa produtora já colocou no mercado e percebi que essa distribuidora povoou as locadoras com sua parceria com a Warner - lembro de filmes como Miss Simpatia, Crime em Palmetto, Pluto Nash e outras obras que me recordo de ter assistido num passado remoto, mas não saberia dizer minha opinião sobre elas... De alguma maneira, rever a vinheta dessa produtora despertou alguma nostalgia em mim.

Retomando: para quem gosta de filmes de tribunais, UM CRIME DE MESTRE reserva minutos de entretenimento, principalmente no seu epílogo. Mas há um leve gosto de Supercine, no final das contas (o que não considero ruim, mas sei que estou sozinho nessa).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Lobisomem (The Wolfman, 2010)

Uma das produções que eu acompanhei com muita curiosidade e atenção durante o ano de 2009 foi O Lobisomem. Mesmo com os atrasos da produção, adiamento da estréia e contratação de novos diretores, sempre mantive uma expectativa enorme sobre a refilmagem. Sexta feira, eu conferi a obra do diretor Joe Johnston, e posso dizer que eu saí satisfeito da sessão.


O Lobisomem conta a história de Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), um atormentado ator que volta para a casa de seu pai (Anthony Hopkins), no interior da Inglaterra, para investigar a morte de seu irmão, Ben, que foi desfigurado por algo ou alguém, dúvida que a platéia inteira desconhece, pois sabemos que se trata de um lobisomem que está atacando o vilarejo.

Durante suas investigações, Lawrence vai até um acampamento de ciganos numa noite de lua cheia e acaba sendo mordido pelo lobisomem. Após ser salvo com uma rudimentar cirurgia realizada pela cigana Maleva (Geraldine Chaplin), Lawrence passa vários dias de cama, sendo assistido pela bela Gwen (Emily Blunt), esposa de seu irmão. O problema é que Lawrence se tornou um lobisomem, e não haverá meio de ele combater essa maldição que o persegue e o transforma num monstro.


Como eu conheço muito pouco sobre a licantropia nos cinemas, vou me abster em fazer comentários sobre essa obra apenas. Fora esse filme (Harry Potter 3 não conta, senhores!!), eu assisti apenas Um Lobisomem Americano em Paris e eu não me lembro desta obra. Por isso, não tenho como comparar O Lobisomem com outros filmes do assunto.

O Lobisomem conta com uma direção eficiente de Joe Johnston e interpretações interessantes de Hopkins, Blunt e Del Toro. Contudo, o destaque da película é Hugo Weaving que interpreta um oficial da Scotland Yard que suspeita de Talbot após sua rápida recuperação posterior ao ataque do lobisomem. Weaving construiu um personagem rígido e odioso.


A fotografia e a maquiagem do filme são outros destaques da obra. Houve a perfeita captação do gótico na Inglaterra vitoriana por Shelly Johnson. A maquiagem de Rick Baker é maravilhosa, superando com folga os efeitos especiais do filme. A trilha sonora de Danny Elfman é bem bacana também.


O Lobisomem é um filme que oscila muito entre o bom e o regular. Temos cenas magníficas como a transformação de Lawrence no hospício e o ataque do lobisomem no acampamento cigano. Todavia, outras cenas deixam a desejar como a luta final e o ataque inicial do lobisomem. Fora isso, O Lobisomem é um ótimo exemplar de horror, vindo do mercado americano que sofre com refilmagens desnecessárias e continuações medíocres de filmes de terror.