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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Deadpool (2016)



É uma maravilha quando certos filmes abraçam um princípio fundamental do cinema pipoca - diversão. Certos filmes existem apenas como escapismo, aquela diversão de duas horas que te faz esquecer de tudo e todos. Isso não é um demérito, de maneira nenhuma. Ainda mais nessa realidade de filmes baseados em histórias em quadrinhos que querem ser gigantescos demais, sérios demais, longos demais...

DEADPOOL funciona que é uma beleza. Funciona como diversão escapista, como adaptação de HQ, como comédia e filme de ação. Eu realmente me diverti bastante durante a projeção, principalmente pela entrega de um material honesto, feito para um público adulto, com centenas de diálogos espertos, criativas cenas de ação e violência e atuações calibradas. Aquela história de "papel da vida de um ator" se encaixa à perfeição em Ryan Reynolds, perfeito como o falastrão protagonista; é notável como ele está a vontade e adorando interpretá-lo.

A história não reserva grandes surpresas, mas é essa "simplicidade" que me agradou mais. Eu gosto bastante dos filmes de super-heróis, de uma maneira geral, mas o gigantismo e a pretensão de muitos deles geralmente me incomoda. É bacana ver a Marvel interligando os filmes entre si, mas era muito mais bacana quando não parecia tão forçado - o que derrubou alguns filmes (Homem de Ferro 3, Os Vingadores - A Era de Ultron).

São enxutos 108 minutos de diversão. Impossível não rir com algumas tiradas desse personagem. Forte candidato a melhor adaptação de história em quadrinhos dos últimos anos. Tomara que mantenham o tom na inevitável sequência. 

domingo, 27 de março de 2011

Um Segredo Entre Nós (Fireflies in the Garden, 2008)


É incrível quando a união de várias pessoas competentes pode resultar em experiências recompensadoras. Um Segredo Entre Nós é um bom exemplo de como se fazer um filme dramático denso e relevante. Eu, particularmente, não sou um grande fã de melodramas, mas confesso que me surpreendi com esta obra em questão.


Não há novidades narrativas aqui: a estória gira em torno de uma família cheia de problemas e "esqueletos no armário". Quando ocorre uma tragédia com a matriarca da família (Julia Roberts), as feridas destas pessoas são expostas, unindo passado e presente de uma maneira bastante incômoda.


Creio que o grande tema do filme é que o tempo não cura nada, como muitos acreditam. Existe uma hora em que somos confrontados pelos problemas da vida e não há como fugirmos. O personagem principal, o escritor Michael (um ótimo desempenho de Ryan Reynolds), deverá superar todos os problemas que teve com seu rígido pai (Willem Dafoe) durante sua juventude. Quando ambos se resolverem, pode ser que a vida torne a entrar nos eixos. Caso contrário, ela desmoronará.


É preciso salientar o trabalho exemplar do elenco. Roberts, Reynolds e Dafoe estão excelentes e os coadjuvantes também estão incríveis (Emily Watson e Ioan Gruffudd são os destaques). O diretor Dennis Lee conduz a obra com estilo e segurança, sendo também um destaque.


Um Segredo Entre Nós é um drama interessante e bem dirigido, sem muitas novidades para o gênero. Mas trata-se de uma estória bem contada com belas atuações, além de um final bacana. Para mim, já foi o suficiente.