quinta-feira, 5 de março de 2015

Trailer: As Fábulas Negras (2015)

Vou torcer bastante para que consiga assistir As Fábulas Negras em alguma sala de cinema. Trata-se de uma antologia nacional composta de 4 episódios dirigidos por 4 feras do cinema de horror brasileiro: Joel Caetano, Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf e José Mojica Marins. Os temas envolvem lendas urbanas e contos de nosso folclore (um dos contos reimagina o saci e um outro aborda A Loira do Banheiro!). 

Eu não tenho a menor dúvida de que esse filme será um grande sucesso nos festivais ao redor do mundo, onde esse gênero e diretores como Mojica são devidamente reverenciados. Quanto a uma distribuição no circuito nacional de cinemas - parece que é um sonho um pouco mais alto (por mais inacreditável que isso possa soar). Fiquemos, por enquanto, com o trailer que confirma a qualidade criativa e artística deste gênero em nosso país. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Poster - Martyrs: a refilmagem


Parece que temos um novo candidato à refilmagem mais desnecessária do desgastado mundo das refilmagens desnecessárias. Nem sou muito fã do original, imaginem o meu ânimo pra acompanhar essa produção... 

terça-feira, 3 de março de 2015

Midnight Express #002 - De gângsteres até mutantes

Mais uma edição daquelas resenhas bem curtinhas e quentinhas; nesta edição, publico alguns textos mais antigos, de um caderninho de críticas que eu mantinha... Uma seleção sem nenhuma lógica ou ponto comum, a não ser a brevidade dos textos.

GET LUCKY (2013)
Fãs dos filmes ingleses de gângsteres com este pequeno exemplar, absolutamente trivial e ainda surpreendente. Segue-se a cartilha do roteiro esperto, com a trama girando em torno de uma gama de personagens – quase como arquétipos já familiares a este verdadeiro subgênero dos filmes de ação.


Apesar desse padrão, que alguns consideram como aborrecidamente repetitivo, sou fã de carteirinha desses tipos de filme e procuro assisti-los. No caso de GET LUCKY, temos a típica aventura de um grupo de amigos ladrões que roubam o cara errado, estando todos relacionados por uma verdadeira armadilha do destino.

A maneira como tais personagens se conectam é bacana, mas as “surpresas” que o roteiro reserva são previsíveis – nada que irrite, pois as boas atuações e o ritmo ágil seguram bem a película. Alguns momentos em que o roteiro tenta justificar ações de certos personagens (como o irmão do protagonista) são forçadas, mas a diversão permanece.

A GLIMPSE INSIDE THE MIND OF CHARLES SWAN III (2012)
A típica comediazinha maluca de festivais, cheia de psicodelia e amor pra dar. O Bacana nessa “mesmice” são as atuações – atores conscientes da doideira em que estavam metidos, interpretando de maneira exagerada e, por isso mesmo, na medida certa. Quem tiver paciência, vai encarar um romance regado à acid trip – nem que seja pra conferir e se embasbacar com uma curiosa versão de “Águas de Março” cantada pelo eterno cafajeste Charlie Sheen. Vale uma espiada.






WOLVERINE - IMORTAL (2013)
Tinha tudo pra dar certo, mas o resultado ainda é meia boca. Desde um diretor eficiente, um ator protagonista muito confortável em seu papel, uma das tramas clássicas dos quadrinhos, maravilhosas locações providenciadas pelo Japão, os diálogos em japonês – nada disso consegue salvar o medíocre roteiro (que destruiu um personagem que estimo muito, O Samurai de Prata)... 

Alguns entusiastas chegaram a enaltecer essa adaptação, mas essa continuação fica no mesmo nível de ruindade do primeiro filme, que ainda mantém o título de pior filme assistido dentro de uma sala de cinema, por mim... Já está na hora de ter um reboot digno.



X-MEN - DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO (2014)
Fica também a crítica para o último filme dos mutantes, que saiu bem prejudicado em minhas avaliações pela monstruosa expectativa que criei em torno dos trailers e tudo mais. O paralelo com a primeira triologia me desagradou muito, dando a este filme um tom de continuação atrasada. Lógico que juntar os intérpretes do professor Xavier e de Magneto (os atores veteranos e os novatos) foi uma maravilha. E a cena do mutante Mercúrio dificilmente sairá da minha memória. Ainda assim, falta o charme do filme anterior e o maravilhoso contexto histórico subvertido. Me diverti, mas fiquei levemente decepcionado. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Leonard Nimoy (1931-2015)

"We are assembled here today to pay final respects to our honored dead. And yet it should be noted that in the midst of our sorrow, this death takes place in the shadow of new life, the sunrise of a new world; a world that our beloved comrade gave his life to protect and nourish. He did not feel this sacrifice a vain or empty one, and we will not debate his profound wisdom at these proceedings. Of my friend, I can only say this: of all the souls I have encountered in my travels, his was the most… human." - Kirk at Spocks funeral.




"A life is like a garden. Perfect moments can be had, but not preserved, except in memory. LLAP." - Leonard Nimoy

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Snowpiercer (2014)



Na lista de “ame-o ou deixe-o” de 2014, Snowpiercer é uma obra de ficção distópica, baseada em uma história em quadrinhos (Le Transperceneige), com uma sinopse matadora: no futuro, nosso planeta está assolado por uma nova era glacial e os últimos habitantes da Terra se encontram numa locomotiva, em movimento perpétuo, sendo que os últimos vagões abrigam os menos favorecidos em condições desumanas – como que em castas. E para os habitantes do fundo do trem, o maior objetivo é chegar a frente do trem, para tomar seu controle e desfrutarem de condições mais justas como os passageiros da dianteira.

Apesar da demora em seu lançamento e diversos boatos sobre brigas entre estúdio e produtor (desmentidas pelo diretor em entrevistas como essa), SNOWPIERCER sofre bastante com seu ritmo irregular. A primeira hora de filme é espetacular, me deixou maluco. Porém, o decorrer da projeção foi me causando muito desinteresse e, quando percebi, o final do filme foi tão entediante e esquecível...

A escolha do elenco foi soberba – Chris Evans, Tilda Swinton, John Hurt, Jamie Bell, Ed Harris e o espetacular Kang-ho Song – todos excelentes em seus papeis, cativantes, apesar de representarem uns arquétipos típicos de filmes de sobrevivência e resistência: o líder que não quer ser líder (Evans), seu meio que afobado braço direito (Bell), o sábio da resistência (Hurt), o misterioso que não sabemos se podemos confiar (Song) e por aí vai...

O que mais gosto na primeira hora de SNOWPIERCER é a estranheza e choque que o diretor Joon-ho Bong expressa em suas cenas. Existe um quê de alegoria, tipo um circo bizarro que nos encanta, provoca risos e nos choca ao mesmo tempo. Esses sentimentos são despertados principalmente no início do filme, quando conhecemos o trem, suas condições desumanas para os passageiros da traseira, punições àqueles que se revoltam de maneira óbvia em relação as condições do trem... Enquanto assistia, me peguei encantado com esse universo distópico já representado na história do entretenimento, porém nunca dessa maneira.


Considerei, afinal, um filme interessante, de extremo potencial e acima da média, apesar do desapontamento com o epílogo (quando justificativas demais são dadas e algumas mortes são absolutamente banalizadas, o que me tirou da aura de estranheza e me levou para a aura de julgamento em relação a inverossimilhança de momentos do roteiro – cheio de furos notáveis, quando você para pra pensar). Mesmo assim, o entretenimento funciona muito bem e SNOWPIERCER merece ser descoberto pelo público em geral. Quem sabe eu não me anime com uma versão do diretor?