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domingo, 18 de outubro de 2015

Perdido Em Marte (The Martian, 2015)



Demorou, mas o senhor Ridley Scott nos entregou um filmaço. Desde Cruzada eu não me convencia com os filmes de Scott. Nesta aventura ele recupera a forma e foca suas lentes na adaptação do romance sobre um astronauta, abandonado durante uma tempestade na superfície do planeta Marte, pois julgaram-no como morto. Mas o sujeito sobrevive e precisa continuar sobrevivendo num ambiente absolutamente hostil e diferente de tudo aquilo que já possamos ter visto. 

O filme é uma aventura das boas: tem ação, tensão, comédia e mais uma excelente atuação de Matt Damon, como o cosmonauta perdido. Imaginem como o filme Náufrago, com menos toques de drama e um destino muito mais hostil que uma desafiadora ilha deserta. 

Saber definir o gênero de um filme (como vimos na crítica anterior) é uma tarefa importante para definir ritmo do filme e estilo da narração. Ridley Scott abraça com gosto o bom humor e os perigos apresentados no livro original, configurando numa experiência, acima de qualquer outra coisa, divertida. A fotografia do filme ajuda demais, assim como toda a ambientação de marte, bastante realista. 

O elenco está maravilhoso, com Damon perfeito no papel principal e diversos coadjuvantes de luxo - cito os meus favoritos: Jeff Daniels, Sean Bean, Michael Peña e Chiwetel Ejiofor. O clima do filme lembra demais o clássico APOLLO 13 - algumas cenas meio que reprisam o espírito do filme dos anos 90. 

Foi uma sessão de cinema extremamente divertida e gratificante. Esse eu quero na minha coleção de filmes. E esse pôster é uma beleza, não?

terça-feira, 13 de julho de 2010

2012 (2009)


Conseguiria escrever parágrafos e parágrafos sobre a insipidez de 2012: um típico produto hollywodiano, feito para impressionar os nossos sentidos. Contudo, assim como o geólogo Adrian Helmsley, interpretado pelo ótimo ator Chiwetel Ejiofor, eu enxergo um pouco de humanidade na obra de Roland Emmerich, mesmo que esta seja de uma ingenuidade...

Eu explico: 2012, mesmo sendo recheado de cenas de catástrofes impressionantes, tenta passar algumas mensagens morais para sua platéia. Além dos óbvios clichês no roteiro e personagens típicos nos filmes desse gênero (o pai divorciado que tenta a aproximação dos filhos é um exemplo disso), 2012 projeta inúmeras pílulas morais sobre os expectadores como a importância da fraternidade entre os seres humanos.

Essa tentativa de transformar 2012, de um produto para uma obra, fica no meio do caminho, algo como um intermediário entre Independence Day e O Dia depois de Amanhã: enquanto o primeiro abraçava os efeitos especiais e dispensava a inteligência, o segundo tentava impor mensagens morais de companheirismo e humanidade com uma explicação científica convincente. Esses dois filmes, que eu adoro, funcionavam por estabelecerem suas prioridades ao longo da projeção; 2012 tentou ser um pouco de ambos (misto de visual/conteúdo) e acabou falhando. Mas funciona como divertimento passageiro.