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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Trailer: Free Fire (2016)

Uma porção de bandidos num alçapão, todos armados e irritados, nos anos 70, iniciando um tiroteio com duração de praticamente 90 minutos. Dirigido por Ben Wheatley, responsável por alguns filmes muito elogiados nos circuitos independentes de cinema, Free Fire promete entregar muita diversão, especialmente para quem gosta de filmes policiais como eu. E o elenco é espetacular, incluindo alguns atores que costumam me agradar muito como Sam Riley, Cillian Murphy e Sharlto Copley. Recentemente fez bonito no Festival de Toronto ganhando o prêmio de melhor filme do público. Essa dica veio do colega blogueiro Ronald e seu Dementia 13.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Hardcore Henry (2016)



Há alguns meses, postei aqui no blog o trailer deste filme, expressando excitação para o lançamento desta obra. HARDCORE HENRY (que antes se chamava só Hardcore) apostava todas suas fichas na "novidade" da câmera em primeira pessoa - o filme todo é conduzido pelos olhos do protagonista, tal qual aqueles jogos de tiro em que você enxerga o revólver do personagem e a ação se dá como se você fosse o personagem principal. 

E funciona? Em alguns momentos, sim. O filme é absolutamente frenético e sem noção, cheio de cenas de ação criativas e amalucadas. Mas essas cenas são prejudicadas em vários momentos, justamente por serem bastante confusas - a câmera treme e balança tanto que você fica perdido em meio a ação. 

A primeira meia hora do filme flui que é uma beleza, com um bom ritmo e tudo mais. Mas depois disso, o filme começa a tentar dar umas explicações da trama e a obra fica extremamente arrastada, principalmente porque a tal trama é mega fraca. Apesar do carisma de Sharlto Copley, o filme não consegue se sustentar e só captou meu interesse novamente em seu final, com a cena de enfrentamento entre o protagonista e o vilão boboca, que reserva boas surpresas. 

Dirigido pelo cara que fez o videoclipe na mesma estética de primeira pessoa da banda Biting Elbowns (que explodiu na internet há alguns anos), não atinge o mesmo resultado bombástico de seu trabalho anterior. A impressão que eu tenho é de que essa câmera em primeira pessoa só funciona bem para o mundo dos jogos ou curta-metragens. Além de cansativa e realmente provocar dores de cabeça, HARDCORE HENRY falha com sua pífia trama. Mas não deixa de ser um curioso exercício cinematográfico.