quinta-feira, 14 de março de 2019

One Cut Of The Dead (2017)


Eu tenho o mau costume de não querer assistir os filmes mais badalados do momento, pela simples necessidade de querer fugir de modinhas. Uma coisa que se revelou meio idiota, nesses anos de blog e cinefilia, porque a quantidade de filmes que eu tenho interesse em assistir passa da casa dos milhares e, nesses tempos, fico acumulando obras na estante, no HD, etc. Assim, mesmo correndo risco de ser um pouco repetitivo na minha revisão, vamos falar da sensação do momento que já foi comentado por alguns bons blogs brasileiros (o Filmes Para Doidos e o Toca O Terror). Vamos falar de ONE CUT OF THE DEAD!

Você já deve ter cruzado com a sinopse por aí: durante a filmagem de uma obra de baixíssimo orçamento sobre zumbis, uma produção acaba enfrentando zumbis real, que meio que aparecem do nada, sendo tudo filmado naquela perspectiva de found-footage. E dá-lhe bizarrices, algum clichê e muito nonsense durante cerca de meia hora de projeção quando o filme dá uma guinada e... Veja bem, não sou fã dessa frescura de spoilers, mas neste filme a surpresa é bastante prazerosa por isso não vamos alongar a sinopse. 

O maior problema de ONE CUT OF THE DEAD é justamente nessa primeira metade do filme - quem conhece e curte cinema japonês sabe que pode esperar algumas maluquices em suas produções. Pessoalmente, eu gosto moderadamente, então confesso que cheguei a achar o filme meio bobo e me peguei surpreso com o hype ao redor dele.

Entretanto, a guinada que a obra faz é realmente surpreendente e compensa a experiência toda com folga. Não se trata de um filmaço, mas com certeza é um ótimo exercício de criatividade, levantando as velhas questões de como o cinema de horror mainstream sofre de boas ideias e originalidades, enquanto filmes estrangeiros e independentes dão verdadeiras aulas nesse entendimento. 

Enfim, ONE CUT OF THE DEAD é sim um filme legal e importante para os fãs de cinema e, principalmente, de cinema de horror em geral. Não é tudo isso que estão falando, mas certamente é um entretenimento criativo e divertido, artigos raros quando se pensa no cinema de horror atual. 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Pôster - I Spit In Your Grave: Deja Vu (2019)


Inacreditável a notícia:I Spit In Your Grave, escabroso sexploitation de 1978 que rendeu uma refilmagem com duas continuações recentes terá uma continuação direta do filme original, dirigida pelo mesmo diretor (Meir Zarchi) e com a mesma protagonista do filme original (Camille Keaton)! Qualquer amante do cinema mais undergorund deve estar tão curioso quanto eu para conferir essa obra. E a primeira sinopse não é nada má: a heroína do primeiro filme vai enfrentar as famílias dos desgraçados que a estupraram no primeiro filme e enfrentaram sua justiça violenta. Não tenho outra palavra para descrever esse projeto: inacreditável!

terça-feira, 12 de março de 2019

Trailer: Master Z: Ip Man Legacy (2019)

Amigos, como posso manter expectativas altas com as previsíveis continuações e derivações de sucessos de Hollywood, quando a saga Ip Man (inteira revisada aqui no blog!) terá seu primeiro "spin-off" - MASTER Z: IP MAN LEGACY. Finalmente, o terreno preparado no terceiro filme para Jin Zhang parece ter rendido um ótimo fruto, vide o eletrizante trailer aqui postado. Além disso, o filme conta com coadjuvantes de peso: Dave Bautista, Tony Jaa e Michelle Yeoh  (cuja carreira deu uma bela revitalizada com a espetacular série Star Trek Discovery). Assim que eu botar as mão nesta incrível fita, terá resenha aqui no blog!




segunda-feira, 11 de março de 2019

Um Assassino à Solta (Switchback, 1997)


Existe um universo de fitas dos anos 90, assistidas durante a minha infância, as quais eu não tenho nenhuma memória, a não ser que em algum momento deste passado nebuloso eu assisti ao filme. E a lista, meus amigos, é imensa: nossa família mantinha o saudável hábito de locar filmes todo o final de semana - hábito que definitivamente pavimentou minha paixão pelo cinema.

A busca por tais filmes gera, quase sempre, sentimentos muy agradáveis. O principal deles é a beleza da descoberta de pérolas esquecidas de duas décadas atrás - sólidos filmes sem pretensões maiores do que narrarem suas histórias dentro de aceitáveis 110 minutos de duração ou menos. São notas de rodapé na carreira de atores com longos créditos no IMDB, a mera lembrança dos saudosos cartazes colados na vitrine da Hélio's Vídeo (a locadora que frequentávamos).

Um desses filmes é UM ASSASSINO À SOLTA, um ótimo thriller de 1997, com um belo elenco: Danny Glover, Dennis Quaid, R Lee Ermey, Jared Leto, Walton Goggins e Willian Fitchtner (os três últimos em início de carreira). A trama, com algumas referências do magnífico gênero italiano Giallo, acompanha um policial (Quaid) percorrendo as pista deixadas por um tenebroso serial killer (Glover) que sequestrou seu filho. O último assassinato leva o policial até uma pequena cidade com um xerife das antigas (Ermey), envolvido numa disputa pela reeleição do cargo de xerife com um policial xarope (Fichtner). 


O filme é muito bem sucedido em criar alguma confusão até revelar quem é o assassino de fato - mérito do diretor/roteirista Jeb Stuart, totalmente sumido do mercado atualmente (este filme é o penúltimo trabalho dele, segundo o IMDB), mas que nos presenteou com EXCELENTES roteiros de filmes dos anos 80 e 90 - pratas da casa como O Fugitivo, Ameaça Subterrânea, 48 horas parte 2 e o clássico Duro de Matar.

O elenco está excelente, mas o grande mérito do filme é o trabalho de Jeb Stuart. Como bom roteirista, ele consegue associar elementos interessantes do ambiente onde o filme se passa, assim como ótimas ideias (o esquisito carro dirigido por Glover, a ambientação na cidade assolada por uma tempestade de neve, a briga eleitoral entre os xerifes e o clímax de tirar fogo no trem). São elementos que enriquecem muito a trama, não necessitando se apoiar, apenas, na competência das cenas de ação. Tem muito filme da atualidade que não consegue fazer isso. 

 Uma pena que Jeb Stuart esteja tão sumido do mundo do cinema, pois sua escrita definitivamente faz falta nas fitas de ação atual. Imagine um roteiro dele e um pouco mais de recurso num filme do Scott Adkins ou até Jason Stathan! Enquanto isso, vou assistir os outros filmes que ele roterizou e quem sabe em breve teremos resenhas por aqui de Condenação Brutal, Leviathan e Justa Causa - todos filmes que eu assisti, mas também não lembro de quase nada.