quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Dear God No! (2012)
Embarcando neste revival exploitation que alguns
cineastas vêm orquestrando, principalmente após o projeto Grindhouse de
Tarantino e Rodriguez, Dear God No! tenta copiar o estilão daqueles filmes de
baixíssimo orçamento dos anos 70; entretanto, o filme (se é que podemos chamar
isso aqui de filme) falha miseravelmente ao longo de seus intermináveis 80
minutos, pois não lembra em nada aqueles pequenos grandes filmes que, com pouco
dinheiro e muita criatividade, ganharam a admiração de milhares de cinéfilos (e
eue sou um deles).
Parece até interessante uma homenagem aqueles
biker-movies muito loucos, com pitadas de horror, violência, nudez e até um
pouco de naziexploitaion! Na realidade, Dear God No! utiliza esses elementos em
sua estória e essa boa intenção é a única qualidade encontrada na obra de James Bickert. Mas não há boa intenção que salve o filme da chatice. Há um mar de
ideias interessantes e a estória em si não é péssima (é bem ruim, na
realidade). Contudo, o filme não engrena no quesito diversão.
Temos uma gangue de motoqueiros que saem barbarizando por
aí: assassinatos, estupro, vandalismo e outras “sutilezas”. Após 40 minutos de
enrolação, eles encontram a casa de um cientista, onde irão praticar seus atos
de vandalismo. Contudo, esse cientista esconde alguns segredos.
A partir da chegada dos motoqueiros à casa do doutor
(numa atuação ridícula de Paul McComiskey), o filme muda seu script pra se
transformar num terror (??) envolvendo um saqstach e até zumbis. De verdade,
não se preocupe com spoilers, pois estou fazendo um serviço de utilidade
pública ao alertar vocês sobre essa grande besteira em forma de filme.
Há algumas cenas de nudez, especialmente com mulheres fazendo
strip-tease para a câmera. Aliás, a melhor cena do filme é quando os
motoqueiros chegam a um bar e trocam tiros com uma mulherada carregadas de armas
e com seios a mostra. No filme inteiro, elas são as únicas que botam a gangue
mal-encarada pra correr.
Eu não me importo com um roteiro risível ou com atuações
medíocres, sinceramente. Há filmes que abusam da ruindade, mas conseguem
divertir demais – justamente por sua ruindade. Contudo, Dear God No! não me
divertiu. Foi uma sessão desperdiçada, apenas isso.
domingo, 6 de maio de 2012
Louca Escapada (The Sugarland Express, 1974)
O primeiro filme para os cinemas do superpremiado e
aclamado Steven Spielberg foi este “car chase movie”, estranho para quem está
acostumado a uma faceta mais família do diretor. Baseado numa história real,
retirada de um recorte de jornal feito
por Spielberg, o filme acompanha uma mulher (Goldie Hawn) que ajuda seu marido
(William Atherthon) a fugir da prisão, para que ambos recuperem a guarda de seu
filho. Para isso, eles sequestram um carro policial com um patrulheiro como
refém (Michael Sacks) e partem, com vários policias perseguindo-os,
até Sugarland, a cidade onde a criança se encontra.
Típico filme da década de 70, Spielberg foca a histeria
que esse casal provoca sobre a população, efeito bem parecido provocado pelo personagem
de Al Pacino, em Um Dia de Cão. Aliás,
Louca Escapada lembrou-me muito o filme citado, pois os momentos de tensão são reservados
para as negociações entre o casal e o xerife interpretado por Ben Johnson.
Óbvio que sendo um car chase movie, teremos belas cenas
de perseguição. Tudo realista e sem frescuras, com direito a capotagens, pneus
furados com tiros, dublês malucos e uma boa trilha sonora de John Willians –
marcando a primeira parceria entre o direto e o compositor. O final pessimista
ajuda também, pois não há como um filme com esse enredo terminar de maneira
feliz, ainda mais se baseando em fatos reais.
Interessante notar também como as autoridades (nesse
caso, os policiais) são mostrados como verdadeiros patetas, atrapalhando as
negociações e pondo a vida do casal e do sequestrado em constante perigo. Apenas
o xerife e o patrulheiro criam alguma empatia, por se aproximarem da opinião
pública, que não julga o casal como criminosos. São crianças, como o xerife
afirma em certo ponto da fita.
Além de ser um dos filmes mais esquecidos da filmografia
de Spielberg, ter a presença de uma Goldie Hawn bem novinha, Louca Escapada é
um bom entretenimento, com uma estória envolvente. Apesar de ter um ritmo lento
em algumas partes, as atuações e as cenas da perseguição sustentam o filme
tranquilamente.
The Sugarland Express: Lobby Cards
retirados do site: http://www.lewiswaynegallery.com/sugarland-express-1974-lobby-card-set-of-8-steven-spielberg-p-10390.html
sábado, 5 de maio de 2012
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