quinta-feira, 23 de maio de 2019

Boletim Cannes 2019 - Tarantino, Robert Pattinson e Carpenter/Argento


 
Caros amigos! Venho acompanhado, de maneira muito irregular, o que vem acontecendo em Cannes, neste ano. E tudo indica que a edição atual vem apresentando muitas novidades, estreias interessantes e algumas polêmicas sobre as quais conversaremos:



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ONCE UPON A TIME IN HOLLYWOOD é a mais nova obra de Quentin Tarantino - um dos cineastas mais interessantes da atualidade. Nunca participei do culto ao redor do seu trabalho, mas certamente eu admiro muitos de seus trabalhos. Durante uma coletiva de imprensa marcada por perguntas desinteressantes e a exaustiva postura da mídia atual de ser a paladina do politicamente correto (o tema da vez foi o suposto pouco tempo de projeção das atrizes do longa e a participação de Roman Polanski como um dos personagens do filme), Tarantino mordeu a isca das provocações baratas dos jornalistas ("I Reject your hypothesys" - foi a frase que o diretor usou em sua "defesa"). Uma pena, pois o filme parece ser ótimo e certamente serão as baboseiras citadas acima que irão predominar nas críticas vindouras do filme. Apesar disso, um ótimo aperitivo são os cartazes de filmes do astro Rick Dalton, o personagem principal de ONCE UPON A TIME IN HOLLYWOOD, interpretado por DiCaprio! Tinha de ser molecagem marota do Tarantino!




(Imagens capturadas do blog Demmentia 13, do colega Ronald)

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THE LIGHTHOUSE estreou em Cannes com críticas bastante favoráveis! Para quem não sabe, este é o mais novo filme do diretor do espetacular A BRUXA, o provável melhor filme de terror da década! Não temos nenhuma prévia visual do filme a não se esta atmosférica foto que transmite algumas das sensações que a obra possivelmente nos passará - solidão e mistério. Estrelado pelo magistral Willem Dafoe e pelo promissor Robert Pattinson, que teve seu nome associado como o novo Batman da Warner - notícia que não foi lá muito bem recebida e fez a Warner recuar, avisando que ainda não tinham definido quem seria o novo homem morcego. Uma pena, porque Pattinson poderia muito bem dar conta do recado! Em todo o caso, antes de um novo filme de super herói, teremos este THE LIGHTHOUSE que eu certamente vou conferir.

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Nosso querido John Carpenter foi homenageado pela "Guilda de Diretores Franceses" (tradução livre), com o prêmio Golden Coach pelo conjunto de sua carreira. E que carreira, meus amigos: O Enigma de Outro Mundo, Eles Vivem, Halloween, A Bruma Assassina, Os Aventureiros do Bairro Proibido e tantos outros! É um cara que merece todos os reconhecimentos possíveis e é sempre satisfatório ver festivais maiores reconhecerem nossos heróis do cinema de horror. E tão legal quanto a homenagem é ver esta incrível foto de Carpenter interagindo com outro mestre - Dario Argento! Sensacional.

Dois mestres batutas

Pôster - The Dead Don't Die (2019) - Edição Cannes 2019

Uma confissão: eu nunca assisti nenhum filme do diretor Jim Jarmusch, apesar de reconhecer sua carreira e importância. Essa lacuna será preenchida com The Dead Don't Die - um filme de zumbis! Além das ótimas críticas e o elenco recheado (Adam Driver, Tilda Swinton, Bill Murray e Iggy Pop), a ideia de filmes de gênero serem dirigidos por cineastas com suas visões particulares e estilos únicos me enche de esperança quanto a falta de criatividade que assombra o cinema norte-americano. Certamente eu vou conferir. 





terça-feira, 21 de maio de 2019

A Lenda de Barney Thomson (The Legend Of Barney Thomson, 2015)



É impressionante como os cineastas ingleses conseguem capturar todo o charme de sua terra natal, em muitas de suas produções, independente de seu gênero. Eu me explico: existe algo além do destacado sotaque, as locações, os atores mais conhecidos ou o fino humor britânico - há um clima, um ritmo, uma vibe que definitivamente me agrada e me transporta para as suas terras, num misto de saudade (dos poucos dias que estive por lá) e expectativa (para os dias vindouros). Assim, eu sempre embarco quando a proposta é assistir algum filme do Reino Unido. 

