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quarta-feira, 7 de março de 2012

Rajada de Fogo (Rapid Fire, 1992)

Bate um saudosismo danado após assistirmos Rajada de Fogo - pensar nas grandes possibilidades de Brandon Lee que, sem dúvida, se tornaria num dos grandes astros de filmes de ação, não fosse sua morte precoce durante as filmagens de O Corvo. Sorte, porém, que suas poucas atuações permanecem imortalizadas nos filmes em que ele atuou.

Deixando esta conversa triste de lado, Rajada de Fogo é um baita filme de ação, típico dos anos 80 e 90 com uma trama simples e muita cena de porrada, tiroteio e tudo de bom que este gênero pode proporcionar! E claro, todos esses elementos são bem filmados pelo diretor Dwight H. Little, que já dirigiu bons filmes (Crime na Casa Branca, Marcado para a Morte) e maus filmes (Tekken). Em Rajada de Fogo, ele faz um trabalho regular, superior é claro aos "videoclipeiros" da atualidade.


O jovem Jake Lo (Brandon Lee) acaba testemunhando um assassinato cometido por um mafioso há muito procurado pelo FBI – Antonio Serrano (Nick Mancuso). Como a promotoria busca um crime sólido para prender este mafioso, Jake se tornará a testemunha chave para esse caso e, é claro que sua vida estará em risco, pois o mafioso põe sua cabeça a prêmio.



A situação em si já é bastante complicada para Jake, mas as coisas pioram. Afinal, os "federais" envolvidos no caso são corruptos e Jake terá de confiar num policial de Chicago (Powers Boothe) que precisa de Jake para descobrir sobre um carregamento de drogas de um bandido chinês aliado ao Antonio Serrano (Tzi Ma). Jake terá de lidar com toda essa rede criminosa além de superar o trauma da morte de seu pai durante uma manifestação na China.

Pode parecer confuso, mas o filme flui que é uma beleza. O roteiro tem uma ou outra falha, mas nada que comprometa a diversão da fita. Afinal, Brandon Lee era um cara extremamente carismático e talentoso nas artes marciais, desempenhando boas cenas de luta e permitindo que o público se afeiçoe a seu personagem, um tipo rebelde cativante.



Nick Mancuso e Powers Boothe estão ótimos em seus papeis. São dois atores não muito conhecidos do grande público que desempenham nesta obra em questão um bom suporte para o astro Lee. Tzi Ma, que após essa fita ficou relegado a papeis secundários, também está muito bem como o mafioso chinês. Na sessão piscou perdeu, atentem para o professor de artes do personagem de Lee, no início do filme: é Richard Schiff, o Toby da premiada série The West Wing.

Rajada de Fogo é afinal aquele divertido filme de ação do fim de sábado, com suas lutas vibrantes e trama passageira. Tem algumas doses de erros, mas é incrivelmente superior a muita tralha lançada nos cinemas. Para os fãs do gênero, não tem erro: pode assistir que você vai gostar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Tekken (2010)


Bem que eu nutria alguma esperança pela adaptação do jogo de luta que preencheu tardes e mais tardes da minha infância, resultando em algumas notas vermelhas e inúmeros controles quebrados. Contudo, a adaptação de Tekken não passa de uma aventura esquecível, muito fraquinha e sem muitos atrativos.


A estória é manjada e recheada com os clichês de um filme de luta. Jin Kazama (Jon Foo) é um jovem com um incrível talento para as artes marciais, que se envolverá num torneio de lutas com participantes do mundo inteiro financiado pelas grandes empresas que dominam o planeta, numa atmosfera caótica e apocalíptica.


Num filme de luta, eu não dou muita bola para enredo: o que importa são as lutas. Mas em Tekken, elas são muito fracas e não empolgam. Num momento do torneio, armas são permitidas e a partir disso, a obra torna-se um misto de violência boba e uma edição apressada. O filme prepara terreno para uma conclusão previsível e tediosa.



O elenco não está ruim, mas Jon Foo simplesmente não me convenceu como Jin – acredito que a culpa não seja do rapaz, e sim do roteiro que teceu Jin como um adolescente revoltado. Cary-Hiroyuki Tagawa como Heihachi não decepciona (aliás, ele repete algumas de suas feições malvadas de Mortal Kombat, quando interpretou Shang Tsung – alguém lembra?); Luke Goss também está ótimo como Steve Fox, amigo e mentor de Jin; Ian Anthony Dale (que é um dos principais personagens da série sensação The Event) se destaca como o vilão Kazuya, cheio de inveja e cobiça pelo controle da empresa de seu pai – Heihachi. E Kelly Overton está extremamente sexy e estonteante como Christie Monteiro. Pena que o elenco é desperdiçado.


A ausência de um roteiro mais cativante e a direção burocrática de Dwight H. Little (que nos anos 90 fez alguns filmes bacanas como Crime na Casa Branca e Marcado para a Morte e agora parece ter esquecido como fazer um bom filme de ação) são decisivos para que Tekken funcione como mais um filme de aventura catapultado diretamente para as prateleiras das locadoras. Esperava mais da obra.