sábado, 4 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O Retorno de Johnny English (Johnny English Reborn, 2011)

Pareceu-me aliás que esta nova aventura está mais americanizada. Explosões e perseguições para atrair a platéia barulhenta, louca pelo 3d. O típico humor britânico, simples e cheio de insinuações simplesmente desapareceu nessa sequência. O pior é ver piadas do primeiro filme serem requentadas neste segundo. Poucas gags e muitos tiros. E esse desespero da equipe do filme em atrair essa parcela do público, me incomodou bastante.
Óbvio que Atkinson domina muito bem seu próprio personagem. E há alguns momentos engraçados na obra, especialmente quando há piadas sobre a espionagem em si e quando há foco no que English faz melhor: trapalhadas; a cena da cadeira é hilária, mas uma cena não salva um filme. O fato da obra ter uma trama sem graça, já conhecida em outros diversos filmes, além de não existir um bom nome de peso no elenco, com mais carisma do que Atkinson para atrair o público (como John Malkovich, no primeiro filme, quando interpretou o impagável vilão da estória), fizeram desta sequência algo completamente descartável.
Uma pena, pois Johnny English era um personagem que eu gostaria de ver mais vezes nos cinemas. Este filme enterra as possibilidades de mais uma aventura do espião inglês. Infelizmente, uma obra esquecível.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Caos (Chaos, 2005)

Outro filme do inglês casca-grossa Jason Statham, Caos investe num roteiro razoavelmente esperto, com muitas reviravoltas e outras pegadinhas para os despercebidos. E é interessante ver Statham sem distribuir pancadas no elenco mas mantendo seu temperamento truculento. No filme em questão ele interpreta um improvável policial especializado em negociações. Porque improvável? Ora, um sujeito com a cara e fama do inglês não é o mais adequado para situações tensas e delicadas de negociação com criminosos, convenhamos...
O caso é que ele estava afastado da polícia por uma negociação que deu errado; ele retorna à força em razão da solicitação de um bandido (interpretado no piloto automático por Wesley Snipes), que mantém reféns num banco. O sucesso dos bandidos levará Statham e seu parceiro (Ryan Phillippe) a investigarem uma trama enrolada envolvendo corrupção na polícia e vingança.
O fato de não ter uma cena de ação bacana decepciona. O fato de não ter lutas bacanas, com Statham quebrando alguns dentes decepciona. O fato de Snipes estar completamente apagado também decepciona. Salva-se o roteiro, que não é um primor mas se esforça, e a atuação de Ryan Phillippe que se destaca entre os outros dois atores como o parceiro inteligente do Statham.
Sem grandes inovações, Caos é mais um filme policial com alguns nomes de destaque no elenco e nada a mais. É a mesma estória com novos intérpretes. Se você curte um filminho desses, esquecíveis 5 minutos pós-projeção, então pode alugar sem medo.
Blitz (2011)

Existem muitas pessoas que não gostam do inglês Jason Statham. Concordo que o cara vem reprisando o mesmo tipo de personagem ao longo de sua filmografia, mas eu não me importo muito com isso. Afinal, não precisa ser nenhum Al Pacino para sair distribuindo bordoada pelo filme. Precisa ser atlético e carismático, coisa que Statham consegue com folga, sendo heroi ou vilão em seus filmes. Em Blitz, ele encarna o policial destemperado em busca de um serial killer de policiais, autodenominado Blitz (Aidan Gillen, que rouba a cena). Blitz vem de blitzkrieg – uma referência que nos dá ideia sobre o caos criado por esse bandido.
O filme ainda conta com algumas tramas paralelas, que são bastante simplórias, na realidade. Tem-se a policial que trabalhava disfarçada nos narcótico e teve de superar seu vício em drogas, advindo de seu trabalho infiltrado (interpretado pela atriz Zawe Ashton, mais comum em filmes e seriados para a televisão britânica).
Temos também o policial interpretado pelo excelente atorPaddy Considine - um cara com poucos papeis em Hollywood. Por isso, é claro que Paddy é mais reconhecido em terras britânicas, principalmente, também, por ter ganhado um BAFTA. Lembro-me até hoje de que existia um forte boato para ele interpretar o Rorschach de Watchmen – uma escolha muito interessante. Fato é que em Blitz ele interpreta um policial muito competente e homossexual – óbvio que este segundo fator será mais lembrado por seus colegas policiais. Com gestos discretos, Considine construiu o personagem mais interessante e profundo do filme inteiro.
O que eu mais gosto nesse filme é o resgate daquele herói do anos 80, que caga e anda para a sociedade e seus superiores. O personagem do Statham desrespeita seus superiores com requinte (como na cena em que ele fala para um psiquiatra que o fato dele usar uma caneta bonita diz muito sobre ele; segundo as palavras do próprio policial o psiquiatra gostaria de "segurar um sólido instrumento fálico em suas mãos").
Não é um filme inesquecível ou original. Mas para os fãs dos policiais cascas-grossas dos anos 80 (como o Cobra, só para ficar com o nome mais óbvio), não há dúvidas de que Blitz tem grandes chances de agradar.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Algumas palavras sobre Taxi Driver

Um textinho curto pra atualizar o blog nosso de cada dia. Taxi Driver é um dos obrigatórios, filme acima de qualquer suspeita que fui conferir a algumas semanas atrás. Devo dizer que gostei bastante do filme.
Acho que o elenco está sensacional e a estória é muita louca. Mostrar New York - metrópole maravilhosa como um esgoto humano foi um trunfo espetacular por parte de Scorsese. O lado sujo e podre de uma cidade modelo com um anti-herói doido varrendo a sujeira desta cidade continua sendo uma ousadia extrema; tenho a impressão que não há cineasta atualmente que tenha culhões para filmar algo assim.
Sem mencionar o final acachapante, quando Scorsese dá uma tapa na cara da sociedade, que aclama Travis como um herói. Simplesmente sensacional. Na vida real, aconteceria a mesma coisa...