A LENDA DE BARNEY THOMSON contém todos esses elementos descritos - a cidade com seu céu cinzento, o humor negro, as caras conhecidas (Robert Carlyle, Emma Thompson, Ray Winstone e James Cosmo) e a trama criativa sobre um barbeiro medíocre que acaba se envolvendo num assassinato acidental e começa a complicar sua vida. A trinca de atores principais parece se divertir muito: Carlyle interpreta o barbeiro, Thompson vive sua engraçada/odiosa mãe e Winstone é um policial xarope. 

Trata-se do primeiro filme dirigido pelo Carlyle, que faz um ótimo trabalho. Sempre gostei muito deste ator, após assistir o inesquecível filme Ou Tudo Ou Nada (filme que está no meu Top 10 pessoal de filmes favoritos da vida). Ele nunca compôs o primeiro escalão de Hollywood, mas isso realmente não importa, pois sua carreira é lotada de obras interessantes, como essa que estamos comentando. Preciso rechear o blog com mais filmes dele, porque acho ele um excelente ator subestimado.

A LENDA DE BARNEY THOMSON diverte e muito, além de ter belas surpresas em sua trama. O final absurdo e satisfatório contribuem com a projeção. Quem tiver a chance, dê uma conferida, pois certamente vale o tempo. Vou deixar para comprar o "blu-ray" deste filme no Reino Unido...

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A Última Ameaça (Broken Arrow, 1996)



Quando criança, esse pôster sempre me fascinava. Achava-o explosivo! Por anos eu mantive essa curiosidade intacta - sabe como é, são tantos filmes para assistir... Enfim criei a ocasião há uma semana, numa tediosa noite de quinta feira. Outro ponto pessoal curioso é que eu consegui o filme em dois formatos, neste ano: DVD e a "mítica" VHS que tanto me encantava quando mais novo.

O genérico título em português esconde o curioso conceito ao redor do roteiro: Broken Arrow é, supostamente, o nome dado para a situação catastrófica das forças armadas perderem uma bomba nuclear. Neste caso, John Travolta é o oficial da aeronáutica que resolve extraviar algumas bombas para chantagear o governo norte-americano e faturar uma fortuna em cima disso. Christian  Slater é o oficial bonzinho que irá melar os planos do terrorista.

O filme contém pilhas e pilhas de cena de ação - algo favorável considerando o argumento meio bobo da obra. É curioso escrever sobre ele, pois parando para analisar, não esperava nada mais do que uma fita de ação divertida - algo que é entregue ao espectador. E nada além disso: assim que o filme terminou, não consegui me lembrar de uma cena sequer que tenha me chamado a atenção.

Não há personagens ou falas marcantes, apenas muita explosão, tiros e alguma pancadaria totalmente compactada durante sua projeção. Dirigido pelo cultuado John Woo, que é um cineasta que ainda não conseguiu captar minha atenção (justiça seja feita: os maiores clássicos chineses dele como Bala Na Cabeça e O Matador, eu ainda não assisti). 

É possível que, se tivesse assistido mais cedo, o filme talvez tivesse me excitado mais. É um divertimento razoável para amantes de filmes de ação. Felizmente, o pôster ainda me fascina, até hoje. Eu teria ele pendurado na minha casa. 

domingo, 21 de abril de 2019

Dublin Oldschool (2018)


Pequeno filme irlandês, inédito no Brasil, DUBLIN OLDSCHOOL acompanha Jason (Emmet Kirwan) um DJ que sonha em ser reconhecido pela sua música enquanto perambula pelas ruas da capital irlandesa em festas/raves, encontrando todo tipo de junkie e um ex-junkie muito especial - seu irmão, que vive como um andarilho, sem rumo.

O retrato ainda mais impressionante das drogas, músicas, raves e cultura inglesa continua sendo o clássico Trainspotting. DUBLIN OLDSCHOOL bebe diretamente nessa fonte e, honestamente, não traz nada de novo além do talento do seu protagonista, não como ator, mas como escritor: Emmet Kirwan é também o roteirista do filme - uma adaptação de uma peça de teatro cunhada por ele mesmo. 

Talvez seja por isso que o filme se desenrole de maneira muita lenta e até como um teatro filmado, pelo menos em seu ritmo. O texto tem pelo menos um grande momento de brilho e o autor constrói seus personagens principais de uma maneira muito eficiente, com uma bela profundidade típicas de quem tem um pedigree literário. Os diálogos são interessantes e, mesmo não funcionando a todo momento, quando funcionam são verdadeiramente impressionantes. 

Definitivamente, teria esse filme na minha coleção. É uma resenha pequena, mas não poderia deixar passar um texto em português sobre esse desconhecido filme. Quem se interessar por dramas urbanos e contemporâneos, com algum fundo musical, pode achar a experiência interessante, como eu achei.