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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Trailer da Semana: The Midnight Son (2010)

É preciso procurar, com muito afinco, um exemplar atual sobre vampiros vindo dos EUA que valha a pena assistir. Afinal, com Crepúsculo e seus derivados, estes seres fantásticos ficaram relegados a tramas superficiais e infantis, obras encomendadas para roubar o dinheiro de adolescentes (e de alguns adultos também).

Bem, o trailer abaixo é uma pequena joia vinda do cinema independente norte-americano, com chance nula de se ver em nossas salas de cinema. Trata da estória de Jacob, um solitário rapaz que vive em isolamento em razão de uma doença de pele que o impede de ficar exposto a luz solar. A tal doença também o força a beber sangue humano, tornando-o uma espécie de viciado.

Eu não me recordo de nenhum filme tratar o vampirismo como uma doença, o que já torna a obra atraente. Pelo trailer, temos um filme sério e adulto, sem firulas e romance piegas; um filme de vampiro de verdade, algo que anda em falta em falta nos EUA, desde, provavelmente, Entrevista com um Vampiro. Enfim, é torcer para achar o filme e divulga-lo. É preciso incentivar o bom cinema e, principalmente, a criatividade.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Lua Nova

Caros amigos, eu finalmente conferi, tardiamente, Lua Nova (New Moon, 2009) e posso dizer que eu fiquei um tanto decepcionado com a película. Boa parte da crítica afirmou que houve uma evolução entre os dos filmes, porém eu não consegui enxergar muita diferença entre esse aqui e Crepúsculo.


Para começar, eu preciso dizer que eu não sou fã da série Crepúsculo, porém eu não a odeio. Quando eu fui assistir ao primeiro filme da série, eu estava esperando por um romance mamão com açúcar, e foi exatamente o que eu encontrei. É verdade que o livro mexe muito com a mitologia vampiresca, transformando e alterando alguns conceitos que já eram consagrados. Mas eu enxergo isso como uma nova forma de se ver uma história muito conhecida. Querendo ou não, Stephenie Meyer criou algo original. É óbvio que eu não consigo comparar os Cullen ao Lestat, Drácula e outros vampiros da literatura/cinema.


Vamos para a história: Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) continuam seu romance, porém Bella quer que Edward a transforme numa vampira. Ele se mostra relutante e não concorda com isso.


Bella, ao comemorar o seu aniversário na casa dos Cullen, acaba se cortando e é atacada por Jasper (Jackson Rathbone). Edward consegue defendê-la, porém ele resolve se afastar dela para que a moça não fique mais em perigo.


A menina fica arrasada, totalmente deprimida. É nesse estado que ela encontra Jake (Taylor Lautner) que sempre teve uma queda por ela. Os dois ficam bastante próximos, porém Bella ama Edward. E Jake está mudando aos poucos, tanto fisicamente quanto mentalmente. Descobriremos depois que Jacob é um lobisomem.


Bella fica arrasada, pois Jacob também se afasta. A única solução que ela encontra é o suicídio, porém Jacob a salva. Edward descobre por meio de sua irmã vidente (Ashley Greene) o que Bella fez e resolve se matar. Ele não sabe que sua amada foi salva. Caberá à Bella correr contra o tempo para impedir a morte de Edward.


Essa é a síntese de Lua Nova. Todavia, há muitos detalhes que são apresentados no filme, sendo o melhor deles o clã dos Volturi – a realeza dos vampiros, segundo o próprio Edward. Eu adorei a caracterização desse clã e a escolha dos atores. O galês Michael Sheen interpreta o líder deles, Aro. Percebemos aí as influências dos vampiros criados por Anne Rice; os Volturi parecem vampiros de verdade, enquanto os Cullen...



A transformação dos lobisomens é ótima, no padrão para um filme destinado aos adolescentes (isso significa sem violência). Afinal de contas, você não esperava ver ossos quebrando ou pele se rasgando na transformação de Jacob não é? Não podemos esquecer esse tipo de coisa quando assistimos a esse tipo de filme.


Lua Nova não é ruim. Eu até que gostei do filme, porém achei muito longo. A primeira hora é muito cansativa e chata, com Bella deprimida com a separação imposta por Edward. A coisa só melhora quando Jacob se revela um lobisomem; a partir daí, o filme melhora significativamente.


