terça-feira, 17 de abril de 2012

Invincible Shaolin (Nan Shao Lin yu bei Shao Lin, 1978)

Venho assistindo a muitos filmes de Kung-Fu recentemente. Hoje, vou falar pra vocês desta pérola aqui, conhecida nos Estados Unidos como Invincible Shaolin (além de outros vários títulos, como Unbeatable Dragon – "Dragão Invencível" e North Shaolin vs South Shaolin). Este último título, aliás, é o que melhor traduz o filme, pois ele trata de uma rivalidade entre membros do templo Shaolin do Norte e do templo Shaolin do Sul; rivalidade fomentada por um inescrupuloso governante que quer ver a derrocada destes templos para que o domínio sobre os mesmo seja mais fácil.


Tudo típico numa produção da Shaw Brothers, o que torna a experiência agradável e segura. Contudo, apesar desses filmes sempre terem uma quantidade de humor que sempre me agradou, Invincible Shaolin guarda um final bastante trágico e dramático, com os lutadores do sul enfrentando os do norte, apesar do surgimento de amizades entre alguns deles. E a luta final ocorre, justamente, durante a comemoração de um anúncio de casamento de um desses lutadores.



Entretanto, apesar de todo o drama que a estória carrega, existe o bom humor que sempre marca essas produções. Especialmente nas cenas de treinamento dos lutadores do sul, quando mestres submetem seus pupilos aos mais estranhos e originais treinamentos. Um dos personagens, em determinado momento da película, faz flexão apoiado apenas com o polegar!!


É um filme muito bom, com suas belas cenas de luta, drama, comédia e os ingredientes típicos das produções de kung-fu dos anos 70. Se você gosta desse tipo de cinema, embarque sem medo. Se você não conhece esse cinema, este filme é um bom passaporte para o mundo do cinema chinês de Kung-Fu.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Mulher De Preto (The Woman In Black, 2012)

Começar a minha temporada 2012 nos cinemas com a obra A Mulher de Preto parece ter sido uma boa ideia. Afinal, a mais nova empreitada da Hammer acerta em quase todos os aspectos, pecando, talvez, no final um tanto quanto surpreendente que, pessoalmente, não me agradou muito. Mas, sinceramente, o epílogo não afeta tanto o longa metragem, considerando o fato de que A Mulher de Preto é um filme que assusta de fato.

E esse aspecto básico em filmes de terror (botar medo no público) parece em falta nos exemplares mais recentes deste gênero, especialmente nas obras norte-americanas, um mercado com altas doses de falta de criatividade, atualmente. A Mulher de Preto é uma película britânica que mantêm a Inglaterra na liderança dos bons filmes de terror lançados em circuito comercial.


A estória do filme em si é uma maravilha de conto gótico, sobre uma casa assombrada por uma mulher (a tal mulher de preto) cujo filho lhe foi renegado pela irmã mau caráter. O resultado disso é que toda vez que o espírito da mulher é visto, uma criança na vila próxima à casa assombrada é morta de maneira trágica.


Por isso, a chegada do advogado Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) na vila não é vista com bons olhos. Ele deverá ir à casa assombrada organizar a papelada para a venda da mesma. E toda vez que ele vai à mansão, uma criança morre. Caberá a ele, intrigado com essa situação, acabar com a maldição da Mulher de Preto.


Visualmente fantástico, A Mulher de Preto mantém um ótimo nível de sustos e informações sendo mandadas para o público. No quesito terror, todas as aparições da mulher de preto são incômodas, especialmente quando, numa cena, ela avança sobre Arthur de uma maneira assombrosa. E tem uma cena envolvendo uma cadeira de balanço que é terrivelmente boa e assustadora.



Uma das coisas mais bacanas é perceber a presença de vultos no ótimo uso de espelhos ou também aparições nas janelas da casa. Toda película é muito bem conduzida pelo diretor James Watkins, que filma terror à moda antiga, sem precisar de truques de marketing (vide Atividade Paranormal e genéricos) ou doses de sangue e sadismo (Jogos Mortais e outras besteiras). Watkins não é nenhum novato no gênero, tendo escrito o eficiente O Olho que Tudo Vê e dirigido o elogiado Eden Lake. Espero por mais filmes deste sujeito, sem dúvida.


A Mulher de Preto foi afinal uma baita sessão de cinema, superior a muito filme de terror que eu andei assistindo ultimamente, sem sombra de dúvida. O ano começou bem para o cinema fantástico. Esperemos que as obras vindouras (as continuações deste filme e outras produções da Hammer, em geral) mantenham o nível.

domingo, 1 de abril de 2012

Sadako vindo em 3d!


Não sou um grande fã do cinema de horror japonês, porém não escondo minha admiração diante de algumas películas. Navegando pelo Bloody Disgusting, descobri que o projeto de um filme da série O Chamado em 3d irá realmente sair do papel. Aliás, será lançado muito em breve em cinemas nipônicos. Pensava que era apenas mais um boato de internet...

Imaginem vocês aquela garotinha sinistra saindo da tela do cinema? Arrisco dizer que este será o único filme em 3d dessa recente safra pelo qual eu fico entusiasmado de verdade. O filme norte-americano da série me divertiu muito (apesar de ter achado o segundo filme insuportável). Não conferi os filmes japoneses - erro que prometo corrigir em breve.


Isso me lembra de mais um relapso meu em relação à minha coleção de Dvd's. Lembro-me de ter visto numa livraria um box lançado pela Califórnia Filmes com os 3 filmes japoneses da série O Chamado. Sem dinheiro na ocasião, voltei dois dias depois para comprá-los; é claro que já tinham sido vendidos...

Mas quem sabe eu não preparo uma maratona O Chamado aqui no Midnight Drive-In? Se alguém tiver notícias desse box, por favor me avise!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Queima de Arquivo (Eraser, 1996)

Divertido exagero dos anos 90 (época boa pros fãs de cinema de ação), Queima de Arquivo é um daqueles filmes que fazem falta no anêmico mercado norte americano atual. Schwarzenegger é o agente da CIA especializado em proteger testemunhas de casos importantes, muitas vezes simulando a morte dessas testemunhas para que seus agressores não as persigam mais. É claro que este super agente da CIA irá se envolver com uma testemunha muito importante (Vanessa Williams) que pode expor um grande esquema de corrupção entre pessoas muito importantes do governo americano.

Com um bom elenco de apoio, com destaque para James Caan, Queima de Arquivo diverte. Não é, de forma alguma, o melhor filme do grande Schwarzenegger (aliás, provavelmente é um dos mais fraquinhos), mas mesmo assim supera com folga muita porcaria sem criatividade lançada nos cinemas. A quantidade de cenas de ação divertidas (como toda a sequência do avião) torna a obra um belo pacote para os fãs do gênero.

Não é um filme inesquecível ou algo imperdível. Mas me diverti muito o assistindo e creio que filmes bacanas como esse já não são mais filmados com a mesma frequência de antes. Ideal para uma tarde de cinema descompromissada.