terça-feira, 8 de maio de 2012

Dear God No! (2012)



Embarcando neste revival exploitation que alguns cineastas vêm orquestrando, principalmente após o projeto Grindhouse de Tarantino e Rodriguez, Dear God No! tenta copiar o estilão daqueles filmes de baixíssimo orçamento dos anos 70; entretanto, o filme (se é que podemos chamar isso aqui de filme) falha miseravelmente ao longo de seus intermináveis 80 minutos, pois não lembra em nada aqueles pequenos grandes filmes que, com pouco dinheiro e muita criatividade, ganharam a admiração de milhares de cinéfilos (e eue sou um deles).


Parece até interessante uma homenagem aqueles biker-movies muito loucos, com pitadas de horror, violência, nudez e até um pouco de naziexploitaion! Na realidade, Dear God No! utiliza esses elementos em sua estória e essa boa intenção é a única qualidade encontrada na obra de James Bickert. Mas não há boa intenção que salve o filme da chatice. Há um mar de ideias interessantes e a estória em si não é péssima (é bem ruim, na realidade). Contudo, o filme não engrena no quesito diversão.

Temos uma gangue de motoqueiros que saem barbarizando por aí: assassinatos, estupro, vandalismo e outras “sutilezas”. Após 40 minutos de enrolação, eles encontram a casa de um cientista, onde irão praticar seus atos de vandalismo. Contudo, esse cientista esconde alguns segredos.


A partir da chegada dos motoqueiros à casa do doutor (numa atuação ridícula de Paul McComiskey), o filme muda seu script pra se transformar num terror (??) envolvendo um saqstach e até zumbis. De verdade, não se preocupe com spoilers, pois estou fazendo um serviço de utilidade pública ao alertar vocês sobre essa grande besteira em forma de filme.

Há algumas cenas de nudez, especialmente com mulheres fazendo strip-tease para a câmera. Aliás, a melhor cena do filme é quando os motoqueiros chegam a um bar e trocam tiros com uma mulherada carregadas de armas e com seios a mostra. No filme inteiro, elas são as únicas que botam a gangue mal-encarada pra correr.



Eu não me importo com um roteiro risível ou com atuações medíocres, sinceramente. Há filmes que abusam da ruindade, mas conseguem divertir demais – justamente por sua ruindade. Contudo, Dear God No! não me divertiu. Foi uma sessão desperdiçada, apenas isso.

domingo, 6 de maio de 2012

Louca Escapada (The Sugarland Express, 1974)



O primeiro filme para os cinemas do superpremiado e aclamado Steven Spielberg foi este “car chase movie”, estranho para quem está acostumado a uma faceta mais família do diretor. Baseado numa história real, retirada de um recorte de jornal  feito por Spielberg, o filme acompanha uma mulher (Goldie Hawn) que ajuda seu marido (William Atherthon) a fugir da prisão, para que ambos recuperem a guarda de seu filho. Para isso, eles sequestram um carro policial com um patrulheiro como refém (Michael  Sacks) e  partem, com vários policias perseguindo-os, até Sugarland, a cidade onde a criança se encontra.

Típico filme da década de 70, Spielberg foca a histeria que esse casal provoca sobre a população, efeito bem parecido provocado pelo personagem de Al Pacino, em Um Dia de Cão.  Aliás, Louca Escapada lembrou-me muito o filme citado, pois os momentos de tensão são reservados para as negociações entre o casal e o xerife interpretado por Ben Johnson.

 Óbvio que sendo um car chase movie, teremos belas cenas de perseguição. Tudo realista e sem frescuras, com direito a capotagens, pneus furados com tiros, dublês malucos e uma boa trilha sonora de John Willians – marcando a primeira parceria entre o direto e o compositor. O final pessimista ajuda também, pois não há como um filme com esse enredo terminar de maneira feliz, ainda mais se baseando em fatos reais.



Interessante notar também como as autoridades (nesse caso, os policiais) são mostrados como verdadeiros patetas, atrapalhando as negociações e pondo a vida do casal e do sequestrado em constante perigo. Apenas o xerife e o patrulheiro criam alguma empatia, por se aproximarem da opinião pública, que não julga o casal como criminosos. São crianças, como o xerife afirma em certo ponto da fita.

Além de ser um dos filmes mais esquecidos da filmografia de Spielberg, ter a presença de uma Goldie Hawn bem novinha, Louca Escapada é um bom entretenimento, com uma estória envolvente. Apesar de ter um ritmo lento em algumas partes, as atuações e as cenas da perseguição sustentam o filme tranquilamente.

The Sugarland Express: Lobby Cards










retirados do site: http://www.lewiswaynegallery.com/sugarland-express-1974-lobby-card-set-of-8-steven-spielberg-p-10390.html