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terça-feira, 14 de abril de 2015

Sniper Americano (American Sniper, 2014)



Quando, de maneira brusca e nada impactante, a projeção terminou, meu queixo caiu. Isso não se relacionou com minhas impressões em relação ao filme, mas ao sucesso e as indicações absolutamente questionáveis ao Oscar... SNIPER AMERICANO é um filme dúbio, equivocado e absolutamente estranho.

O imortal Clint Eastwood não consegue definir uma posição sobre seu personagem ultra polêmico - o maior atirador a serviço do exército norte-americano, que contabilizou centenas de morte durante a guerra ao terror (Afeganistão/Iraque). Interpretado com uma neutralidade magistral por Bradley Cooper, o filme acompanha a história desse soldado. 

E o decorrer da obra não fornece qualquer abertura para definirmos uma mensagem, uma postura por parte de seu diretor. Em nenhum momento Clint demonstra o que pensa sobre a história que ele levou às telas. Temos apenas uma neutralidade estéril e expositiva sobre a vida de um soldado, em tempos de terrorismo, abusos do exército, combates questionáveis e a morte de muitos civis.

Assim que a projeção terminou, fiquei impressionado com o espetáculo "chapa-branca" que acabara de assistir. Nem contra, nem a favor (talvez levemente a favor, mas ele se conteve), apenas uma exposição desapaixonada de cenas com atores aplicados. Não consigo me lembrar de um filme tão sem alma nesses últimos anos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Se Beber não Case (The Hangover,2009)


Absolutamente original e engraçado, Se Beber não Case é uma comédia excelente. A escolha de elenco é perfeita (Bradley Cooper, Ed Helms e, principalmente, Zach Galifianakis, dão um show); os coadjuvantes, não raro, roubam a cena, como Ken Jeong (extremamente engraçado), Heather Graham (muito bonita e carismática) e Mike Tyson, interpretando ele mesmo numa ponta muito bacana. Sem falar também no cantor sem noção do casamento, interpretado por Dan Finnerty.

As atuações são ótimas, mas o grande mérito de Se Beber não Case recai sobre o seu roteiro excelente. O argumento inicial (após uma despedida de solteiros, amigos perdem o noivo e não se lembram de nada) é imbatível; e o desenrolar da estória é engraçado e desesperador (afinal, os caras só fizeram cagada nessa fatídica noite e tentam descobrir no dia seguinte o que aconteceu). Em nenhum momento o roteirista apela para as soluções fáceis e clichês. Trata-se, afinal, de um divertimento de primeira e altamente recomendado.