quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Todas as cenas de tiro da série Desejo de matar
Pra começar bem o dia e continuar a encarar esse mês de Agosto que está osso...
sábado, 25 de julho de 2015
Branco Sai, Preto Fica (2015)
Dá um imenso prazer assistir a um filme como BRANCO SAI, PRETO FICA. Um fiapo da trama: nos anos 80, policiais invadiram uma boate aos tiros e deixaram dois sequelados - um homem com perna amputada e outro sem o movimento das pernas.
Comecei a assistir sem ter a mínima ideia dessa história. Logo no início, eu pensei: "Ok, este é mais um documentário sobre o racismo, preconceito e desigualdade social que assola o Brasil". Entretanto, logo fui completamente surpreendido com um misto de documentário e ficção científica, numa narrativa completamente fora da zona de conforto, nitidamente influenciada pelo cinema marginal brasileiro. E posso constatar que é um dos mais interessantes filmes nacionais lançados em anos.
Isso porque BRANCO SAI, PRETO FICA foge a todo momento da previsibilidade. Apesar disso, confesso que me peguei cochilando brevemente, talvez pelo filme ser um tanto parado. Mas de uma maneira geral, a dupla protagonista entrega uma performance realmente incrível, que me prendeu a atenção. Outro aspecto que vale muitos elogios é a ESPETACULAR trilha sonora (achei uma alma caridosa que compilou as músicas numa playlist do youtube - link aqui).
O clima é de experimentação, mas há alguma pretensão na maneira como Adirley Queirós filmou sua obra. Não curto muito o fato do filme ser incensado demais pela crítica, porque apesar de sua inventividade e criatividade, o ritmo do filme é bem irregular. Se você não comprar essa conversa chata pseudo-cult sobre "representação cyber-punk da periferia marginalizada brasileira" e encarar BRANCO SAI, PRETO FICA como um exercício original de mistura de gêneros, vai se surpreender demais. Definitivamente, precisamos de mais filmes ainda com essa pegada.
Uma observação: consegui assistir esse filme por um link disponibilizado pelo Carlos Primati numa página de sua curadoria no facebook: Filmoteca do Horror Brasileiro. Todos os dias, ele divulga vídeos, links e informações de filmes que flertam com o fantástico e filmes do gênero horror, muito vivo dentro do contexto nacional. Basta procurar pra você encontrar um universo inacreditável e quase intocável dessas obras. Vocês precisam conferir (link aqui).
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Homem Formiga (Ant Man, 2015)
Não vou na contramão da maioria dos textos atuais sobre o mais novo projeto da Marvel Studios: realmente, ANT MAN é um filme bem divertido, mais um personagem transportado com sucesso para as telonas (ou relativo sucesso, já que apesar da liderança no caixa dos finais de semana, o filme teve uma abertura menor que os filmes solos do Capitão América e Thor - comparação injusta se levarmos em conta a popularidade dos personagens, mas quando se fala de cifras e lucros em Hollywood, tudo conta).
Gosto muito da escolha de elenco: Paul Rudd encontra o timing ideal de humor para seu protagonista Scott Lang, Michael Douglas ficou interessante como Hank Pym e Michael Pena rouba as cenas em que participa. Destaco também Corey Stoll, que vem ganhando reconhecimento e entrega um ótimo desempenho como o vilão Jaqueta Amarela (apesar deste personagem ter sido desvalorizado no roteiro, por não ter uma motivação convincente, mas a performance de Stoll é fantástica a ponto de esquecermos o roteiro muito angular e nos deliciarmos com seu antagonista).
É bacana como o filme funciona muito bem, sem chafurdar demais no megalomaníaco universo Marvel. Há referências sóbrias o suficiente para agradar os nerds e o público geral. As piadas são ótimas e as cenas de ação também são divertidíssimas. Gostaria talvez que o filme focasse menos no passado de Hank Pym e mais na origem do herói atual, afinal este é um filme de origem (com toques interessantes de filme de roubo).
