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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Rowan Atkinson e Hugh Laurie


Foi publicada, agorinha, no perfil do facebook do Hugh Laurie, essa incrível foto dele e Rowan Atkinson - dois mestres da comédia inglesa. Apesar de gozar de muito mais sucesso atual, minha preferência entre os dois recai sobre o eterno Mr Bean, um dos comediantes mais brilhantes a passar pela Terra. Foto fantástica de dois atores fascinantes. Preciso conhecer muito mais sobre a carreira desses dois, além de seus papeis mais reconhecidos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Retorno de Johnny English (Johnny English Reborn, 2011)


Este é um filme sem nenhuma razão de existir. E quero deixar claro que sou fã tanto do personagem Johnny English quanto de seu intérprete Rowan Atkinson, um dos grandes comediantes britânicos vivos. Mas, mesmo gostando muito do primeiro filme, é com tristeza que vejo como este segundo filme tem a intenção de, sei lá, encher os bolsos dos produtores e do estúdio. Não há nada para se acrescentar ao personagem, além de ser um filme completamente independente do seu antecessor, o que me dá a impressão de que o roteiro quer atrair novos expectadores para o filme.

Pareceu-me aliás que esta nova aventura está mais americanizada. Explosões e perseguições para atrair a platéia barulhenta, louca pelo 3d. O típico humor britânico, simples e cheio de insinuações simplesmente desapareceu nessa sequência. O pior é ver piadas do primeiro filme serem requentadas neste segundo. Poucas gags e muitos tiros. E esse desespero da equipe do filme em atrair essa parcela do público, me incomodou bastante.

Óbvio que Atkinson domina muito bem seu próprio personagem. E há alguns momentos engraçados na obra, especialmente quando há piadas sobre a espionagem em si e quando há foco no que English faz melhor: trapalhadas; a cena da cadeira é hilária, mas uma cena não salva um filme. O fato da obra ter uma trama sem graça, já conhecida em outros diversos filmes, além de não existir um bom nome de peso no elenco, com mais carisma do que Atkinson para atrair o público (como John Malkovich, no primeiro filme, quando interpretou o impagável vilão da estória), fizeram desta sequência algo completamente descartável.

Uma pena, pois Johnny English era um personagem que eu gostaria de ver mais vezes nos cinemas. Este filme enterra as possibilidades de mais uma aventura do espião inglês. Infelizmente, uma obra esquecível.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

De Bico Calado (Keeping Mum, 2005)


Amigos esqueçam as paródias com prazo de validade (Os Espartalhões e genéricos) e os filmes sobre adolescentes idiotas (American Pie e companhia). O melhor da comédia no mundo vem do Reino Unido, atualmente. Um humor refinado, inteligente e sagaz são os ingredientes adicionados pelos britânicos nesses filmes que fazem você rir e pensar ao mesmo tempo.


Tomemos como exemplo a comédia De Bico Calado (titulo em português horrível) do diretor Niall Johnson. Temos um elenco maravilhoso e afiado, com um roteiro inteligente e criativo, que capricha no humor e no argumento da obra. Trata-se de um divertimento muito bacana, para qualquer um que procure uma trama engraçada que não sacrifica nossos neurônios durante a projeção.


A história inicia-se com uma mulher viajando de trem com um grande baú. Após vazar sangue desse baú, a polícia é chamada e a moça é presa. Durante o interrogatório, ela revela que no baú estão seu marido e a amante deles, retalhados. Ela vai para um hospício e, muitos anos depois, ela é finalmente libertada.


Com o nome de Grace Hawkins (Maggie Smith) ela vai trabalhar como governanta na casa do vigário Walter (Rowan Atkinsom) que é casado com Gloria (Kristin Scott Thomas). Walter é um homem que só pensa em seu trabalho na igreja e se esquece de sua família. Gloria sente-se rejeitada pelo marido e possui um amante, seu professor de golfe, Lance (Patrick Swayze). Isso sem mencionar seus filhos – o mais novo apanha na escola e a filha mais velha age como uma vadia. É nesse caos que Grace irá se meter e resolver os problemas da família por métodos nada ortodoxos.

É sensacional como, por trás de todo o humor, temos uma história essencialmente dramática. Afinal, a família está desmoronando e caminha para um final bastante ruim, se não fosse a intervenção de Grace, cujas razões são explicadas perto do final da película – uma das belas surpresas do roteiro.


Maggie Smith, ganhadora de 2 Oscar, dá um show, construindo uma velhinha simpática e amalucada. Kristin Scott Thomas e Patrick Swayze estão muito engraçados, porém o destaque da obra cai sobre os ombros de Rowan Atkinsom. Longe das micagens de seu célebre personagem, Mr. Bean, aqui ele entrega uma interpretação contida e fantástica. Ao mesmo tempo em que seu personagem é engraçado, há uma carga dramática impressionante em sua performance. Notamos isso pelos olhares, postura corporal e o próprio tom de voz que ele usa para construir o contido vigário.

Aquele clima de comédia com drama, presente no humor inglês em filmes como Quatro Casamentos e Um Funeral, Ou tudo ou Nada e Simplesmente Amor se faz presente em De Bico Calado, porém é bastante sutil o conflito sentimental nesta obra. Contudo, se analisarmos a obra com profundidade, percebemos a crítica do diretor aos casais que deixam seu relacionamento esmorecer. Para essa família entrar nos eixos novamente, é necessário que uma senhora assassina dê um jeito naqueles que atrapalham a vida deles. Trata-se de um humor negro feroz que funciona muitíssimo bem num filme com um argumento tão mórbido como esse. Realmente, muito bom.

Com um roteiro muito bem escrito, situações engraçadas, trama muito bem amarrada e um final surpreendente, De Bico Calado merece ser assistido. Ótimo filme.