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terça-feira, 21 de maio de 2019

A Lenda de Barney Thomson (The Legend Of Barney Thomson, 2015)



É impressionante como os cineastas ingleses conseguem capturar todo o charme de sua terra natal, em muitas de suas produções, independente de seu gênero. Eu me explico: existe algo além do destacado sotaque, as locações, os atores mais conhecidos ou o fino humor britânico - há um clima, um ritmo, uma vibe que definitivamente me agrada e me transporta para as suas terras, num misto de saudade (dos poucos dias que estive por lá) e expectativa (para os dias vindouros). Assim, eu sempre embarco quando a proposta é assistir algum filme do Reino Unido. 

A LENDA DE BARNEY THOMSON contém todos esses elementos descritos - a cidade com seu céu cinzento, o humor negro, as caras conhecidas (Robert Carlyle, Emma Thompson, Ray Winstone e James Cosmo) e a trama criativa sobre um barbeiro medíocre que acaba se envolvendo num assassinato acidental e começa a complicar sua vida. A trinca de atores principais parece se divertir muito: Carlyle interpreta o barbeiro, Thompson vive sua engraçada/odiosa mãe e Winstone é um policial xarope. 

Trata-se do primeiro filme dirigido pelo Carlyle, que faz um ótimo trabalho. Sempre gostei muito deste ator, após assistir o inesquecível filme Ou Tudo Ou Nada (filme que está no meu Top 10 pessoal de filmes favoritos da vida). Ele nunca compôs o primeiro escalão de Hollywood, mas isso realmente não importa, pois sua carreira é lotada de obras interessantes, como essa que estamos comentando. Preciso rechear o blog com mais filmes dele, porque acho ele um excelente ator subestimado.

A LENDA DE BARNEY THOMSON diverte e muito, além de ter belas surpresas em sua trama. O final absurdo e satisfatório contribuem com a projeção. Quem tiver a chance, dê uma conferida, pois certamente vale o tempo. Vou deixar para comprar o "blu-ray" deste filme no Reino Unido...

sábado, 13 de julho de 2013

Branca de Neve e O Caçador (Snow White and the Huntsmen, 2012)


É bem provável que este filme lidere uma adormecida lista de piores filmes de fantasia da minha vida (tal relação inclui aberrações como Piratas do Caribe 3 e O Último Mestre do Ar - só a título de curiosidade). Trata-se de um produto tão calculado e quadrado que chega a ser uma pena ver alguns bons atores sendo completamente desperdiçados num roteiro que mais parece um jogo de RPG ruim. Nem entrarei no mérito da atriz protagonista ser uma pamonha completa em sua performance. O fato é que milhares de cenas de aventuras em cenários completamente desconexos são unidas por uma "releitura" bastante óbvia da clássica história. O visual é bonito e os efeitos envolvendo as transformações da rainha má não são de se jogar fora, mas é claro que isso não salva a obra. Recomendado apenas em casos de insônia crônica.