Uma falha que persiste na série está ligada à trilha sonora. Em Crepúsculo, a ótima música Decode do Paramore não tocava durante o filme. Para que desperdiçar uma música tão boa eu pensei; em Lua Nova, a música Meet me on the Equinox do grupo Death Cab for Cutie também não toca em momento algum. Como duas músicas tão bacanas, que fazem parte da trilha sonora do filme, ficam de fora da edição final? Não dá para entender.


Enfim, Lua Nova é um bom divertimento. Um filme leve que poderia ter sido muito melhor. Esperemos que o terceiro filme da saga se saia melhor esse ano. Eu tenho sérias dúvidas, pois a direção de Eclipse ficou nas mãos de David Slade, que dirigiu o péssimo 30 dias de Noite. Talvez ele coloque mais adrenalina e terror na saga; teremos que esperar até o dia 20 de Junho.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Circo dos Vampiros

Não é novidade que os vampiros voltaram à moda através do fenômeno Crepúsculo. A verdade é que uma parte dessa geração não conhece nada a não ser a versão extremamente light criada por Stephenie Meyer (sem desmerecer seu trabalho, pois Crepúsculo é assunto para outro tópico). É provável que muitas pessoas tenham esquecido a real natureza dos vampiros, tão brilhantemente representada no cinema por filmes como Entrevista com um Vampiro, Drácula, Nosferatu e várias outras obras que retrataram esses seres de uma maneira única e fantástica.

Nesse sentido, O Circo dos Vampiros (Vampire Circus, 1972) é um fiel exemplar dos vampiros tradicionais. Trata-se de uma produção da Hammer, empresa inglesa especializada em fitas de horror, bastante interessante pelo enredo e a atmosfera do lugar onde a história do filme se passa.

A obra se inicia com a invasão do temido Conde Mitterhaus (Robert Tayman), um sanguinário vampiro que atrai crianças ao seu castelo para assassiná-las. Um grupo de vários homens consegue matar o vampiro com uma estaca no peito. Porém, antes de morre, o Conde rogou uma praga sobre o pequeno vilarejo que seria atacado por uma epidemia após quinze anos.


Depois dessa introdução, a história avança 15 anos e é a partir daí que o filme continua. O vilarejo está sendo atacado pela epidemia e as pessoas estão morrendo. O mesmo grupo de homens que matou Mitterhaus está reunido em busca de uma solução para a doença. Um cerco foi feito nas redondezas desse vilarejo para evitar a disseminação da doença para outros lugares.


É nesse contexto que ocorre a chegada de um circo itinerante até a cidade. Aos poucos, os moradores da cidade ficam atraídos diante dos maravilhosos espetáculos apresentado pelos exóticos artistas. O que esses moradores não sabem é que os artistas do circo querem raptar todas as crianças da vila e utilizar seu sangue para ressuscitar o conde Mitterhaus.

O Circo dos Vampiros possui algumas interpretações muito fracas (por exemplo, a dos irmãos malabaristas) e certa falta de coerência no roteiro (por que poucas pessoas entram para dominar o vampiro quando se tem um verdadeiro batalhão do lado de fora?). Mesmo assim, isso não afeta o divertimento. O homem forte do circo é nínguém menos que David Prowse, que alguns anos depois seria o Darth Vader em pessoa.


Um detalhe que eu achei intrigante foi como eu não consegui me situar periodicamente na história. Na capinha do DVD, a sinopse indica que a história se passa na Sérvia, no século XIX (o figurino denuncia isso); contudo, em alguns momentos, eu tive a nítida impressão de que a história se passava na Idade Média. Eu não sei se quem assistiu se questionou sobre isso, mas achei esse detalhe intrigante.


Pelo IMDB, O Circo dos Vampiros é indicado como uma das oito produções realizadas pela Hammer em 1972. Nesse ano, a Hammer realizou um dos filmes da série do Drácula estrelada por Christopher Lee.


Mais um destaque do filme vai para a atriz Domini Blythe, linda e maravilhosa como a esposa do professor Albert Muller (Laurence Payne, falecido em fevereiro de 2009), o homem que matou o conde Mitterhaus.


O Circo dos Vampiros é um bom filme de horror que honra as tradições dos vampiros. Não é tão bom como outros filmes do gênero, mas pode agradar aos fãs e admiradores dessas criaturas fantásticas.