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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Homens de Preto 3 (Men In Black 3, 2012)



Eu não tinha o menor interesse em encarar Homens de Preto 3 numa sala de cinema. Um grupo de amigos e uma promoção me convenceram a assistir a mais nova aventura dos agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones).

O filme acompanha a volta do agente J aos anos 60 para salvar a existência de seu parceiro, que simplesmente some nos tempos atuais. Lá ele encontra o agente K mais jovem (Josh Brolin), conhece Andy Warhol (uma das sacadas geniais do filme) e enfrenta o grande vilão do filme, por trás do sumiço de K nos tempos atuais – Boris, o animal (Jemaine Clement).

Com essa trama de viagem no tempo, fica claro que o filme busca dar uma refrescada na imagem da franquia, adicionando um inspirado Josh Brolin, que alcança a perfeição como o K mais jovem. Não só Josh Brolin, mas Jemaine Clement está fantástico como o vilão, um alienígena repulsivo e de respeito, que causa até um receio no público, mas possui uma dose certa de piadas (envolvendo seu braço decepado por K num confronto anterior) - o suficiente para não ridicuralizá-lo e manter uma ótima dose de ameaça.


Homens de Preto 3 acerta também nas piadas e citações históricas. O roteiro é esperto e, apesar de ter alguns furos, é bem sucedido ao adicionar interessantes elementos à mitologia da série. A junção desses novos e ótimos personagens (ou atores novos, mesmo) com uma trama de viagem no tempo, mostraram-se divertida e interessante.

Interessante notar que este terceiro filme da saga se mantém como um típico capítulo da série, em razão do próprio estilo de filmagem do Barry Sonnenfeld (diretor dos outros MIBs) e da marcante música tema (composta pelo Danny Elfman), que mantém a assinatura da “grife” Homens de Preto. Desde o início da obra até seu interessante desfecho (no Cabo Canaveral, muito criativo) sabemos que se trata de um filme da série, com todo o seu estilo particular.

Claro que a série ainda encontra, na minha pessoa, uma espécie de indiferença que não consigo superar. Apesar de divertido e tudo mais, certas piadas são muito bobas e a própria estória dos homens de preto não me comove. Achei o filme entretenimento puro e uma das grandes surpresas positivas do ano. Entretanto, permaneço cético quanto a visitar as possíveis novas aventuras dos agentes. Quanto a esse terceiro filme, fica minha surpresa e minha indicação de um bom blockbuster.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Risco Duplo (Double Jeopardy, 1999)

Eficiente fita de ação com uma trama bem estruturada, elenco competente e direção segura, do veterano Bruce Beresford. Ashley Judd é acusada (injustamente) de ter matado o marido (Bruce Greenwood); na prisão, ela descobre que o patife está vivo e arma sua vingança levando em conta um artigo nas leis americanas que determina que uma pessoa não pode ser julgada pelo mesmo crime duas vezes. Assim, ela poderá matar, de fato, seu marido e recuperar a guarda de seu filho. Tommy Lee Jones encarna o oficial de condicional que persegue Judd após sua saída da prisão.


Nada de vinganças elaboradas: aqui, o negócio é matar o marido, levar o filho embora e tocar a vida. Apesar de ter alguns furos em seu roteiro, Risco Duplo é um bom filme, sem cenas de ação mirabolantes ou uma direção "pseudo-estilosa". Tem-se um filme onde a estória tem importância e os atores realmente atuam. Um filme de verdade.