Certamente o personagem irá se integrar ao universo Marvel, mas ainda tenho minhas dúvidas se existe cacife pra segurar mais histórias solo... Espero estar errado, pois com um vilão mais ameaçador e de melhores motivações e mais Scott Lang, poderemos ter um filme muito mais interessante. Me diverti, mas acho que a Marvel pode ser um pouco menos conservadora.
domingo, 19 de julho de 2015
Pôster - Turbo Kid
Na vibe de amor pelos anos 80, instigado pelo excepcional curta Kung Fury (ainda não assistiu? Dá uma sacada na postagem abaixo), me encontro apaixonado por esse cartaz da aventura Turbo Kid - que aparentam ter a mesma pegada visual e estilo 80's. E quando uma das críticas sobre o filme apresenta a frase "Mad Max on a BMX", vamos combinar que ajuda bastante. E tem o Michael Ironside!
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Midnight Express #003 - De orgasmo anos 80 até Porta dos Fundos superestimada
Mais uma edição de resenhas curtas. Essa próxima semana será meio complicadinha pra mexer no blog, mas em breve tem coisa boa vindo por aí. Aproveitem pra assistir esse curta e conferir os filmes dessa edição.
Kung Fury (2015) - Esse curta metragem espetacular abalou a internet há quase um mês, sendo comentado em zilhares de sites. Como quase tudo que envolve o mundo virtual, o filme jaz praticamente esquecido do grande público. Entretanto, esse escriba dificilmente se esquecerá do banquete de anos 80, filmes de baixo orçamento e trasheira servido por esse excelente trabalho, onde acompanhamos um policial mega casca grossa, o Kung Fury, com um vilão a altura dele. Trata-se de um jargão exaustivo, mas esse curta é realmente superior a muito longa metragem lançado por aí. Vou deixar o curta completinho aqui para vocês assistirem e se divertirem demais. Faça sua pipoca!
Livrai-nos do Mal (2014) – Outro bom enredo inicial que se
perde num roteiro bem fraco. A história de soldados americanos que voltam
zicados por uma maldição me prendeu em seus primeiros 20 minutos, mas a tediosa
investigação ao longo do filme torrou minha paciência. Tanto Eric Bana quanto
Edgar Ramirez mandam bem em seus papeis, mas o diretor Scott Derrickson não
consegue repetir o feito de O Exorcismo de Emily Rose de renovar o subgênero de
possessões com outro gênero (neste caso, filme policial). Uma conferida em
sábados chuvosos sozinho em casa pode causar alguma emoção durante a projeção.
Annabelle (2014) – Guardo muita curiosidade com esses
próximos projetos de horror que pretendem explorar as histórias do casal
paranormal Ed e Lorraine Warren. Contudo, o primeiro filme pós-Invocação do Mal
ficou no saturado mar das boas intensões, especialmente por um roteiro bem
fraco e a completa falta de sustos (a famigerada pegadinha que o Sílvio Santos
preparou com a boneca é mais assustadora que o filme inteiro). A recriação dos
anos 60, entretanto, é perfeita e me agradou muito o fato do filme conseguir
captar o medo das seitas que assolavam o mundo nesta época. Um filme bem intencionado.
Entre Abelhas (2015) – Existe uma parte de mim
bastante simpática que enxerga esse filme com uma dose de respeito, por fugir
dos clichês e lugares comuns que povoam o cinema nacional; é um enredo
interessante – um cara que aos poucos deixa de enxergar as pessoas do mundo –
num filme estranho, misto de comédia e drama. Outra parte de mim enxerga
bastante pretensão num roteiro muito fraco, com alguns diálogos realmente
sofríveis, atuações medianas (Porchat ainda não consegue fugir do histrionismo
característico dele) e um final massivamente óbvio. Contudo, fica meu interesse
em ver mais obras nacionais como essa, que ao menos arriscam bem longe da
fórmula “TV Globo”.
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