
Bem trivial esse À Queima Roupa. Trata-se de um filmeco policial, sem grandes atrativos, a não ser a presença do excelente Charles Bronson, que aqui, foge um pouco de seu lado badass, matador de bandidos, para assumir a face de Paul Fein, um policial veterano que resolve reunir seus filhos para sua festa de aniversário.
O policial consegue unir seus 4 filhos para a tal festa, incluindo a filha pródiga, Jackie (Angela Featherstone), uma típica rebelde sem causa, que mora longe da família. Por seu espírito inquieto e inconseqüente, ela acaba se metendo numa trama que envolve o assassinato de um ricaço, morto após passar uma noite com ela. E seu velho pai terá que descobrir quem realmente cometeu esse crime, para evitar a prisão de sua filha.
Trata-se de um roteiro bastante comum, sem grandes atrativos e, claro, cheio de clichês. O filme conta com a presença do sempre carismático Bronson, que não interpreta com a mesma frieza e brutalidade demonstrada na série Desejo de Matar. Aqui, ele faz um tipo mais sensível e frágil, mas não se enganem: em alguns momentos do filme, Paul Fein lembra muito o lendário Paul Kersey! O filme ainda conta com a presença de Daniel Baldwin, que me surpreendeu por não estar tão canastrão como na maioria esmagadora de seus filmes.À queima Roupa lembra aqueles policiais bobocas que costumavam passar na TV Globo sábado à noite, no Supercine. Por isso, o filme tem certo ar saudosista para quem curte esse tipo de obra mamão-com-açúcar, que te entretém durante a projeção e, após seu término, ninngém se lembra nem do nome do personagem principal. No fim das contas, para quem não exigir muito, À Queima Roupa pode agradar. Mas a obra não faz, de maneira nenhuma, jus à carreira do grande Charles Bronson.