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terça-feira, 7 de abril de 2015

Cottage Country (2013)



O trailer era bem mais divertido. Essa comédia de humor negro acompanha as desventuras de um casal que se envolve na morte mais ou menos acidental de umas pessoas numa cabana afastada... Dá até uma preguiça escrever sobre esse filme, porque o próprio roteiro é de uma preguiça enorme, tomando sempre os rumos mais óbvios possíveis. Malin Akerman e Tyler Labine se esforçam bastante, mas os personagens são tão fracos que eles não salvam o filme - nem a frieza da personagem de Akerman e nem o remorso do personagem de Labine me comoveram de qualquer forma. 

É tudo tão previsível, que parece até que eu já assistira o filme antes. E após um desenrolar de estória bem fraco, somos submetidos a um epílogo absolutamente horrível, com uma insuportável pegada moralista... 

Caso vocês queiram ver um filme de comédia e horror com o simpático Labine, confiram o imperdível Tucker & Dale vs Evil - essa sim uma obra divertidíssima e impagável. Cottage Country é como uma sessão de filme de "terrir" roteirizada pelos caras do Zorra Total. Que constrangimento!

sábado, 11 de setembro de 2010

Encontro de Casais (Couples Retreat, 2009)

Trata-se de uma "comédia". Pois é, entre aspas, mesmo; afinal, não existe, absolutamente, nenhuma cena engraçada em Encontro de Casais. Temos um filme terrivelmente chato, com atuações no piloto automático e Jean Reno num papel que constrangeria qualquer pessoa com o mínimo de consciência. O mais triste é ver alguns bons comediantes como Jon Favreau e Vince Vaughn, além de atores competentes como Jason Bateman, Kristen Bell, Malin Akerman (reincidente em comédias ruins, vide Antes Só do que Mal Casado) e Kristin Davis, tendo seus talentos desperdiçados por conta de um roteiro imbecil como o deste filme. Uma das piores comédias que já tive o desprazer de assistir.

sábado, 15 de maio de 2010

Antes só do que Mal Casado (The Heartbreak kid, 2007)


Péssimo. Antes só do que Mal Casado é uma das comédias mais toscas e bestas que eu já vi em toda minha vida. Ben Stiller é um pobre coitado que se casa com a estonteante Lila (Malin Akerman). O problema é que os dois mal se conhecem e será na lua de mel, no México, que o personagem de Stiller (outra variação de um de seus personagens mais famosos - Greg Focker) perceberá que o casamento foi precipitado, ainda mais quando ele se encontra com sua cara metade, a bela Miranda (Michelle Monaghan). Os irmãos Farelly entregam uma obra extremamente sem graça e cansativa. O filme só possui uma cena verdadeiramente engraçada e o restante das piadas aparecem deslocadas e grosseiras. Com um final horrível, Antes só do que Mal Casado vale pela beleza do elenco feminino, e só.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Watchmen (2009)


Watchmen projetou-se como a minha grande aposta para o ano de 2009 e, após várias tentativas, eu finalmente o conferi, praticamente, um ano após seu lançamento.


Primeiramente, devo dizer que Watchmen foi uma grande decepção para mim. O filme não é, de maneira nenhuma, ruim. Pelo contrário, Watchmen é uma obra estupenda. Estupenda e grandiosa em vários aspectos. No entanto, o resultado fica muito aquém do que era esperado, especialmente quando estamos falando de um material tão comentado, elogiado e premiado como os quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons.


Não tenho interesse em fazer uma sinopse da história, pois não há como escrever sobre a trama de Watchmen em um parágrafo. E é toda essa complexidade que tornou Watchmen um grande desafio para Hollywood. Dizem que Terry Gillian abandonou o projeto por achar que um longa-metragem de 2 horas não faria jus ao material...


Eis que Zack Snyder, após realizar o regular Madrugada dos Mortos e o ótimo 300, agarrou o projeto e adaptou-o na marra, primando pela extrema fidelidade aos quadrinhos de Alan Moore.


E não são poucos os momentos em que a fidelidade de Snyder beira o inacreditável. Visualmente, Watchmen é sensacional e impecável. Cenários, figurinos, efeitos especiais, som e montagem absolutamente fantásticos, sem exceção. Um exemplo desse primor técnico é a seqüência de créditos iniciais: memorável e interessante.


Contudo, essa busca pela perfeição visual teve um custo alto para a adaptação de Snyder: o roteiro. Não estou me referindo, neste caso, à trama da história, que é muito boa por sinal. Refiro-me ao tratamento dado aos personagens que, em vários momentos, é extremamente raso e ineficiente.


Por exemplo: se observarmos o Coruja (Patrick Wilson) percebemos que não há muitas cenas em que podemos analisar, ou até mesmo nos interessar, o aspecto psicológico do personagem. Afora a cena em que ele transa com Espectral (Malin Akerman), não há nenhuma demonstração de sentimento dele que me convenceu.

Outra personagem que exemplifica esse fato é a própria Espectral. Veja por exemplo a cena em que ela descobre quem era seu pai por intermédio do Doutor Manhattan: a cena inteira soa tão forçada e canhestra que chega até incomodar.


No entanto, essa artificialidade não atinge todos os personagens da obra: o Comediante (Jeffrey Dean Morgan), Rorschach (Jackie Earle Haley), Ozymandias (Matthew Goode) e Doutor Manhattan (Billy Crudup) são extremamente complexos e suas ações nos fazem refletir muito mais sobre o que está passando na tela. Como ficar indiferente a um "herói" que dá um tiro numa mulher que está grávida de um filho seu? Ou a um herói cuja obsessão por salvar a humanidade ultrapassa as raias da frieza? Ou ainda um herói que mais parece um homicida? De fato, Watchmen decola nos momentos em que esses personagens aparecem no filme.


E os melhores momentos do filme são justamente aqueles em que esses personagens aparecem. Entre as melhores partes, destaco a cena em que mostra o passado do Doutor Manhattan (simplesmente fantástica), o clímax no gelo e TODAS as cenas em que o Comediante aparece.


Aliás, Watchmen é muito melhor em seus momentos de drama e conflitos do que nas cenas de ação. As lutas do filme são muito fraquinhas e a violência surge de uma maneira desproporcional, não condizendo com o clima sóbrio e realista da obra. Para que mostrar um par de braços sendo arrancado por uma serra circular elétrica? Em certos momentos, a violência cai bem (na cena em que Rorschach dá uma "cutelada" na cabeça de um sujeito), porém esses momentos são poucos.


No final da conta, temos um filme incrível e sensacional visualmente. Contudo, esses escorregões da produção contribuem decisivamente para um resultado que beira o regular. Trata-se, sem sombra de dúvida, de uma obra interessante e bacana. Contudo, tinha potencial de sobra para se tornar um verdadeiro clássico, assim como a obra original. Se você não assistiu, faça-o, pois você estará diante de um dos filmes baseados em histórias em quadrinhos mais inteligentes e realistas que o cinema já produziu.