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domingo, 1 de maio de 2016

Prontos Para Detonar (Ready To Rumble, 2000)



Esse filme traz tantas memórias... Desde o pôster e a fita VHS nas locadoras, inacessível para mim, porque meu pai não se interessava em locar até a primeira vez que assisti uma luta de telecatch, num sábado à noite, e me apaixonei por esse tipo de teatro. Muitos anos mais tarde eu resolvi assistir este filme, com todo esse histórico em mente. 

O que chama a atenção é como o filme é datado pra cacete. Acompanhem: o filme é uma comédia destrambelhada (na linha de Cara Cadê Meu Carro e outros títulos sem noção que pipocavam há uns 20 anos atrás) com David Arquette como ator principal - um nome que eu relaciono fortemente com os anos 90 e aquelas fitinhas da Warner que tinham mais espaço nas locadoras do que nos cinemas da minha cidade como Malditas Aranhas e o próprio filme que vamos comentar hoje.

PRONTOS PARA DETONAR é um produto com essa vibe: acompanhamos dois fãs desmiolados de wrestling (telecatch no Brasil), que presenciam a derrota do grande ídolo deles da luta livre: Jimmy King (numa escalação genial, chamaram o gordo e fora de forma Oliver Platt - que exemplifica a diversidade das formas físicas desses atletas, uma rara modalidade esportiva, nesse sentido). Eles partem numa aventura para ajudar o lutador a recuperar o prestígio e o título. 

Sim, é um filme tosco. Mas incrível o apelo que exerceu sobre mim. Logicamente, eu consigo enxergar todas as limitações cinematográficas. Mas por todo o retrospecto que já mencionei, eu me diverti o suficiente para aproveitar. Desde algumas piadas bobocas mas que funcionam (o estereotipado policial, pai do personagem de Arquette, que fala com o filho apontando seu revólver) até as diversas participações de wrestlers famosos como Diamond Dallas Page, Goldberg, Sting, Sid Vicious entre outros. Para quem acompanha wrestling, é muito divertido assistir as atuações fraquíssimas desses caras. 

Vale destacar também a presença do sumido Joe Pantoliano, uma cara bastante conhecida dos anos 90 que participou de filmes como O Fugitivo e Matrix - atuações eficientes, não tão lembradas, em produções excelentes. Aqui ele interpreta o empresário inescrupuloso que trai Jimmy King.

No final das contas, não sei se recomendo este filme. Se você reconheceu com algum carinho ou nostalgia os elementos que eu citei, pode embarcar. Se você gostar de comédias sem noção/bobinhas, pode embarcar também. De uma maneira geral, PRONTOS PARA DETONAR é uma obra fraquinha, cheia de defeitos, mas eu me diverti.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pôster - 12 Rounds 3: Lockdown


Quem é ligado em wrestling, sabe que Dean Ambrose é o novo nome mais quente da WWE nesse momento. Expressivo, talentoso e com personalidade, o cara já está pronto pra encabeçar um título dessa divertida franquia. Se não cair no erro de se levar a sério demais, tem tudo pra me conquistar. Seria uma ideia bacana comentar sobre a triologia por aqui, não? 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Trailer: Pro Westlers vs. Zombies (2014)

As chances de dar errado são brutais, mas como não aguardar um filme B que parece não se levar a sério - a união de duas grandes paixões minhas numa só tacada: filmes de terror e wrestling. A trama maluca (wrestlers fazem um show numa prisão abandonada recheada de zumbis), a presença de algumas lendas do telecatch (Kurt Angle, Jim Duggan e Roddy Pipper!!!) e o simples fato de existir já tornam PRO WESTLERS VS ZOMBIES o trash mais esperado do ano. O clima pobre da produção é bem visível, apesar de ter algum gore decente. O pôster aí do lado, apesar de mal executado, guarda a boa ideia de simular os flyers de eventos undergrounds do wrestling. Nenhuma chance de passar no cinema perto de você, infelizmente - mas a internet está aí pra salvar esses filmes de uma maior obscuridade. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Bending The Rules (2012)


Eu gosto de wrestling. Um prazer meio vergonhoso, quase guilty pleasure, mas abraço-o publicamente, mesmo assim. O problema é que eu ainda não vi um filme sequer com um wrestler (lutador) como protagonista que tenha prestado. Bending The Rules segue essa odiosa regra: trata-se de um policial mequetrefe, com muita piadinha idiota (do nível “policiais adoram donuts”) e pouca ação. Nula também é a inteligência do roteiro, com uma trama desinteressante e completamente previsível.

Sobre o protagonista, trata-se do grande wrestler Edge, que empresta algum carisma a seu personagem, mas não impressiona. O problema não é de questão artística, mas a ausência de lutas no filme inteiro. Porra, um cara que luta pra caramba na vida real (mesmo o telecatch sendo “mentirinha”) não levanta a mão pra ninguém no filme. Até quando usa uma pistola num tiroteio, ele parece relutante.

Enfim, a perda de tempo é completa e desnecessária. Apesar de adorar filmes policiais, até mesmo aquelas obras Supercine, previsíveis e repetitivas, Bending The Rules é uma piada, no mau sentido. Evitem.