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domingo, 26 de fevereiro de 2023

Homem Formiga e a Vespa: Quantumania (Ant-Man and the Wasp: Quantumania, 2023)


Dois parágrafos para entender meus sentimentos em relação a este filme:

A primeira delas é de que foi uma experiência boa: cinema vazio, filme legendado, entretenimento competente durante a duração do filme que me fez esquecer completamente as preocupações do "mundo lá fora". É um universo alienígena muito inspirado em Star Wars (com direito até uma cantina à la Uma Nova Esperança), diga-se de passagem.  As piadas funcionam razoavelmente bem (sem aquela overdose de gracinhas) e, lá pelo meio da trama, temos o resgate do elemento mais charmoso dessa trilogia - há algo como um roubo a ser executado.

Entretanto, o filme conta com uma grande dose de desleixo visual, especialmente o 3d vagabundo que serve apenas para aumentar (e muito) o valor do ingresso. A trama é boba e se prende demais na ideia de que um novo e perigoso vilão está surgindo no universo da Marvel - um bom vilão, com interessante interpretação, contudo prejudicada por uma nuvem de expectativa dos produtores. Este, aliás, é o principal problema desta obra e de grande parte dos últimos filmes de heróis da Casa das Ideias, essa necessidade de ligar pontos e criar pontes entre obras futuras e passadas, tornando acompanhar esses filmes um tanto quanto exaustivo e infantil (num sentido ruim). 

No final das contas, acredito que o terceiro filme do Homem Formiga é divertido, especialmente se considerado como uma aventura solo, buscando-se esquecer do "aspecto multiverso" desses filmes. Ainda queremos entrar numa sala de cinema e apenas nos divertirmos por pouco mais de duas horas, sem amarras com o mundo exterior. Será que a Marvel ainda consegue fazer algo assim?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Homem Formiga (Ant Man, 2015)



Não vou na contramão da maioria dos textos atuais sobre o mais novo projeto da Marvel Studios: realmente, ANT MAN é um filme bem divertido, mais um personagem transportado com sucesso para as telonas (ou relativo sucesso, já que apesar da liderança no caixa dos finais de semana, o filme teve uma abertura menor que os filmes solos do Capitão América e Thor - comparação injusta se levarmos em conta a popularidade dos personagens, mas quando se fala de cifras e lucros em Hollywood, tudo conta).

Gosto muito da escolha de elenco: Paul Rudd encontra o timing ideal de humor para seu protagonista Scott Lang, Michael Douglas ficou interessante como Hank Pym e Michael Pena rouba as cenas em que participa. Destaco também Corey Stoll, que vem ganhando reconhecimento e entrega um ótimo desempenho como o vilão Jaqueta Amarela (apesar deste personagem ter sido desvalorizado no roteiro, por não ter uma motivação convincente, mas a performance de Stoll é fantástica a ponto de esquecermos o roteiro muito angular e nos deliciarmos com seu antagonista).

É bacana como o filme funciona muito bem, sem chafurdar demais no megalomaníaco universo Marvel. Há referências sóbrias o suficiente para agradar os nerds e o público geral. As piadas são ótimas e as cenas de ação também são divertidíssimas. Gostaria talvez que o filme focasse menos no passado de Hank Pym e mais na origem do herói atual, afinal este é um filme de origem (com toques interessantes de filme de roubo).

Certamente o personagem irá se integrar ao universo Marvel, mas ainda tenho minhas dúvidas se existe cacife pra segurar mais histórias solo... Espero estar errado, pois com um vilão mais ameaçador e de melhores motivações e mais Scott Lang, poderemos ter um filme muito mais interessante. Me diverti, mas acho que a Marvel pode ser um pouco menos conservadora.