Parece que temos um novo candidato à refilmagem mais desnecessária do desgastado mundo das refilmagens desnecessárias. Nem sou muito fã do original, imaginem o meu ânimo pra acompanhar essa produção...
quarta-feira, 4 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Midnight Express #002 - De gângsteres até mutantes
Mais uma edição daquelas resenhas bem curtinhas e quentinhas; nesta edição, publico alguns textos mais antigos, de um caderninho de críticas que eu mantinha... Uma seleção sem nenhuma lógica ou ponto comum, a não ser a brevidade dos textos.
GET LUCKY (2013)
Fãs dos filmes ingleses de gângsteres com este pequeno
exemplar, absolutamente trivial e ainda surpreendente. Segue-se a cartilha do
roteiro esperto, com a trama girando em torno de uma gama de personagens –
quase como arquétipos já familiares a este verdadeiro subgênero dos filmes de
ação.
Apesar desse padrão, que alguns consideram como
aborrecidamente repetitivo, sou fã de carteirinha desses tipos de filme e
procuro assisti-los. No caso de GET LUCKY, temos a típica aventura de um grupo
de amigos ladrões que roubam o cara errado, estando todos relacionados por uma
verdadeira armadilha do destino.
A maneira como tais personagens se conectam é bacana, mas as
“surpresas” que o roteiro reserva são previsíveis – nada que irrite, pois as
boas atuações e o ritmo ágil seguram bem a película. Alguns momentos em que o
roteiro tenta justificar ações de certos personagens (como o irmão do
protagonista) são forçadas, mas a diversão permanece.
A típica comediazinha maluca de festivais, cheia de
psicodelia e amor pra dar. O Bacana nessa “mesmice” são as atuações – atores conscientes
da doideira em que estavam metidos, interpretando de maneira exagerada e, por
isso mesmo, na medida certa. Quem tiver paciência, vai encarar um romance
regado à acid trip – nem que seja pra conferir e se embasbacar com uma curiosa
versão de “Águas de Março” cantada pelo eterno cafajeste Charlie Sheen. Vale
uma espiada.
WOLVERINE - IMORTAL (2013)
Tinha tudo pra dar certo, mas o resultado ainda é meia boca.
Desde um diretor eficiente, um ator protagonista muito confortável em seu
papel, uma das tramas clássicas dos quadrinhos, maravilhosas locações
providenciadas pelo Japão, os diálogos em japonês – nada disso consegue salvar
o medíocre roteiro (que destruiu um personagem que estimo muito, O Samurai de
Prata)...
Alguns entusiastas chegaram a enaltecer essa adaptação, mas
essa continuação fica no mesmo nível de ruindade do primeiro filme, que ainda
mantém o título de pior filme assistido dentro de uma sala de cinema, por
mim... Já está na hora de ter um reboot digno.
Fica também a crítica para o último filme dos mutantes, que
saiu bem prejudicado em minhas avaliações pela monstruosa expectativa que criei
em torno dos trailers e tudo mais. O paralelo com a primeira triologia me
desagradou muito, dando a este filme um tom de continuação atrasada. Lógico que
juntar os intérpretes do professor Xavier e de Magneto (os atores veteranos e
os novatos) foi uma maravilha. E a cena do mutante Mercúrio dificilmente sairá
da minha memória. Ainda assim, falta o charme do filme anterior e o maravilhoso
contexto histórico subvertido. Me diverti, mas fiquei levemente decepcionado.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Leonard Nimoy (1931-2015)
"We are assembled here today to pay final respects to our honored dead. And yet it should be noted that in the midst of our sorrow, this death takes place in the shadow of new life, the sunrise of a new world; a world that our beloved comrade gave his life to protect and nourish. He did not feel this sacrifice a vain or empty one, and we will not debate his profound wisdom at these proceedings. Of my friend, I can only say this: of all the souls I have encountered in my travels, his was the most… human." - Kirk at Spocks funeral.
"A life is like a garden. Perfect moments can be had, but not preserved, except in memory. LLAP." - Leonard Nimoy
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Snowpiercer (2014)
Na lista de “ame-o ou deixe-o” de 2014, Snowpiercer é uma
obra de ficção distópica, baseada em uma história em quadrinhos (Le
Transperceneige), com uma sinopse matadora: no futuro, nosso planeta está
assolado por uma nova era glacial e os últimos habitantes da Terra se encontram
numa locomotiva, em movimento perpétuo, sendo que os últimos vagões abrigam os
menos favorecidos em condições desumanas – como que em castas. E para os
habitantes do fundo do trem, o maior objetivo é chegar a frente do trem, para
tomar seu controle e desfrutarem de condições mais justas como os passageiros
da dianteira.
Apesar da demora em seu lançamento e diversos boatos
sobre brigas entre estúdio e produtor (desmentidas pelo diretor em entrevistas
como essa), SNOWPIERCER sofre bastante com seu ritmo irregular. A primeira hora
de filme é espetacular, me deixou maluco. Porém, o decorrer da projeção foi me
causando muito desinteresse e, quando percebi, o final do filme foi tão
entediante e esquecível...
A escolha do elenco foi soberba – Chris Evans, Tilda Swinton, John Hurt, Jamie Bell, Ed Harris e o espetacular Kang-ho Song – todos
excelentes em seus papeis, cativantes, apesar de representarem uns arquétipos
típicos de filmes de sobrevivência e resistência: o líder que não quer ser
líder (Evans), seu meio que afobado braço direito (Bell), o sábio da
resistência (Hurt), o misterioso que não sabemos se podemos confiar (Song) e
por aí vai...
O que mais gosto na primeira hora de SNOWPIERCER é a
estranheza e choque que o diretor Joon-ho Bong expressa em suas cenas. Existe
um quê de alegoria, tipo um circo bizarro que nos encanta, provoca risos e nos
choca ao mesmo tempo. Esses sentimentos são despertados principalmente no
início do filme, quando conhecemos o trem, suas condições desumanas para os
passageiros da traseira, punições àqueles que se revoltam de maneira óbvia em
relação as condições do trem... Enquanto assistia, me peguei encantado com esse
universo distópico já representado na história do entretenimento, porém nunca
dessa maneira.
Considerei, afinal, um filme interessante, de extremo
potencial e acima da média, apesar do desapontamento com o epílogo (quando
justificativas demais são dadas e algumas mortes são absolutamente banalizadas,
o que me tirou da aura de estranheza e me levou para a aura de julgamento em
relação a inverossimilhança de momentos do roteiro – cheio de furos notáveis,
quando você para pra pensar). Mesmo assim, o entretenimento funciona muito bem
e SNOWPIERCER merece ser descoberto pelo público em geral. Quem sabe eu não
me anime com uma versão do diretor?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Retomando os trabalhos em breve
Em breve retomamos nossas atividades.Enquanto isso, uma adorável foto do elenco de Pink Flamingos...
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